Funchal apresenta estratégia para renovar galardão Cidade Amiga das Crianças da UNICEF

A Câmara do Funchal vai votar na quinta-feira, em reunião do executivo (PSD/CDS-PP), a Estratégia Local dos Direitos da Criança, que tem como principal objetivo renovar o galardão Cidade Amiga das Crianças, da UNICEF Portugal, foi anunciado esta segunda-feira.

O documento foi apresentado publicamente no salão nobre da autarquia, contando com a presença da vereadora com os pelouros da Educação e Juventude, Helena Leal.

Em comunicado, a câmara sublinha que esta estratégia “surge no âmbito da renovação do galardão Cidade Amiga das Crianças, um programa da UNICEF Portugal”.

“Decidimos transformar o documento de candidatura numa estratégia robusta e transparente, que será submetida à próxima reunião de câmara, no dia 28 de agosto [quinta-feira], e, posteriormente, à consulta pública da sociedade civil”, afirmou a vereadora, citada na nota.

A Câmara Municipal indica que a Estratégia Local dos Direitos da Criança 2024-2027 assenta em cinco eixos estratégicos: não discriminação, participação, acesso a serviços de qualidade, proteção; e ambiente familiar, brincar e Lazer.

“Integra ainda 28 objetivos estratégicos e 60 medidas, das quais 98% já estão em fase de implementação”, é realçado no comunicado.

A elaboração do documento foi feita a partir de um diagnóstico local e contou com “o contributo de 680 crianças e jovens que, em diferentes momentos, foram auscultados e convidados a refletir sobre a cidade e sobre como esta poderia tornar-se ainda mais amiga das crianças”.

“Trata-se de um documento inacabado, sempre aberto a novos contributos. Os objetivos propostos serão monitorizados anualmente, os resultados esperados avaliados e as metas redefinidas sempre que necessário, com vista à melhoria contínua”, destacou ainda Helena Leal.

Descoberta arma secreta do cancro contra o sistema imunitário

Mecanismo permite que células cancerígenas escapem ao sistema imunitário. Interromper esta ligação poderá originar uma nova estratégia de imunoterapia contra o cancro. Um mecanismo que ajuda as células cancerígenas a contornar as defesas do organismo foi recentemente identificada, segundo um estudo publicado a 24 de julho na Nature Immunology. A investigação de cientistas do UT Southwestern Medical Center, nos Estados Unidos, descreve como a interação entre uma hormona e um recetor específico em células imunitárias enfraquece a resposta contra os tumores. As células mieloides – um dos primeiros grupos de defesa recrutados para combater tumores – acabam por ser convertidas

MP pede agravamento das penas de Fernando e Sandra Madureira

O Ministério Público (MP) recorreu da decisão do Tribunal de São João Novo, no Porto, no caso da Operação Pretoriano, solicitando o agravamento das penas aplicadas a Fernando Madureira e a outros arguidos.

No recurso, divulgado esta segunda-feira pela Lusa, o MP defende que Fernando Madureira, antigo líder da claque Super Dragões deve ser condenado a nove anos de prisão efetiva, depois de ter sido sentenciado, por um coletivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto, a três anos e nove meses, no início deste mês.

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Na fundamentação do recurso, o MP entende que a pena aplicada a Madureira, o único dos 12 arguidos a ser condenado a prisão efetiva em primeira instância, foi “demasiado baixa e sem qualquer efeito preventivo”, sublinhando que “não cumpre o objetivo de dissuadir a prática de novos ilícitos de igual gravidade”.

Fernando Madureira condenado a três anos e nove meses de prisão

A procuradora Susana Catarino pede ainda penas de prisão efetiva para mais cinco arguidos, entre eles Sandra Madureira, mulher de Fernando Madureira, que foi condenada a dois anos e oito meses de prisão com pena suspensa, e proibida de frequentar recintos desportivos, por um período de seis meses.

O MP pede também a condenação de Fernando Saúl, ex-speaker do Estádio do Dragão e Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA), que tinha sido absolvido em primeira instância, tal como José Dias.

No recurso, o MP entende que todos os arguidos participaram de forma ativa no plano que visava intimidar sócios do Futebol Clube do Porto e jornalistas durante uma Assembleia Geral (AG) de novembro de 2023, e que os crimes de coação e atentado à liberdade de imprensa devem ser imputados a todos.

Em 31 de julho, além das condenações impostas a Fernando e Sandra Madureira, o tribunal impôs penas suspensas a mais oito arguidos, entre os quais Vítor Catão, adepto portista, Hugo Carneiro, apelidado de “Polaco”, e Hugo Loureiro, mais conhecido por “Fanfas”.

No processo que ficou conhecido como Operação Pretoriano, o coletivo de juízes do Tribunal Criminal de São João Novo deu como provada a existência de um “plano criminoso” para “criar um clima de intimidação e medo” na AG, na qual ocorreram confrontos e agressões, para garantir a aprovação da proposta de alteração dos estatutos do clube, do “interesse da direção” então liderada por Jorge Nuno Pinto da Costa.

Jovem de 16 anos dá vitória ao Liverpool

O Liverpool derrotou o Newcastle, fora, por 3-2, com o golo decisivo a surgir aos 90+10 e a ser marcado por um miúdo de 16 anos.

Rio Ngumoha, extremo, fez o golo, de pé direito, numa transição rápida dos “reds”.

Antes, Gravenberg e Ekitike fizeram os outros tentos do campeão inglês.

Já para os donos da casa, os golos foram marcados por Bruno Guimarães e Osula.

Com esta vitória, o Liverpool está no grupo de equipas que têm duas vitórias em dois jogos, tal como Arsenal e Tottenham.

Trump ameaça China com taxas de 200% se Pequim não exportar mais ímanes

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou esta segunda-feira a China com tarifas de cerca de 200% sobre os produtos chineses que entram nos Estados Unidos se Pequim não acelerar as suas exportações de ímanes de terras raras.

“Têm de nos dar ímanes. Se não o fizerem, então imporemos tarifas de cerca de 200%. Mas penso que não teremos problemas com isso”, declarou Trump, na presença do seu homólogo sul-coreano Lee Jae-myung, durante uma troca de impressões na Sala Oval.

A China é o principal produtor mundial de terras raras, que são utilizadas no fabrico de ímanes essenciais para as indústrias automóvel, eletrónica e de armamento.

No entanto, no início de abril, o Estado chinês impôs uma licença para a exportação destes materiais estratégicos, uma decisão vista como uma medida de retaliação contra os direitos aduaneiros americanos.

Pequim e Washington iniciaram então uma guerra comercial em grande escala, respondendo cada um ao aumento dos direitos aduaneiros do outro, que atingiram 125% e 145%, respetivamente.

Desde então, as negociações entre as duas maiores potências mundiais atenuaram as tensões e o governo chinês comprometeu-se a acelerar a emissão de licenças para várias empresas norte-americanas.

“Penso que temos uma ótima relação com a China, falei muito recentemente com o Presidente Xi [Jinping] e em algum momento deste ano deveríamos visitar a China”, acrescentou Trump.

[Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

Apesar de reconhecer que Pequim tem “trunfos na manga”, salientou que Washington também tem “alguns trunfos incríveis”, contudo não quer jogar esses trunfos porque, se o fizesse, “destruiria a China”, avisou o Presidente norte-americano, sem especificar.

Funcionários norte-americanos e chineses reuniram-se três vezes nos últimos meses para resolver uma série de questões relacionadas com as suas relações comerciais.

No final destas reuniões, os dois países concordaram em manter os direitos aduaneiros que impõem um ao outro em 30% e 10%, respetivamente, por um período de 90 dias, que já foi prorrogado duas vezes, a última até novembro próximo.

Pequim, por seu lado, obteve uma flexibilização dos direitos aduaneiros sobre as exportações de semicondutores de alta precisão dos Estados Unidos, cuja venda a empresas chinesas tem sido progressivamente restringida, nomeadamente durante a administração de Joe Biden (2021-2025).

Zelensky discute sanções a Moscovo com enviado de Trump

Acompanhe o nosso liveblog sobre a guerra na Ucrânia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou esta segunda-feira que discutiu potenciais sanções económicas e outros meios de pressionar a Rússia com o enviado norte-americano Keith Kellogg, que se encontrava de visita a Kiev.

“Tive uma grande reunião com o enviado especial do Presidente dos Estados Unidos, general Keith Kellogg”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

Segundo o líder ucraniano, foram discutidas formas de “influenciar os russos, forçá-los a envolver-se em negociações reais e terminar a guerra” iniciada pelo Kremlin em fevereiro de 2022.

“Sanções, tarifas — tudo deve permanecer na agenda”, salientou Zelensky.

O líder ucraniano esclareceu que Washington e Kiev estavam a desenvolver garantias de segurança, solicitadas pela Ucrânia aos seus aliados ocidentais para se proteger de eventuais ataques russos após um acordo de paz.

Volodymyr Zelensky disse ainda esperar que os seus principais pontos sejam delineados “em breve”, embora as garantias de segurança surjam como um tema complexo para ambas as partes.

Dirigentes europeus e norte-americanos discutiram há uma semana várias possibilidades, que vão desde uma cláusula de segurança coletiva inspirada no artigo 5.º sobre proteção mútua da NATO, ao envio de um contingente militar para a Ucrânia, ou ainda apoio em formação e armamento.

Moscovo, que considera a expansão da NATO para as proximidades das suas fronteiras como uma das “causas profundas” que levaram ao conflito, rejeita a maioria destas possibilidades e pretende que as suas exigências sejam tidas em conta, incluindo a reivindicação de territórios ucranianos e a rejeição de Kiev a uma adesão à Aliança Atlântica.

O enviado norte-americano Keith Kellogg viajou para Kiev no passado fim de semana para participar nas comemorações da independência da Ucrânia, que se assinalou no domingo.

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“Não vamos encerrar maternidades”, garante ministra da Saúde

O Governo não vai “encerrar maternidades”, garantiu esta segunda-feira a ministra da Saúde. Em entrevista à SIC Notícias, Ana Paula Martins considera que é necessário “melhorar a coordenação” na área materno-infantil e admite concentrar urgências.

Questionada sobre as preocupações de vários autarcas, sobre as maternidades de Vila Franca de Xira e do Barreiro, Ana Paula Martins deixo o compromisso de que vão continuar abertas.

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Nós não vamos encerrar maternidades. As maternidades são um complexo de serviços que tem uma tipologia muito variável, há uma série de serviços que as maternidades têm e vão continuar a ter. Investimos milhões na requalificação das maternidades, todas as maternidades vão continuar abertas.”

Com vários casos de grávidas a dar à luz em ambulâncias a caminho do hospital e numa rua do Carregado, a ministra da Saúde admite que é necessário “aperfeiçoar várias coisas que não correram bem”.

“Por exemplo, os sistemas informáticos que têm que ser qualificados para conseguir saber quais são os blocos de partos que têm disponibilidade. Esta comunicação tem falhado muito. Aí, é claramente descoordenação entre as entidades do Ministério da Saúde que precisam de estar mais articuladas. Estamos a falar dos serviços Partilhados do Ministério da Saúde, o SNS 24 tem de ser melhorado”, assumiu.

Ana Paula Martins defende a necessidade de “melhorar a coordenação naquilo que é a reorganização das urgências” e dá o exemplo da urgência de obstetrícia do Hospital Francisco Xavier que já partilha horários com o Hospital Amadora-Sintra.

“Temos de ter uma rede de referenciação de urgência, que vai obrigar não é a fechar portas, é a partilhar recursos e haver uma coordenação.”

Ana Paula Martins admite a possibilidade de concentração de urgências de obstetrícia e genecologia. Tudo depende de um estudo em curso, cujos resultados serão conhecidos em breve. “Com base no que nos for proposto vamos atuar partilhando recursos. O objetivo é estudar a rede”, indica a governante.

“Não vamos desperdiçar, penalizar ou culpabilizar tarefeiros”

Sobre as novas regras para médicos contratados à hora para suprir falhas nos horários – os chamados tarefeiros -, a ministra da Saúde diz que é uma questão de justiça, que não pretende penalizar ninguém.

Um dos objetivos é “corrigir injustiças” do valor pago à hora. “Não posso pagar aos tarefeiros entre 45 e 100 euros e ter ao lado um colega das equipas permanentes a ganhar no máximo 36 euros hora”, argumenta.

Ana Paula Martins garante que “não vamos desperdiçar, penalizar ou culpabilizar os médicos que hoje fazem trabalho à tarefa, porque vamos continuar a fazer contrato com estes médicos”, no entanto, passará a existir um “regime de incompatibilidades”.

Os médicos deixarão de poder trabalhar como prestadores de serviços nos hospitais públicos se não assinarem contrato com o SNS. As restrições ditam, ainda, que os médicos que se desvincularam do SNS nos últimos três anos deixam de poder ser contratados à tarefa.

“Não falhamos promessa” nas urgências

Nesta entrevista à SIC Notícias, a ministra da Saúde rejeita ter falhado na palavra dada aos portugueses de que o problema das urgências estaria resolvido.

“Não, nós não falhamos na promessa que fizemos aos portugueses. O ano passado dissemos que neste verão iriamos estar melhor do que no ano em que entrámos e da forma como encontramos as urgências e o SNS. Estamos melhor, mas ainda não estamos bem e ainda vai demorar algum tempo…”, defendeu Ana Paula Martins.

A governante argumenta que no pico do verão, na semana de 15 de agosto em que é mais difícil preencher as escalas, “no ano passado tivemos oito urgências fechadas e este ano quatro”.

“O problema não está resolvido. Estamos melhor, à custa de um trabalho que a direção executiva tem feito, a custa de um trabalho árduo dos nossos profissionais”, salientou.

Festival Sete Sóis Sete Luas regressa a Odemira para celebrar diversidade cultural

Circo aéreo acrobático, concertos, teatro de rua e gastronomia são algumas propostas do Festival Sete Sóis Sete Luas na sua passagem pelo concelho de Odemira, a partir deste sábado e até 12 de setembro, celebrando a multiculturalidade.

De acordo com a Câmara de Odemira, no distrito de Beja, o festival, que celebra a 33.ª edição, vai reunir artistas de diferentes partes do mundo com o objetivo de proporcionar “uma variedade de experiências que representam a diversidade” cultural.

O evento conta, este ano, com a participação de grupos e artistas oriundos de países como França, Brasil, Cabo Verde, Espanha e Itália e inclui “performances de circo aéreo acrobático, concertos, teatro de rua e experiências gastronómicas”, explicou o município.

O certame, que celebra o mundo mediterrânico e lusófono através da música, arte e cultura, arranca, pelas 19h00 de sábado, no Largo da Igreja, na Zambujeira do Mar, com o espetáculo de circo aéreo acrobático da companhia francesa Les P’tits Brás, intitulado “Mon RoYaume”.

No segundo dia, a festa muda-se para o Jardim Público de São Luís, que recebe, a partir das 21h30, o concerto da banda Luso 7Sóis-25 juntando em palco músicos de Cabo Verde, Espanha, Itália, Marrocos e Portugal.

Depois de uma pausa, na quarta-feira, dia 3 de setembro, o festival segue viagem para a Igreja de Colos, no interior do concelho e palco do concerto do francês Christophe Mondoloni, a partir das 19h30.

O Cerro do Peguinho, na sede de concelho, recebe, no dia 5 de setembro, pelas 19h00, o espetáculo de teatro de rua “Art- Ilusió” da companhia basca Markeliñe, inspirado “na magia dos livros”, indicou a autarquia.

O programa do festival inclui, nos dias 3 e 5 de setembro, um laboratório de gastronomia com a participação da chef italiana Maria Menegato, com degustação de sabores da Toscana, a partir das 20h00.

A passagem do Festival Sete Sóis Sete Luas pelo concelho de Odemira termina na sexta-feira, 12 de setembro, com o espetáculo de flamenco de Jesús Fernández (Andaluzia), no Pavilhão Multiúsos de Almograve, pelas 20h30.

Segundo os promotores, além da programação principal, no dia 1 de setembro, está previsto um concerto solidário no Estabelecimento Prisional de Odemira, com a Luso 7Sóis-25.

O Festival Sete Sóis Sete Luas tem entrada livre e é promovido por uma rede cultural que junta 30 cidades de nove países do mediterrâneo e do mundo lusófono: Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Itália, Luxemburgo, Marrocos, Portugal e Tunísia.

A iniciativa conta com o apoio do Município de Odemira e da Direção-Geral das Artes.

Amadora. Suzana Garcia promete erradicação da Cova da Moura. “Já tenho um programa feito com o Ministério das Infraestruturas”, assegura

A candidata do PSD à Câmara da Amadora, Suzana Garcia, de 45 anos, prometeu esta segunda-feira erradicar o bairro da Cova da Moura durante o próximo mandato, defendendo realojamento digno e o fim das barracas no concelho.

“Já tenho um programa feito com o Ministério das Infraestruturas. Estamos a trabalhar há uns três meses na erradicação da Cova da Moura e vou mesmo erradicar aquilo tudo”, afirmou a candidata social-democrata, em declarações à agência Lusa.

Suzana Garcia, que já tinha concorrido à presidência da Câmara Municipal da Amadora nas eleições autárquicas de 2021, explicou que o programa que está a ser desenvolvido com o Governo prevê a demolição de todas as construções ilegais e barracas, garantindo o subsequente realojamento de mais de 2.000 famílias em novas habitações.

A intervenção incluirá a criação de equipamentos públicos, espaços verdes, habitação pública para a classe média e “infraestruturas modernas”.

Também na área da habitação, a candidata pretende construir 2.500 fogos para a classe média, com rendas acessíveis, sublinhando que a Amadora “foi o único concelho da Área Metropolitana de Lisboa que não construiu habitação nos últimos 12 anos”.

Outra das prioridades de Suzana Garcia é a higiene urbana, que classificou como “um dos piores cancros da cidade”, prometendo um plano de intervenção imediato.

“Gostava de sair à rua sem ter baratas, ratos e lixo. Gostava que a Amadora fosse um exemplo de referência na Área Metropolitana de Lisboa”, apontou.

Na área da saúde, a candidatura propõe a construção de três novos centros de saúde, nomeadamente na Venteira, Venda Nova e Alfragide.

Suzana Garcia defendeu ainda a criação de 2.000 novas vagas em creches, através da construção de quatro novas infraestruturas.

Além de Suzana Garcia, concorrem à Câmara da Amadora o atual presidente, Vítor Ferreira (PS), João Pimenta Lopes (PCP/PEV), Anabela Ferreira (BE), Rui Paulo Sousa (Chega) e Hugo Lourenço (Livre).

No atual mandato, 2021-2025, o executivo da Câmara da Amadora, presidido por Vítor Ferreira, é composto por seis eleitos do PS (incluindo o presidente), três da coligação Dar Voz à Amadora (PSD/CDS-PP/Aliança/MPT/PDR) e um da CDU.

As próximas eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

[Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

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Há quase 100 anos, Henry Ford construiu uma cidade utópica na Amazónia. Foi um desastre

Em 1927, o industrial norte-americano quis fundar uma cidade baseada nos valores que tinham feito a sua empresa prosperar – e, claro, produzir borracha barata. Fordlândia, a cidade na selva que levava o seu nome, acabou por se tornar um dos seus maiores fracassos. Quase um século antes de Elon Musk ter sonhado construir a sua utópica cidade privada no Texas, já Henry Ford já tinha tentado erguer a sua própria metrópole industrial num recanto remoto da Amazónia. A experiência do industrial norte-americano, conhecida como Fordlândia, viria a tornar-se um dos fracassos mais caros e marcantes da história empresarial do

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