Terça na TV: Fantasmas no nevoeiro, Beguinas – Amores Proibidos e o O Homem da Amália

CINEMA

Raptadas
Hollywood, 21h30

O carpinteiro Dover Keller é um homem de fé, regido por princípios de justiça e rectidão. A sua vida, até aí calma, é virada do avesso no momento em que a filha de seis anos e uma pequena amiga são raptadas, depois dos festejos de Acção de Graças. Quando Loki, o detective responsável pelo caso, é obrigado a libertar o único suspeito por falta de provas, Keller sente-se à beira da ruptura. Um drama realizado pelo canadiano Denis Villeneuve em 2013. No elenco, os actores Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Viola Davis, Maria Bello, Terrence Howard, Melissa Leo e Paul Dano, entre outros. A direcção de fotografia, a cargo do britânico Roger Deakins, célebre pela colaboração de décadas com os irmãos Coen, foi nomeada para um Óscar.

O Nevoeiro
AXN Movies, 22h56

Os fantasmas que assombram a fundação da América vêm ao de cima neste filme de terror de John Carpenter, co-escrito por ele e pela produtora Debra Hill e estreado em 1980. São os cem anos da pequena cidade costeira Antonio Bay, no norte da Califórnia, e um estranho nevoeiro toma conta da zona, levando com ele várias vidas. No elenco, Adrienne Barbeau, Jamie Lee Curtis, John Houseman, Janet Leigh e Hal Holbrook. Foi alvo de um remake, vastamente inferior, em 2005.

Constantine
Star Movies, 22h58

John Constantine foi ao inferno e voltou. Nascido com um dom que não desejou – a capacidade de reconhecer anjos e demónios que andam na Terra -, Constantine acaba por se suicidar, tentando escapar a estas visões. Mas a sua tentativa é em vão e Constantine ressuscita contra a sua vontade, voltando ao mundo dos vivos para patrulhar a fronteira terrena entre o céu e o inferno. Espera um dia poder ganhar o seu meio de salvação, mas ele também não é nenhum santo. Desiludido, é um herói amargo e alcoólico, que não procura agradecimento nem compaixão. Mas quando uma detective desesperada pede a sua ajuda para resolver a morte misteriosa da irmã gémea, Constantine resolve ajudá-la. A investigação arrastará os dois para o mundo de demónios e anjos que existe sob Los Angeles. Realizada por Francis Lawrence em 2005, é uma adaptação livre da série de banda desenhada Hellblazer.

SÉRIE

Beguinas – Amores Proibidos
TVCine Emotion, 22h10

Estreia. Em Segóvia, a meio do século XVI, uma jovem nobre recusa-se a casar contra a sua vontade e por isso acaba por ir para o meio de uma comunidade laica e semi-monástica de mulheres, as beguinas, onde há liberdade e outros conceitos que lhe estavam vedados até então. Encontra, por lá, também o amor junto de um novo homem. É essa a premissa desta série espanhola com Amaia Aberasturi e Yon González. Foi criada por Irene Rodríguez. Como é habitual, fica também disponível no serviço on-demand TVCine+.

TEATRO

O Homem da Amália
RTP2, 22h58

Para assinalar os seus 50 anos de carreira, Virgílio Castelo escreveu e interpretou, ao lado de José Teles e Rafael Leitão, esta peça encenada por Paulo Sousa Costa. Como o nome indica, é sobre um homem apaixonado pela lendária fadista Amália Rodrigues e a forma única como a via.

DOCUMENTÁRIO

Roma – Ascensão do Império
RTP3, 1h

O arqueólogo, autor e apresentador americano Darius Arya é a cara desta série documental em três partes que olha para expedições arqueológicas e tenta reconstruir um retrato do Império Romano, que se estendeu por três continentes, a compreender uma percentagem muito significativa da população do mundo antigo, uma civilização cheia de interesse arquitectónico e artístico.

CULINÁRIA

With Love, Meghan
Netflix, streaming

Estreia. Na cozinha em Montecito, na Califórnia, Meghan Markle, a Duquesa de Sussex, volta a receber celebridades neste misto de receitas e dicas para a casa e o bem receber. Nesta temporada da série que se estreou em Março, os convidados com caras reconhecíveis incluem a supermodelo Chrissy Teigen, o estilista e apresentador de Queer Eye Tan France, os chefs David Chang, José Andrés, Clare Smyth e Christina Tosi, ou o autor, empreendedor e coach Jay Shetty, entre outros.

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Polémica no YouTube: vídeos alterados sem consentimento geram suspeitas de IA

polémica youtube IA
Imagem: edição de JarTee / Shutterstock.com

O YouTube está no centro de uma nova polémica, apenas dias depois de nova funcionalidade chatear os utilizadores. Criadores de conteúdo agora acusam a plataforma de modificar vídeos sem consentimento, deixando-os com uma aparência semelhante a material gerado por inteligência artificial.

As críticas intensificaram-se depois de relatos de utilizadores no Reddit e no X/Twitter, que notaram mudanças visuais em vídeos do YouTube Shorts, levantando dúvidas sobre a transparência da empresa.

Vídeos com aparência artificial levantam suspeitas

Segundo a BBC, o YouTube confirmou estar a conduzir um “experimento” com alguns vídeos, mas negou o uso de IA generativa. A empresa afirma que se trata apenas de “aprendizagem automática tradicional”, destinada a melhorar a nitidez e reduzir o ruído.

Ainda assim, a ausência de comunicação prévia gerou descontentamento entre criadores. As primeiras suspeitas surgiram há dois meses, quando o utilizador Ulincsys partilhou no Reddit uma comparação de vídeos do criador Hank Green.

“Eu estava a ter um problema há vários dias, no qual os Shorts pareciam ‘borrados’, ou como se um efeito de pintura a óleo tivesse sido aplicado”, relatou.

Na comparação, o vídeo processado apresentava sombras mais fortes e contornos mais marcados, mas também uma textura artificial no cabelo do youtuber, descrita como “de plástico”.

Outros utilizadores confirmaram o mesmo efeito em vídeos diferentes, apontando para um possível uso de técnicas de upscaling baseadas em IA para aumentar a resolução.

YouTube responde, mas explicação não convence

No GenAI, no upscaling. We’re running an experiment on select YouTube Shorts that uses traditional machine learning technology to unblur, denoise, and improve clarity in videos during processing (similar to what a modern smartphone does when you record a video)YouTube is always… https://t.co/vrojrRGwNw

— YouTube Liaison (@YouTubeInsider) 20 de agosto de 2025

A resposta oficial chegou através de uma publicação no X/Twitter, onde o YouTube alegou estar apenas a testar melhorias na qualidade de imagem. Rene Ritchie, chefe editorial da plataforma, reforçou a posição:

“Estamos a realizar um experimento em Shorts selecionados que usa tecnologia de aprendizagem automática tradicional para remover o desfoque, reduzir o ruído e melhorar a clareza dos vídeos durante o processamento (semelhante ao que um smartphone moderno faz quando gravas um vídeo)”.

Rene Ritchie, chefe editorial do YouTube

Apesar da explicação, especialistas contactados pela BBC lembram que a “aprendizagem automática” é um subcampo da inteligência artificial, o que reforça a perceção de que o YouTube pode estar a usar IA mas tentando dissociar o termo da polémica em torno da IA generativa.

Criadores também não se mostraram convencidos. Rhett Shull, youtuber entrevistado pela BBC, foi direto:

“Se eu quisesse essa nitidez excessiva terrível, eu próprio a teria feito. Mas o mais importante é que parece gerado por IA. Acho que isso me representa mal e pode corroer a confiança que tenho com o meu público”.

Transparência em xeque

A polémica surge num momento curioso: em julho, o YouTube atualizou as suas políticas de monetização justamente para punir conteúdos gerados em massa por IA de baixa qualidade, conhecidos como AI Slop.

Agora, a empresa enfrenta críticas por aplicar efeitos que dão aos vídeos uma aparência semelhante ao que ela própria combate. Até ao momento, não há qualquer indicação de que os criadores terão a possibilidade de desativar este “experimento” e manter os vídeos inalterados.

A falta de transparência e de opções de controlo preocupa a comunidade, que teme ver a autenticidade dos seus conteúdos comprometida por alterações automáticas da plataforma.

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Menos estudantes colocados no ensino superior? Não é por acaso

Os resultados da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, divulgados a 24 de Agosto, revelaram uma realidade decepcionante – o número de estudantes colocados foi cerca de 44 mil, registando o menor número de colocações no ensino superior em quase uma década (fruto, sobretudo, de um decréscimo nas candidaturas). Acrescido a esta questão, a quantidade de estudantes colocados nas universidades em situação de carência económica voltou, também ela, a diminuir, evidenciando um caminho de elitização do ensino superior que os vários governos têm percorrido ao longo dos anos. Mas porquê?

Desde logo, é imperativo esclarecer que o regime de acesso ao ensino superior a partir do secundário, também ele, voltou a mudar. Este ano, a realização de exames nacionais tornou a ser obrigatória para a conclusão da escolaridade, substituindo a sua utilidade única (dos últimos anos) enquanto mera prova de acesso e exercendo um novo peso na média interna dos alunos. Deste modo, até a realização do exame de Português voltou a ser obrigatória para todas as áreas de estudo.

Este pode afigurar-se como um primeiro motivo pelo qual o número de candidaturas e colocações foi reduzido – um instrumento único de suposta universalidade que condena um trabalho continuado ao longo de três anos a meras horas à frente de um papel. Basta um pico de nervosismo ou uma distracção num exame nacional para pôr o futuro académico de um estudante em banho-maria durante mais um ano, ou pior. Reforçando o seu peso nas condições de acesso ao ensino superior, é natural que este instrumento se torne um condicionante desigualitário – embora concebido, supostamente, para colmatar as discrepâncias entre escolas públicas e privadas, ignora o grau preparação (ou falta dela) que um aluno recebe quando não tem professor a uma ou mais disciplinas ou, por outro lado, acesso a uma preparação continuada para exame (é ainda de notar a questão das explicações, reservadas a quem as pode pagar).

Seguidamente, é cada vez mais óbvia a falta de condições oferecidas pelo sistema de ensino superior para que este seja universal e de qualidade. A existência da propina configura-se, desde logo, como um entrave, adensado por ameaças recentes de membros do governo sobre o seu descongelamento. Um instrumento desde logo discriminatório que não é suplantado pela insuficiente e tardia atribuição de bolsas de estudo, tornando a condição de estudante não num direito de todos, mas numa crescente condição de privilégio. Ainda assim, a propina não constitui um entrave único, dado que as taxas e emolumentos nos vários processos burocráticos do meio universitário assumem igual função, embora em menor escala.

Por último, um flagelo que extravasa a realidade das necessidades estudantis: a crise na habitação. Com quartos a custar 500€ (ou mais) mensalmente em grandes superfícies urbanas, a par com uma carência estrutural de residências universitárias, os estudantes deslocados são cada vez menos incentivados a embarcar na aventura de tirar a sua licenciatura numa grande cidade.

Todos estes elementos contribuem para uma crescente elitização do ensino superior que, com um ou outro obstáculo, vem fazendo o seu caminho desde os anos 90 – a introdução da propina, o elevado custo de vida nas cidades e um modo desigualitário de acesso ao ensino superior crescentemente relevante são, sem dúvida, factores incontornáveis na realidade que hoje vemos numericamente espelhada. Menos estudantes na universidade e, entre eles, menos estudantes carenciados. Se esta não é uma clara evidência de menosprezo do carácter (supostamente) universal do ensino superior, protelado por políticas insuficientes e discriminatórias de sucessivos governos, então o que é?

PSD considera “inútil” comissão de inquérito do Chega aos incêndios e “vê com bons olhos” proposta do PS

O PSD não vai viabilizar a comissão parlamentar de inquérito aos incêndios proposta esta segunda-feira pelo Chega, considerando que é uma ideia “inútil e despropositada”. Quanto à proposta do Partido Socialista, de constituir uma comissão técnica para avaliar o combate aos fogos, os sociais-democratas estão disponíveis para aceitar a medida.

No discurso de abertura da Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide, Hugo Soares, secretário-geral do partido, respondeu a André Ventura garantindo que, tal como propõe o Chega, a comissão é inútil.

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“Parece-me absolutamente extemporânea, parece-me absolutamente inútil, mas, sobretudo, completamente despropositada a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, tal qual propõe o Partido Chega”, diz Hugo Soares.

O secretário-geral do PSD acrescenta que “ela é despropositada porque não serve os seus fins, mas ela é, sobretudo, despropositada porque, com a dor, com o sofrimento e com um assunto que é sério, deve-se evitar fazer política partidária e é isso que o deputado André Ventura está a querer fazer”.

PSD considera "inútil" comissão de inquérito do Chega aos incêndios e "vê com bons olhos" proposta do PS

Hugo Soares acrescentou ainda, para justificar esta decisão, que não cabe aos deputados investigarem a origem dos incêndios e fiscalizarem o trabalho de combate aos fogos.

“A pergunta que eu queria fazer ao deputado André Ventura era quem é que deve investigar a origem criminosa, quando ela é, dos fogos em Portugal? É a Polícia Judiciária? É a GNR? É o Ministério Público como Impulsionador de Ação Penal? Ou são os Deputados da Assembleia da República Quero lançar outra pergunta ao Deputado André Ventura. O debate sobre os incêndios em Portugal, as causas e as consequências, deve ser um debate técnico? Um debate especializado? Um debate independente? Ou deve ser um debate partidário?”, questiona Hugo Soares.

Já sobre a proposta feita pelo líder parlamentar do Partido Socialista, para a constituição de uma comissão técnica independente, Hugo Soares diz que “vê com bons olhos” essa iniciativa.

“Fez-se em 2017 e é preciso apurar, se houve falhas no combate aos incêndios em Portugal, se houve ou não falhas nos comandos, o que nós não podemos é deixar de dizer ao Partido Socialista o seguinte, nós vemos com bons olhos a criação de uma Comissão Técnica Independente longe dos políticos, longe do combate partidário, para perceber o que aconteceu e o que não aconteceu nos combates aos fogos em Portugal”, disse Hugo Soares .

Ensino superior. Universidade de Évora sugere estudo sobre diminuição de candidatos

A reitora da Universidade de Évora (UÉ), Hermínia Vasconcelos Vilar, defendeu esta segunda-feira a realização de um estudo para apurar as causas da diminuição de alunos candidatos na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.

“É uma diminuição muito abrupta. São quase 10 mil candidatos [face ao ano passado] e acho que se tem que pensar nas razões que estiveram na base desta diminuição”, afirmou a responsável, em declarações à agência Lusa.

Hermínia Vasconcelos Vilar admitiu que a alteração às regras de acesso ao ensino superior — a obrigatoriedade de um número maior de provas de ingresso e o aumento do peso dos exames na média final de candidatura — pode explicar a quebra de candidatos.

“Serão várias coisas conjugadas. Há, por um lado, a alteração do modelo de acesso, que já se sabia que ia ter consequências, e, depois, junto a isso, aparentemente, os maus resultados nos exames nacionais”, salientou.

Assinalando que a UÉ manifestou à tutela discordância com esta alteração das regras de acesso ao ensino superior, a reitora frisou que é preciso estudar as causas da quebra do número de alunos candidatos, após as 2.ª e 3.ª fases do concurso.

“Não estou a dizer que as regras devem ser completamente revertidas, mas tem, pelo menos, que ser refletido e estudado o porquê desta diminuição“, insistiu, admitindo outras causas, como “as dificuldades de alojamento e a quebra demográfica”.

Segundo a reitora, a academia alentejana “foi uma das universidades que, apesar de tudo, sentiu menos esta diminuição”, já que preencheu 86% das vagas, registando “menos 31 colocados do que no ano anterior”, ou seja, menos 2,5%.

Já o presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), Luís Loures, também em declarações à Lusa, avisou que a alteração das regras de acesso coloca em causa a coesão territorial e prejudica os alunos de famílias mais desfavorecidas.

Entendemos que esta alteração não trouxe nada de positivo ao país, não contribui para a coesão territorial e tem um impacto muito significativo na vida das famílias, especialmente das mais desfavorecidas”, criticou.

Com um peso mais elevado dos exames, Luís Loures exemplificou que, “enquanto uma família de classe média alta tem condições para pagar uma explicação em três ou quatro matérias, uma família de classe média baixa não tem, colocando estes estudantes numa situação de desigualdade e maior dificuldade de ingresso“.

O IPP colocou, nesta 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), 337 alunos, num total de 631 vagas, tendo ficado 294 vagas por preencher.

Em comunicado, o Instituto Politécnico de Beja (IPB) indicou que, nesta 1.ª fase do CNAES, foram colocados na instituição 203 novos alunos, menos 134 do que em 2024 (-39,80%).

“Trata-se de uma redução que preocupa todas as instituições de ensino superior”, acrescentou o IPB.

Os institutos politécnicos já alertaram para o decréscimo nas colocações do ensino superior, dizendo que a situação é mais grave no interior do país, e pedem que se alterem as regras de acesso.

Em comunicado, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos indicou que os cerca de 14 mil alunos colocados no subsistema politécnico representam “uma redução significativa face ao ano transato”.

A taxa de colocação nos institutos politécnicos ficou pelos 63% e a situação é mais grave nas instituições do interior do país, “onde a queda do número de alunos coloca em causa a sustentabilidade de algumas áreas de formação”, referiu.

Na 1.ª fase do CNAES ficaram colocados 43.899 estudantes, o que corresponde a uma diminuição de 12,1% em relação a 2024.

Este ano houve menos 9.000 candidatos ao ensino superior, não chegando aos 50.000.

Bolha na IA ou “faits divers” de Verão?

Na semana passada, esta newsletter procurou responder a uma questão: e se a inteligência artificial já não ficar muito melhor do que isto? A hipótese de resposta foi que “isto” já seria suficiente para fazer muito e que o sector está num ponto de inflexão: rentabilizar a tecnologia desenvolvida é mais importante do que descobrir novas fronteiras.

Guterres pede investigação rápida e imparcial a ataque contra hospital em Gaza

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu esta segunda-feira uma investigação rápida e imparcial ao novo ataque israelita a um hospital em Gaza que matou pelo menos 20 pessoas, incluindo jornalistas e profissionais de saúde.

“O secretário-geral condena hoje veementemente a morte de palestinianos nos ataques israelitas que atingiram o Hospital Nasser em Khan Yunis. Além de civis, os mortos incluíam profissionais de saúde e jornalistas”, afirmou esta segunda-feira o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária.

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Ao exigir uma investigação ao caso, Guterres advogou que as mortes em causa realçam os riscos extremos que os profissionais de saúde e os jornalistas enfrentam ao realizarem o “seu trabalho vital no meio deste conflito brutal”.

O secretário-geral lembrou ainda que os civis, incluindo os trabalhadores do ramo da saúde e da comunicação, devem ser respeitados e protegidos e reiterou que esses profissionais devem poder desempenhar as suas funções essenciais “sem interferência, intimidação ou danos”, em plena conformidade com o Direito Internacional Humanitário.

O líder das Nações Unidas reiterou igualmente o seu apelo a um cessar-fogo imediato e permanente, ao acesso humanitário irrestrito a toda a Faixa de Gaza e à libertação imediata e incondicional de todos os reféns.

Israel confirma ataque próximo de hospital que fez pelo menos 20 mortos, incluindo jornalistas

Antes das declarações de Guterres, várias agências das Nações Unidas já haviam condenado a mais recente ofensiva do exército israelita ao Hospital Nasser, o principal centro médico no sul da Faixa de Gaza.

Uma das reações veio o chefe da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), Philippe Lazzarini, que denunciou a “chocante” inação da comunidade internacional diante da situação em Gaza.

Este novo ataque israelita equivale a “silenciar as últimas vozes que denunciam a morte silenciosa de crianças vítimas da fome”, denunciou Philippe Lazzarini na rede social X, acrescentando: “A indiferença e a inação do mundo são chocantes”.

Pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas, morreram em dois ataques realizados pelas forças israelitas ao hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil palestiniana.

A estação qatariana Al-Jazeera, as agências de notícias Reuters e Associated Press (AP) lamentaram a morte dos seus colaboradores, manifestando choque e tristeza.

O exército israelita reconheceu ter realizado “um ataque na zona do hospital Nasser” e anunciou uma “investigação”, lamentando “qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos” e que “não teve como alvo jornalistas propriamente ditos”.

Segundo o porta-voz da Defesa Civil de Gaza, Mahmoud Bassal, o hospital Nasser em Khan Yunis foi atingido duas vezes pelo exército israelita, primeiro por um “drone” explosivo e depois por um bombardeamento aéreo enquanto os feridos eram retirados do local.

O hospital Nasser é uma das últimas unidades de saúde parcialmente funcionais na Faixa de Gaza, enclave palestiniano devastado por quase dois anos de guerra, que fizeram dezenas de milhares de mortos e provocaram um desastre humanitário.

Este complexo hospitalar foi alvo de ataques por parte de Israel por diversas vezes desde o início da guerra.

Bebé retirada por traumas sofridos pela mãe. Tinha nascido há uma hora

Uma bebé com uma hora de vida foi retirada à mãe groenlandesa, pelas autoridades dinamarquesas – apesar de uma nova lei proibir as avaliações psicométricas controversas em pessoas com origens groenlandesas. Aviaja-Luuna tinha uma hora de idade quando foi retirada aos pais, a 11 de agosto, em Hvidovre, perto de Copenhaga. A mãe é Ivana Nikoline Brønlund, de 18 anos, natural de Nuuk, capital da Gronelândia, que sofreu traumas na infância. Como relata o The Guardian, uma hora depois de nascer, o município local levou o bebé para cuidados de acolhimento. Brønlund foi informada de que o seu bebé tinha

Benfica multado por comunicado após final da Taça de Portugal

O Benfica é multado em 816 euros pelo comunicado que lançou após a final da Taça de Portugal.

Os encarnados escreveram que a “verdade desportiva foi gravemente adulterada” na partida contra o Sporting.

Três meses depois, o Conselho de Disciplina refere que o comunicado das águias ultrapassou os limites da “crítica objetiva”.

“É de concluir que o comunicado da Arguida SL Benfica SAD, nos segmentos assinalados, ultrapassa os limites da crítica objetiva, extravasando para o plano da imputação subjetiva, sob a forma de suspeita e sem qualquer base objetiva que a sustente (contrariando mesmo as informações de que dispunha), de uma suposta atuação intencional para deputar a verdade desportiva, pondo em causa a imparcialidade, probidade, honestidade e integridade profissional dos concretos agentes de videoarbitragem visados e, assim, ofendendo a sua honra, consideração e dignidade”, lê-se no comunicado.

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