Incêndios. Líder do PS satisfeito com posição do PSD sobre comissão técnica independente

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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, mostrou-se esta segunda-feira satisfeito com a posição do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, sobre a criação de uma nova comissão técnica independente sobre os incêndios.

“O Governo não nos ouviu. Contudo, li com atenção e com sentido positivo as declarações do líder parlamentar do PSD de que o Governo aceitava uma comissão técnica independente. Parece-me que é um bom princípio e, portanto, vamos aprová-la na Assembleia da República para avaliar o que correu bem e o que não correu bem”, afirmou aos jornalistas, em Viseu.

Na sessão de abertura da 21.ª edição da Universidade de Verão do PSD, Hugo Soares considerou “despropositada e inútil” a proposta do Chega de um inquérito sobre os incêndios desde 2017, mas disse ver “com bons olhos” a do PS de uma nova comissão técnica independente.

Hugo Soares distinguiu as propostas dos dois principais partidos da oposição feitas nas últimas semanas, dizendo ver “com bons olhos” a do PS de criação de uma nova comissão técnica independente, “longe dos políticos, longe do combate partidário”, apesar de acusar os socialistas de terem sido “um bocadinho ligeiros nas críticas ao Governo”.

José Luís Carneiro disse aos jornalistas que o PS, além de ter apresentado a proposta de constituição de uma comissão técnica independente, foi o primeiro partido a apresentar propostas, para que não houvesse “necessidade de repetir erros”.

“Se o Governo tivesse ouvido, tinha acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil logo por alturas de 1 de agosto, antes de ter necessidade de recorrer aos meios aéreos de Marrocos”, frisou.

Segundo o líder socialista, “se o Governo tivesse ouvido, tinha determinado a situação de contingência”, o que permitiria “mobilizar os meios públicos e os meios privados”, para, por exemplo, “abertura de aceiros, terraplenagens, mobilização das máquinas retroescavadoras”.

“E depois propus a situação de calamidade para mobilizar os apoios àqueles que carecem de apoios para recuperar a produção, recuperar e proteger as populações e dar nova vida às comunidades locais”, acrescentou.

Na sua opinião, “os responsáveis do Governo deviam ouvir aqueles que estiveram nas funções porque podem dar um contributo importante”.

“Quando estava na Administração Interna, ouvi ministros anteriores do PS e também do PSD”, contou, explicando que o objetivo era não cometer os mesmos erros numa área que é “vital para a salvaguarda da vida das pessoas, do seu património e dos seus bens”.

José Luís Carneiro lembrou que, quando foi ministro, no seguimento dos incêndios da Serra da Estrela, convidou “os maiores peritos nacionais, cerca de 30, que elaboraram as suas recomendações”.

“Várias dessas recomendações foram integradas no dispositivo de combate a incêndios para 2023 e também para 2024 e foram publicadas num livro editado pelo Ministério da Ciência e também com o contributo da Administração Interna. O que estou a defender foi aquilo que defendi quando era também ministro da Administração Interna”, frisou.

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Líder do PS quer criar contratos territoriais de desenvolvimento

O líder do PS, José Luís Carneiro, defendeu esta segunda-feira a criação de contratos territoriais de desenvolvimento que permitam “valorizar os recursos dos territórios” e “remover obstáculos e assimetrias ao desenvolvimento”.

Em declarações aos jornalistas em Viseu, onde encerrou o primeiro dia da rota pela Estrada Nacional 2 (EN2) com uma visita à Feira de São Mateus, José Luís Carneiro frisou que assumiu o compromisso “com uma nova abordagem ao desenvolvimento regional e à coesão”.

“Precisamos de adotar os contratos territoriais de desenvolvimento com incentivos fiscais, com atração de investimento direto do estrangeiro”, explicou, acrescentando que o concelho de Viseu tem “das melhores condições para funcionar como uma grande plataforma de desenvolvimento económico, de desenvolvimento social, de desenvolvimento cultural e de projeção de toda esta região”.

O secretário-geral do PS explicou que o que pretende construir é “um modelo equivalente a CIM (Comunidades Intermunicipais) em vários territórios do país, correspondentes às cinco comissões de coordenação e desenvolvimento regionais”.

“Viseu será um desses centros da constituição dos contratos territoriais de desenvolvimento, procurando criar melhores oportunidades económicas, mais oportunidades de emprego, fixação do emprego mais qualificado que temos no país, particularmente o mais jovem, e condições de vida dignas para aqueles que investem, que criam riqueza e que querem realizar as suas vidas nestes territórios”, acrescentou.

José Luís Carneiro partiu esta segunda-feira do quilómetro zero, em Chaves, pela EN2.

A EN2 tem 738 quilómetros, liga Trás-os-Montes ao Algarve pelo interior do país e tornou-se numa rota turística que atrai muitos turistas nacionais e estrangeiros.

A 20 de agosto de 2019, também o antigo primeiro-ministro e secretário-geral do PS António Costa iniciou em Chaves uma viagem pela EN2, defendendo, na altura, que o país tinha de “saber valorizar” um “grande eixo de potencial de desenvolvimento”.

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Bugatti possui um trunfo que todos os construtores invejam

Os construtores europeus de veículos, uns mais do que outros, estão a sentir algumas dificuldades em lidar com a nova realidade do mercado, pois se por um lado as novas regulamentações europeias os obrigam a investir nos veículos eléctricos — apesar de os chineses terem adoptado os eléctricos antes, o que lhes conferiu grande vantagem —, por outro lado, as necessidades dos clientes e a maior concorrência estão a impedi-los de escoar a produção e a prejudicar a rentabilidade. Há excepções e, entre elas, a Bugatti é o melhor exemplo, com este construtor do Grupo Volkswagen a orgulhar-se de ter toda a produção vendida até 2029, algo que todos os fabricantes invejam.

Bugatti mostra Tourbillon, um PHEV sucessor do Chiron com 1800 cv

A Bugatti é um construtor muito especial e, desde que passou a integrar o colosso germânico (em 1998), concebe de cada vez apenas um só veículo. O primeiro foi o Veyron (2005), de que foram produzidas 450 unidades, a que se seguiu o Chiron (500 unidades) em 2016 e o Tourbillon, revelado em 2024, começará a ser entregue em 2026. A base (chassi e mecânica) de cada um é utilizada para produzir um sem-número de versões especiais e séries limitadas que, por serem consideravelmente mais caras devido à sua maior exclusividade, fazem disparar a rentabilidade da marca localizada em Molsheim, França.

Quando a Bugatti anuncia que tem a produção esgotada para os próximos quatro anos não deixa de parecer estranho, pois todos os Chiron já foram fabricados e entregues aos seus clientes, tendo o último saído da linha de produção em final de 2024. Hoje a marca francesa está apostada em fabricar os dois últimos modelos de produção limitada com base no Chiron, todos eles já com comprador, ou seja, o Tourbillon, o primeiro modelo que troca o tradicional motor W16 pelo novo V16 híbrido plug-in de que o construtor vai produzir 250 unidades, e o Bolide, o mais ousado e desportivo dos Bugatti que apenas se pode utilizar apenas em pista e de que vão fabricar 40 unidades.

Este Bugatti Bolide gasta 80 l/100km e destrói um jogo de pneus em 60 km

Mas se tudo está garantido até 2029, as dúvidas que pairam no ar têm a ver com os anos seguintes, uma vez que antes do final da década a marca tem de ter definido e prestes a iniciar a produção o seu primeiro modelo 100% eléctrico. Para o conseguir, o Grupo VW já “ofereceu” a gestão da Bugatti à Rimac, um pequeno especialista croata em superdesportivos eléctricos, que viu mesmo o seu fundador, Mate Rimac, ser nomeado CEO do construtor francês. A instalação de mecânicas 100% eléctricas em superdesportivos está já a provocar suores frios a construtores como a Ferrari e a Lamborghini, pelo que o sentimento não deve ser muito diferente na Bugatti. Apesar desta poder contar com a ajuda da Rimac.

Ataque que matou jornalistas em Gaza foi “erro trágico”, diz Israel

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta segunda-feira que Israel lamenta profundamente o que descreveu como um “erro trágico” ocorrido no Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza.

“A nossa guerra é contra os terroristas do Hamas. Os nossos objetivos justos são derrotar o Hamas e trazer os nossos reféns de volta a casa”, declarou Netanyahu.

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Um ataque israelita contra o Hospital Nasser provocou a morte a pelo menos 20 pessoas, entre as quais cinco jornalistas ao serviço de agências noticiosas como a Reuters, Associated Press e Al Jazeera.

O exército israelita reconheceu ter realizado “um ataque na zona do hospital Nasser” e anunciou uma “investigação”, lamentando “qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos” e que “não teve como alvo jornalistas propriamente ditos”.

O ataque foi condenado por vários países e o secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu uma investigação rápida e imparcial.

Trump: “Eu não gosto de ditadores. Não sou um ditador. Sou um homem muito sensato e inteligente”

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que muitos norte-americanos “gostariam de ter um ditador”, enquanto garantiu que ele próprio não é um.

“Muitas pessoas estão a dizer ‘talvez gostássemos de ter um ditador’. Eu não gosto de ditadores. Não sou um ditador. Sou um homem muito sensato e inteligente”, disse o Presidente norte-americano, acusado pelos opositores de autoritarismo nas políticas de imigração e segurança.

“Envia-se os militares e, em vez de o felicitarem, acusam-no de invadir a república”, disse, referindo-se à decisão de enviar a Guarda Nacional para as ruas de Washington para operações policiais.

[Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]

Durante uma longa e improvisada conferência de imprensa na Sala Oval, que se centrou em questões de segurança e recriminações contra os adversários, Trump assinou um decreto que insta os procuradores federais a apresentarem acusações criminais contra qualquer pessoa que queime a bandeira norte-americana, especialmente durante manifestações ou protestos.

Isto apesar de o Supremo Tribunal, em 1989, ter decidido que tal ato se enquadra na liberdade de expressão, um direito fundamental protegido pela Constituição.

Para Trump, a bandeira “é o símbolo mais sagrado e estimado da América e da liberdade, independência e força norte-americanas”.

“A bandeira americana é um símbolo especial na nossa vida nacional que deve unir e representar todos os americanos de todas as origens e estilos de vida”, argumentou, por isso, “profaná-la é particularmente ofensivo e provocador”.

“É uma declaração de desprezo, hostilidade e violência contra a nossa nação: a mais clara expressão de oposição à união política que preserva os nossos direitos, liberdade e segurança. Queimar esta representação da América poderia incitar violência e agitação”, defendeu.

Trump avisou: “Se queimar uma bandeira, apanha um ano de prisão, sem possibilidade de liberdade condicional”.

Moedas atacou os extremismos como sempre, para tentar atingir Leitão como nunca

Pode estar a mais de 230 quilómetros, mas Lisboa está sempre presente em Carlos Moedas. Em ano de autárquicas, ainda mais. Quase tão certas como as referências à capital, são os ataques ao PS, aos extremismos (também de esquerda) e a moderação. No jantar do primeiro dia da Universidade de Verão do PSD, Carlos Moedas defendeu um combate aos “extremismos, venham eles da esquerda ou da direita.” E acrescentou: “Tenho sido muito atacado por isso. O extremo da esquerda e o extremo da direita são igualmente maus. Há sim uma equivalência nestes extremismos: é que são igualmente maus”

O presidente da câmara de Lisboa colava depois o PS a esses extremismos de esquerda, num tiro apontado à sua adversária, Alexandra Leitão — que protagoniza uma coligação que tem o Bloco de Esquerda. Moedas diz aos alunos que é necessário um “equilíbrio entre racional e o emocional”. E acrescenta: “Se caímos num só dos lados – num mundo exclusivamente vertical, físico e racional – corremos o risco de cair em velhos autoritarismos que não fazem sentido hoje. Se caímos para o lado só do horizontal, do digital e do emocional, caímos no caos e no radicalismo.”

Para Moedas é esse “caos e radicalismo” que procuram “hoje a extrema-esquerda e a extrema-direita” e, acrescenta, “pelo que vi em Lisboa, também o PS.” O autarca diz que “o PS fez a escolha desse caos”, lembrando que o fez, por exemplo, quando se “manifestou contra a polícia em Lisboa”. “Como é possível o PS manifestar-se contra a polícia em Lisboa?”

[Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]

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Livro analisa “força transformadora” da dança de Marlene Monteiro Freitas

Um livro sobre a obra coreográfica de Marlene Monteiro Freitas, cujas criações têm vindo a marcar a cena internacional da dança pelo “impacto transformador”, vai ser lançado em setembro em Lisboa e no Porto pela Dafne Editora.

Intitulado “Dança Fora de Si. A Obra Coreográfica de Marlene Monteiro Freitas”, o livro da investigadora, curadora e professora Alexandra Balona mergulha no universo da premiada coreógrafa cabo-verdiana, e será lançado a 13 de setembro, na Culturgest, em Lisboa, e no dia 19 de setembro, no Rivoli.

O estudo concentra-se em cinco peças consideradas “fulgurantes” pela autora: “Guintche” (2010), “Paraíso — coleção privada” (2012), “Jaguar” (2015), “Bacantes — prelúdio para uma purga” (2017) e “Mal — embriaguez divina” (2020).

Alexandra Balona explora a forma como Monteiro Freitas tem construído coreografias que abrem “espaços de estranheza e contradição”, onde corpos e materiais em diáspora se transformam em busca de sentidos plurais, aponta a investigadora sobre a coreógrafa e bailarina galardoada em 2018 com o Leão de Prata pela Bienal de Veneza de Dança.

O livro propõe-se seguir as pistas da “abertura, impureza e intensidade” que atravessam a criação de Monteiro Freitas, para traduzir sensibilidades e violências que escapam ao discurso racional, oferecendo um olhar sobre uma “obra fulgurante, cuja ousadia abala as estruturas dos teatros por onde passa”, segundo a autora.

As criações de Marlene Monteiro Freitas, que unem muitas vezes o drama e a comédia, têm sido elogiadas pela crítica internacional pela expressividade, originalidade e criatividade.

Alexandra Balona refere que a obra — de 256 páginas — nasceu do “espanto do desejo, dos encontros eufóricos e da intensidade da obra” de Freitas, provocados pelo “desfasamento entre o ver, o sentir e o pensar”, desde o dia 21 de setembro de 2012, data do primeiro encontro da investigadora com a obra “Paraíso-coleção privada”, em estreia absoluta no Festival Circular, em Vila do Conde.

“Diante do palco, deparei-me com um universo coreográfico insólito e informe. Forças que me capturavam sem se deixarem inscrever num discurso fixo ou coerente. E, nesse instante, ocorreu-me que, depois de mais de uma década a questionar a ontologia da dança contemporânea, eis que os corpos que dançam furiosos e fulgurantes, regressam definitivamente ao palco num renovado e visceral diálogo com a música”, recorda, no livro, a curadora de diversos projetos de pensamento, performance e artes visuais.

Balona assegura que o trabalho de Marlene Monteiro Freitas — cuja carreira começou como fundadora do grupo de dança Compass, em Cabo Verde — lhe “desassossegou o pensamento” com uma multitude de “sensações sem nome, pensamentos dispersos, ideias em suspensão que começaram a agregar-se, numa negociação contínua de opostos: o sagrado e o profano, o erotismo e a violência, o animal humano e o não-humano, o desejo e a submissão”.

Além da análise crítica, a autora convoca o arquivo pessoal da coreógrafa e coloca-a em diálogo com obras da história da arte, construindo uma leitura que funciona como um “Atlas” para sustentar múltiplas referências e imaginários.

O livro lança um olhar atento sobre métodos, processos e mecanismos da artista que estruturam a criação coreográfica, oferecendo ao leitor pequenas “máquinas críticas para ler o ilegível”.

Em 2018, em entrevista à agência Lusa, Marlene Monteiro Freitas contava ter crescido a ver um poster de uma bailarina que a irmã, dez anos mais velha, tinha colocado no quarto, porque ambas gostavam de dançar.

Marlene praticou ginástica rítmica entre os 6 e os 13 anos, mas deixou este desporto porque não gostava do lado competitivo, e juntou-se a um grupo de amigos com quem começou a dançar e a criar coreografias, dando origem à Compass.

Ao longo dos anos, foi conhecendo várias figuras da dança, bailarinos e coreógrafos, alguns deles portugueses, como Clara Andermatt, que lhe começaram a “fazer acreditar” que seria possível viver da dança, e que a influenciaram profundamente nos seus trabalhos, repletos de referências à música, cinema, pintura e literatura.

“A obra da coreógrafa e bailarina cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas é de uma politicalidade sismográfica: abala os teatros por onde passa, deixando um rasto em que o fascínio e a estranheza, o choque e a perplexidade, se tornam matéria sensível de negociação”, afirma no livro Alexandra Balona, considerando a artista “magnética e vertiginosa”, devido a criações que estão “longe de se submeter à lógica de uma narrativa linear ou à exigência de um sentido fechado”, mas sim a “universos que deslocam os territórios do reconhecimento”.

É nesse terceiro espaço, entre o palco e a plateia, “onde as forças da performance colidem, ressoam ou se entrelaçam com as forças de cada pessoa presente que, para Marlene Monteiro Freitas, a dança acontece”, num “acontecimento irrepetível, enraizado nas intensidades do aqui e agora”, considera a doutorada em Estudos de Cultura, também arquiteta e docente na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

Publicado pela Dafne Editora, o livro terá uma versão em inglês lançada em simultâneo pela Lenz Press, ampliando a circulação internacional de um estudo que se apresenta como referência para compreender a “força transformadora” da obra de Marlene Monteiro Freitas.

Em ambas as datas, os lançamentos vão acontecer após a estreia naquelas cidades da nova criação da coreógrafa cabo-verdiana, “Nôt”, sendo que o lançamento em Lisboa contará com a presença da autora, de Marlene Monteiro Freitas e da professora Gabriele Brandstetter, prefaciadora do livro, especialista em estudos de teatro e dança da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha.

Empate na Reboleira com quatro golos e duas expulsões

O Estrela Amadora e o Alverca empataram 2-2 em partida entretida da jornada 3 da I Liga.

Os visitantes entraram melhor e marcaram por Cédric Nuozzi e Marko Milivanovic.

Já a equipa da casa reagiu e empatou por Fábio Ronaldo e Sidny Cabral.

O jogo ficou ainda marcado por duas expulsões, uma para cada lado: Paulo Moreira, aos 47 minutos, para os tricolores, e Kaiky, para os ribatejanos.

Nota ainda para um pénalti falhado a favor do Estrela Amadora.

Veja o resumo da partida:

Operação Pretoriano. MP pede agravamento de penas e nove anos de prisão para Madureira

O Ministério Público (MP) recorreu da decisão do Tribunal de São João Novo, no Porto, no caso da Operação Pretoriano, solicitando o agravamento das penas aplicadas a Fernando Madureira e a outros arguidos.

No recurso, a que a Lusa teve acesso esta segunda-feira, o MP defende que Fernando Madureira, antigo líder da claque Super Dragões deve ser condenado a nove anos de prisão efetiva, depois de ter sido sentenciado, por um coletivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto, a três anos e nove meses, no início deste mês.

Na fundamentação do recurso, o MP entende que a pena aplicada a Madureira, o único dos 12 arguidos a ser condenado a prisão efetiva em primeira instância, foi “demasiado baixa e sem qualquer efeito preventivo”, sublinhando que “não cumpre o objetivo de dissuadir a prática de novos ilícitos de igual gravidade”.

A procuradora Susana Catarino pede ainda penas de prisão efetiva para mais cinco arguidos, entre eles Sandra Madureira, mulher de Fernando Madureira, que foi condenada a dois anos e oito meses de prisão com pena suspensa, e proibida de frequentar recintos desportivos, por um período de seis meses.

[Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]

O MP pede também a condenação de Fernando Saúl, ex-speaker do Estádio do Dragão e Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA), que tinha sido absolvido em primeira instância, tal como José Dias.

No recurso, o MP entende que todos os arguidos participaram de forma ativa no plano que visava intimidar sócios do Futebol Clube do Porto e jornalistas durante uma Assembleia Geral (AG) de novembro de 2023, e que os crimes de coação e atentado à liberdade de imprensa devem ser imputados a todos.

Em 31 de julho, além das condenações impostas a Fernando e Sandra Madureira, o tribunal impôs penas suspensas a mais oito arguidos, entre os quais Vítor Catão, adepto portista, Hugo Carneiro, apelidado de “Polaco”, e Hugo Loureiro, mais conhecido por “Fanfas”.

No processo que ficou conhecido como Operação Pretoriano, o coletivo de juízes do Tribunal Criminal de São João Novo deu como provada a existência de um “plano criminoso” para “criar um clima de intimidação e medo” na AG, na qual ocorreram confrontos e agressões, para garantir a aprovação da proposta de alteração dos estatutos do clube, do “interesse da direção” então liderada por Jorge Nuno Pinto da Costa.

Festival do Crato começa já amanhã, com dia de entrada livre

O Festival do Crato volta para mais uma edição, com datas confirmadas entre os dias 26 e 30 de agosto de 2025. A festa começa já amanhã, 26 de agosto, com um dia especial de entrada livre para todos, mesmo para quem não tem pulseira, marcado por música, tradição e celebração alentejana.

Antes dos concertos, pelas 19h, o Festival do Crato inaugurará a sua Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato, com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Crato, do Presidente da CCDR, do Presidente da CIMAA e do Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

A partir das 21h30 começam os concertos, com os Vizinhos a cargo do arranque desta edição, seguidos de Os Raíz (com convidados especiais) e Cutting Crew.

O cartaz deste ano conta com nomes de peso como Wet Bed Gang, Plutonio, Mizzy Miles, Matuê, Lon3r Johny e Profjam, JÜRA, Skunk Anansie, GNR, Luís Trigacheiro e convidados, Daniela Mercury, Fernando Daniel e Nena.

Depois dos concertos principais, o palco palco passa a After Hours, com a festa a continuar pela noite dentro com DJ Dadda, DJ LK da Escócia, DJ Matcho, DJ Ana Isabel Arroja e Insert Coin.

Joaquim Diogo, diretor do Festival do Crato, refere que “Queríamos surpreender todos os que fazem parte desta festa. Este dia extra gratuito é um presente para o público fiel que todos os anos enche o Crato de vida. Começamos a festa mais cedo e com o pé direito.”

Questionado sobre o ecletismo do cartaz apresentado, Joaquim Diogo afirma que “… o Festival do Crato o que faz todos os anos é tentar ser o mais abrangente possível e ir ao encontro de muitos gostos musicais. Temos uma forma de estar onde gostamos muito que as várias gerações possam experimentar aquilo que são diferentes ritmos de música e novos projetos para que quem nos visite fique surpreendido“.

Para além dos artistas internacionais e nacionais que vão animar os fins de tarde e noites no recinto do Festival do Crato, haverá uma Feira de Artesanato e Gastronomia, que é uma parte importante do evento, destacando a cultura e as tradições locais. Este cruzamento de música, artesanato e gastronomia vai muito além dos dias do festival, como nos explica, Joaquim Diogo, diretor do Festival do Crato “o Festival do Crato acaba por nos posicionar em termos daquilo que é a nossa marca, aquilo que é o nome deste concelho magnífico deixando sempre um rastro a quem vem nesses dias para conhecer os seus monumentos, as suas dinâmicas e, a gastronomia, é sempre um ponto de atração“.

Festival do Crato 2025

26 agosto (entrada livre)
Cutting Crew
Vizinhos
Os Raiz (com os convidados Átoa, Los Romeros, Afonso Dubraz e Kika)
Remember Old Times

27 agosto
Wet Bed Gang
Plutonio
Mizzy Miles
DJ Dadda

28 agosto
Matuê
Lon3r Johny e ProfJam
JÜRA
DJ LK da Escócia

29 agosto
Skunk Anansie
GNR
Luís Trigacheiro e Convidados
DJ Matcho
DJ Ana Isabel Arroja

30 agosto
Daniela Mercury
Fernando Daniel
Nena
Insert Coin​

//Flagra

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