Sporting de Braga empata com AVS e cede os primeiros pontos

Um golo de Fran Navarro perto do final evitou esta segunda-feira a derrota do Sporting de Braga na receção ao AVS e garantiu o empate 2-2 no jogo da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Os minhotos adiantaram-se pelo uruguaio Rodrigo Zalazar, aos 23 minutos, de grande penalidade, mas Rafael Barbosa, aos 28, e o paraguaio Diego Duarte, aos 34, operaram a reviravolta dos visitantes, antes de o avançado espanhol fixar a igualdade, aos 87.

A meio dos jogos do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa, o Sporting de Braga cedeu os primeiros pontos no campeonato, estando na quarta posição, com sete pontos, a dois de Sporting, FC Porto e Moreirense, que dividem o topo da classificação, enquanto o AVS alcançou o primeiro ponto na prova e é 14.º.

Alunos colocados no ensino superior têm até quinta-feira para se matricularem

Os mais de 43 mil alunos que ficaram colocados numa instituição de ensino superior pública têm a partir desta segunda-feira e até quinta-feira para se matricularem na universidade.

Os alunos que entraram na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior receberam um email com a informação sobre a faculdade e curso em que ficaram colocados e podem agora proceder à matrícula.

Os estudantes que vão para o primeiro ano do ensino superior ainda poderão voltar a candidatar-se à 2.º fase, cujas candidaturas também começam esta segunda-feira.

Além das 11.513 vagas que sobraram da 1.ª fase, na 2.º fase surgem novos lugares deixados por alunos que não concretizaram a matrícula e inscrição. Estas novas vagas dependentes de alunos que desistam do lugar serão divulgadas apenas em 2 de setembro no site da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt), sendo ainda possível nessa altura alterar uma candidatura já feita.

As candidaturas para a 2.º fase terminam em 3 de setembro e os resultados serão divulgados em 14 de setembro.

Podem concorrer à 2.ª fase os que não ficaram agora colocados e os que, tendo conseguido um lugar, pretendem mudar de curso. No entanto, “se estes estudantes forem colocados na 2.ª fase, a colocação na 1.ª fase, bem como a matrícula e inscrição que realizaram, são anuladas”, informa o Ministério da Educação Ciência e Inovação.

Os candidatos colocados na 1.ª fase que não procederam à respetiva matrícula e inscrição também podem voltar a inscrever-se na 2.º fase, segundo as regras.

Mais de 43 mil alunos ficaram colocados em universidades e politécnicos, um número que corresponde a uma diminuição de 12,1% em relação ao ano passado.

Só 29 países no mundo são democracias plenas, as autocracias e as ditaduras estão a impor-se

As democracias são quem perde mais poder económico, no nível mais baixo em 50 anos. São dados do estudo “Relatório da Democracia 2025”, da organização de análise de dados Variedade de Democracia (V-Dem).

Para que a redução entre em vigor, o decreto ainda precisa ser aprovado pelo Presidente da República e publicado no Diário da República.

MIGUEL A. LOPES

Ministério da Saúde na Faixa de Gaza contabiliza 227 mortes por fome até à data, das quais 103 eram crianças

Anadolu

Neste podcast diário, Paulo Baldaia conversa com os jornalistas da redação do Expresso, correspondentes internacionais e comentadores. De segunda a sexta-feira, a análise das notícias que sobrevivem à espuma dos dias. Oiça aqui outros episódios:

Lucros “voam” de Portugal para donos estrangeiros: dividendos enviados para o exterior em máximo de 14 anos

As empresas portuguesas pagaram no ano passado €7,8 mil milhões em dividendos aos seus acionistas estrangeiros, um montante que não se via desde 2010, um ano antes da chegada da troika a Portugal. Os números são do Banco de Portugal e mostram quer a rendibilidade das empresas portuguesas, quer o facto de o capital das sociedades portuguesas pertencer, cada vez mais, a entidades de outros países.

Grande parte dos rendimentos gerados em território nacional foram transferidos para entidades estrangeiras residentes em Espanha, nos Países Baixos e no Luxemburgo.

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Em direto/ Não há incêndios de grande dimensão ativos. Os que começaram em Arganil e em Sabrosa estão dominados mas continuam a mobilizar mais de 1.200 operacionais

Diploma com apoios às populações e empresas afetadas pelos incêndios entra hoje em vigor

O diploma do Governo que estabelece medidas de apoio e mitigação do impacto de incêndios rurais entra hoje em vigor, com efeitos a 01 de julho, de acordo com o texto publicado no domingo em Diário da República.

No decreto-lei 98-A/2025, de 24 de agosto, refere-se que “os incêndios rurais são uma realidade trágica que assola Portugal” e que, “sem prejuízo das prioridades da ação do Governo, que deve incidir, primariamente, sobre a prevenção, mitigação e repressão destes flagelos”, é “também necessário estabelecer medidas de apoio e mitigação do seu impacto, nas pessoas e empresas afetadas”.

“Estes apoios têm em vista, designadamente, a reconstrução de habitações, a retoma da atividade económica, o auxílio dos agricultores, a reparação de infraestruturas e de equipamentos, a recuperação dos ecossistemas e da biodiversidade, a reflorestação e recuperação de florestas e a contenção de impactos ambientais, entre outros”, acrescenta-se.

Coreia do Norte tem base militar secreta que pode ser ameaça para a o leste da Ásia e os EUA

A base de mísseis de Sinpung-dong, considerada “não declarada”, fica apenas a 27 km da fronteira com a China, segundo um relatório de um think tank norte-americano. A Coreia do Norte construiu uma base militar secreta junto à sua fronteira com a China, que poderá acolher os mais recentes mísseis balísticos de longo alcance de Pyongyang, de acordo com um relatório citado pelo jornal britânico The Guardian. Descrita como “não declarada”, a  base de operação de mísseis de Sinpung-dong situa-se a cerca de 27 km da fronteira chinesa, diz no relatório o Center for Strategic and International Studies (CSIS), sediado

Quem tem medo da guerra e da morte?

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.

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Seis meses após o início da Primeira Guerra, Freud publicou suas “Reflexões para tempos de guerra e morte” (1915). Tanto tempo depois, suas ideias ressurgem no pêndulo das repetições da História.

Segundo Freud, esperávamos que as nações do mundo, criadoras de elevadas realizações científicas e artísticas, pudessem solucionar seus conflitos de modo civilizado. Mas “a guerra na qual nos recusávamos a acreditar irrompeu”, desprezando “todas as restrições conhecidas como direito internacional”. E ela “esmaga com fúria cega tudo que surge em seu caminho, como se, após seu término, não fosse mais haver nem futuro nem paz entre os homens”.

O cenário atual se assemelha ao que culminou nas duas Grandes Guerras. A corrida armamentista e a exacerbação dos nacionalismos; as disputas territoriais e a falência dos acordos internacionais; sem falar num retorno a uma tensão imperialista (que faz o presidente dos Estados Unidos, por exemplo, ameaçar países latino-americanos).

Traumatizada pelas atrocidades da guerra, a humanidade tinha conseguido instituir organizações para mitigar seus impulsos destrutivos mais violentos. Depois de um breve apogeu democrático e diplomático, entre os anos de 1980 e 2000, constatamos hoje que a democracia e a diplomacia não são rochas sólidas e perenes: são cristais delicados que logramos lapidar, mas agora correm o risco de estilhaçar outra vez.

Além da desilusão, o texto de Freud apresenta outro mecanismo psíquico comum diante da guerra, e também da morte: a negação.

A ideia da aniquilação de si mesmo e daqueles que amamos, na sua radicalidade, é insuportável. O psiquismo constrói estratégias para se defender desse horror. Vivemos como se o encontro com a finitude não fosse inevitável. Prova disso, para Freud, é que sentimos o bafo da morte (nossa ou alheia) como um susto, uma dor que nos pega desprevenidos — logo a nós, animais que se distinguem pela suposta consciência da morte, como diriam os existencialistas.

Negamos as crianças mortas de fome em Gaza. Negamos a emergência climática e o risco de novas pandemias letais. Negamos a gravidade da ascensão dos fascismos alimentados pelo ódio, emergido dos bueiros das redes sociais.

Mas Freud deixou outro texto sobre a morte que aponta uma direção possível para a nau de loucos em que embarcamos. Em Sobre a Transitoriedade (1916), ele narra um passeio num jardim, na companhia de um poeta que sofria porque todas aquelas flores primaveris estariam mortas no inverno. A resposta de Freud é surpreendente: é o fato de que vão morrer, no futuro, que torna essas flores muito mais preciosas e dignas de admiração e cuidado, no presente. O valor da vida talvez derive da sua condição transitória.

E se a vida é essa joia rara, cabe a nós decidirmos qual é a vida que queremos cultivar. Uma vida agressiva e paranóica, em que a diferença é temida e o outro é odiado? Ou uma vida em que tentamos cuidar juntos do nosso jardim, onde brotam as flores e os espinhos da humanidade?

O drama da floresta sem dono conhecido, visto por Pedro Bingre do Amaral

O primeiro-ministro que no dia 15 protestava contra as televisões que dividiam o ecrã entre os fogos na floresta e a festa no Pontal apareceu no dia 21 com ar compungido nas televisões para se explicar. Falou em percepções e decidiu voltar ao ataque no problema dos fogos com 45 medidas de mitigação imediata e um plano de intervenção para a floresta para durar durante os próximos 25 anos. Uma das apostas desse plano promete mudar de alto a baixo a legislação sobre as heranças indivisas. Heranças que ficam décadas em nome do seu titular originário e que muitas vezes são desconhecidas até pelos seus descendentes.

Há anos que se fala do problema e, depois das tragédias de 2017, o Governo de António Costa lançou as primeiras medidas para criar um cadastro da propriedade rústica. Objectivo: acabar com o drama das propriedades florestais sem dono conhecido. Porque, não havendo quem assuma a posse da propriedade, é impossível haver planeamento, gestão ou até responsabilidade civil ou criminal pelo custo que o abandono causa a toda a sociedade.

Depois da criação dos BUPi, os balcões únicos dos prédios rústicos, em mais de 150 municípios, foi possível identificar os donos de mais de 2,5 milhões de propriedades. Mas permanecem no desconhecimento os titulares de 8,6 milhões. A desadequação da legislação, pensada num tempo em que Portugal era um país rural e o anacronismo dos impostos sobre os terrenos rústicos estão entre as prioridades no novo plano do Governo.

Pedro Bingre do Amaral, presidente da Liga para a Protecção da Natureza e professor da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra, é um especialista em assuntos florestais que tem dado particular enfoque a este problema estrutural. Na sua análise, entram elementos da história e da sociologia que traduzem as consequências da desertificação do chamado interior. A obsolescência das leis fiscais e da propriedade para os prédios rústicos são também um testemunho do abandono a que o Estado votou o país das montanhas depois dos grandes êxodos rurais dos anos 60 e 70 do século passado.


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Ensino Superior. Alunos colocados têm até quinta-feira para se matricularem

Os mais de 43 mil alunos que ficaram colocados numa instituição de ensino superior pública têm a partir desta segunda-feira e até quinta-feira para se matricularem na universidade.

Os alunos que entraram na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior receberam um email com a informação sobre a faculdade e curso em que ficaram colocados e podem agora proceder à matrícula.

Os estudantes que vão para o primeiro ano do ensino superior ainda poderão voltar a candidatar-se à 2.º fase, cujas candidaturas também começam esta segunda-feira.

Além das 11.513 vagas que sobraram da 1.ª fase, na 2.º fase surgem novos lugares deixados por alunos que não concretizaram a matrícula e inscrição. Estas novas vagas dependentes de alunos que desistam do lugar serão divulgadas apenas em 02 de setembro no “site” da Direção-Geral do Ensino Superior (https://www.dges.gov.pt), sendo ainda possível nessa altura alterar uma candidatura já feita.

As candidaturas para a 2.º fase terminam em 03 de setembro e os resultados serão divulgados em 14 de setembro.

Podem concorrer à 2.ª fase os que não ficaram agora colocados e os que, tendo conseguido um lugar, pretendem mudar de curso. No entanto, “se estes estudantes forem colocados na 2.ª fase, a colocação na 1.ª fase, bem como a matrícula e inscrição que realizaram, são anuladas”, informa o Ministério da Educação Ciência e Inovação.

Os candidatos colocados na 1.ª fase que não procederam à respetiva matrícula e inscrição também podem voltar a inscrever-se na 2.º fase, segundo as regras.

Mais de 43 mil alunos ficaram colocados em universidades e politécnicos, um número que corresponde a uma diminuição de 12,1% em relação ao ano passado.

Lei laboral. PS acusa Governo de querer “reabrir a porta da precariedade”

O Partido Socialista vai questionar a ministra do Trabalho sobre algumas medidas previstas no anteprojeto de alteração da lei laboral que está a ser apresentado pelo Governo. As medidas em questão são o alargamento da duração de contratos a termo, de dois para três anos, e a abolição do período experimental de 90 dias de contratos sem termo.

À Renascença, o deputado do PS Miguel Cabrita diz que a medida de “alargar a duração dos contratos a termo certo, de dois anos para três anos” levanta o problema de contratar trabalhadores com contratos temporários “apenas por nunca terem tido um contrato sem termo anteriormente”.

O deputado socialista diz que “a atual legislação permitiu ir reduzindo a precariedade com um ritmo significativo”, como diz que se pode verificar “nos últimos dados do INE”, onde “a precariedade se encontra no nível mais baixo da atual série estatística que temos”. A medida do governo vem “reverter um acordo de concertação que foi assinado em 2018 e transformado em lei em 2019”, uma alteração que, para o Partido Socialista, “permitiu reduzir gradualmente os níveis de precariedade até abaixo dos 16%”.

O governo pretende abolir este período por alegar incumprimentos por parte dos empregadores. Sobre esta matéria, o Partido Socialista diz que o governo se apoia em alegações sem fundamento. “Os empregadores tinham passado a usar este período experimental de forma generalizada, de forma quase abusiva, usando-o até ao fim, para depois, no final deste período experimental, mandarem embora os trabalhadores, os jovens ou os desempregados de longa duração contratados por esta via”. “Não conhecemos elementos e dados que fundamentem esta afirmação. Não temos reporte de que esta seja uma prática generalizada e que justificasse um recuo desta dimensão”, defende Miguel Cabrita.

Para o deputado, “a entrada dos jovens no mercado de trabalho deve ser apoiada”, mas é preciso “transmitir esta ideia de que a regra, a norma, deve ser um contrato sem termo”, mesmo que, para isso, “seja necessário um período experimental um pouco mais longo para quem não tem experiência no mercado de trabalho”.

Cabrita compara esta situação às declarações do governo sobre a amamentação. “Tal como sucedeu com as questões da amamentação, em que a senhora ministra fez afirmações sobre fraudes, que depois o governo veio admitir que não tinha dados e elementos para as fundamentar, aqui, neste caso, parece-nos estar a acontecer a mesma coisa”, entende.

Com esta medida, o Partido Socialista acusa o Governo de querer “reabrir a porta da precariedade dos contratos a termo aos jovens e invoca a existência de situações em que os empregadores fazem um uso abusivo no limite da legalidade”.

“O que estamos a fazer é pedir ao governo elementos, dados da Autoridade para as Condições de Trabalho, por exemplo, ou de algum estudo que exista, que mostrem que há, de facto, algum tipo de má prática, de uso excessivo do período experimental por parte dos empregadores”, reitera.

A decisão, explica Cabrita, acontece numa altura em que o mercado de trabalho está “em máximos históricos em termos de desempenho”, e que “o próprio governo se tem vangloriado dessa situação”, o que tornam ainda mais difícil de explicar, “como é que podemos estar a reabrir esta porta da precariedade para os jovens e a reduzir direitos também num conjunto de outros domínios”, defende o socialista.

“Não só uma questão salarial, é também uma questão de estabilidade, de perspetivas de futuro para as pessoas”, remata.

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