Porque as Spaceships de Elon Musk continuam a explodir espetacularmente

Depois de uma série de falhanços estrondosos, o maior foguete da SpaceX enfrenta outro voo de teste com apostas elevadas para as ambições espaciais dos EUA. Conseguirá a icónica empresa aeroespacial de Elon Musk resolver o problema das suas “Starships Explosivas”? A SpaceX está a preparar mais um voo de teste do seu foguete Starship, depois de os lançamentos anteriores terem resultado em falhanços espetaculares. A imponente nave espacial, com dois estágios e 122 metros de altura, tem tido dificuldade em sobreviver além dos primeiros momentos de voo; as três últimas tentativas em 2025 culminaram em explosões violentas. O CEO

Mais de 1.500 operacionais combatem incêndio na Serra da Estrela

1.511 operacionais combatem, nesta altura, o incêndio que deflagrou no dia 13 em Piódão e que, em dez dias, já atingiu os concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital, Covilhã, Seia, Fundão, Pampilhosa da Serra e Castelo Branco.

Cerca das 15h53 da tarde havia ainda 508 veículos e oito meios áreos mobilizados para o local.

As frentes mais preocupantes registam-se no concelho de Seia, próximas das localidades de Loriga e Alvoco da Serra.

Em declarações à Renascença, o comandante José Costa, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, diz acreditar que a situação poderá ser dominada ao longo deste sabado.

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Segundo o responsável, as forças envolvidas no terreno desenvolvem “trabalhos de consolidação do perímetro do incêndio e no combate a focos ativos em Loriga e Alvoco da Serra”.

Durante a madrugada e a manhã “registaram-se algumas reativações, nomeadamente em Cortes do Meio e Louriçal do Campo, que estão a ser combatidas pelo dispositivo que se encontra no terreno”, acrescenta.

Entretanto, em Arcos de Valdevez permanece ativo um incêndio iniciado esta manhã, que está a ser reforçado com meios terrestres e com o apoio de dois aviões anfíbios.

Há ainda a registar novos focos de incêndio em Friões – Valpaços, em S. Miguel de Vila Boa – Sátão.

Já em Castro Daire, o fogo entrou em fase de resolução, mantendo ainda cerca de 100 operacionais e quatro meios aéreos no terreno, numa área de quatro quilómetros que necessita de consolidação.

Em Vinhais, distrito de Bragança, o incêndio que começou ao início da madrugada encontra-se em fase de conclusão, com cerca de 40 bombeiros e um meio aéreo ainda mobilizados.

[notícia atualizada às 15h55 de 23 de agosto de 2025]

“O pior já passou” nos incêndios em Espanha, acredita Protecção Civil

A directora-geral da Protecção Civil espanhola disse, este sábado, que “o pior já passou” e que o fim dos incêndios que duram há duas semanas em Espanha está “cada vez mais próximo”.

“Precisamos de fazer um último esforço para pôr fim a esta situação terrível”, acrescentou a directora-geral da Protecção Civil espanhola, Virginia Barcones, admitindo que “o pior já passou”.

Neste momento, adiantou ainda Virginia Barcones em declarações à estação de televisão espanhola TVE, citadas pela AFP, estão activos 18 incêndios florestais, “17 dos quais em situação operacional 2”, nível que significa perigo para pessoas e casas. O mais preocupante é o incêndio em Igueña, na região de Castela e Leão.

Os incêndios das últimas semanas em Espanha já queimaram perto de 400 mil hectares, um recorde anual no país, segundo os dados, ainda provisórios, do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), que tem registos comparáveis desde 2006.

Espanha é o país da União Europeia com maior área ardida este ano até agora e há registo de, pelo menos, quatro mortes. Centenas de pessoas foram retiradas das suas casas, sendo que muitos moradores já conseguiram regressar nas últimas 24 horas.

Depois da onda de calor que durou 16 dias e cujas temperaturas registadas atingiram os 45ºC em algumas regiões de Espanha, as previsões apontam para descidas de temperatura e diminuição da intensidade do vento, resultando em “condições mais favoráveis” para apagar os incêndios, explicou ainda Virginia Barcones.

Circulação da água nos oceanos pode estar a mudar e se isso acontecer pode até trazer nova era glaciar à Europa

O aquecimento global pode estar a mudar variáveis que alterem a circulação das massas de água nos oceanos e até provocar, no futuro, uma nova era glaciar na Europa, alerta o investigador Miguel Santos.

Biólogo, investigador principal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), presidente da Associação Portuguesa de Oceanografia (APOCEAN), Miguel Santos falou à agência Lusa sobre o lançamento de flutuadores de uma rede de observação do oceano global, um projeto chamado Argo, e da importância dos oceanos na regulação do clima.

O especialista explicou que as correntes oceânicas se formam nos polos e acontecem devido às diferenças de densidade da água, que depende da temperatura e da salinidade. É a chamada “circulação termoalina”, um movimento em todos os oceanos em que as águas mais frias e salgadas afundam, as mais quentes e doces sobem.

Este movimento é fundamental para a regulação do clima no planeta mas, admite o também investigador do Centro de Ciências do Mar, da Universidade do Algarve, pode estar a sofrer alterações devido ao aquecimento global.

Desde logo porque o gelo é um refletor de calor e se diminuir aumenta a capacidade de o oceano ganhar calor, além de que o degelo dos glaciares leva a que haja mais água doce a entrar nos oceanos, que “não afunda tanto e não há essa circulação em profundidade”.

Referindo estudos que indicam que a corrente termoalina está a diminuir de intensidade, o investigador disse que se tal acontecer pode levar a épocas glaciares.

“Estamos mais ou menos na mesma latitude que Nova Iorque. Porque é que neva em Nova Iorque e não neva em Lisboa?”, pergunta, para responder de seguida: Por causa dessa circulação. A corrente do golfo (corrente de água quente do golfo do México para o Atlântico norte) do lado europeu do Atlântico é muito mais quente e leva a invernos mais suaves do que o lado americano. Se essa corrente diminuir de intensidade vem menos calor para a Europa e pode levar a invernos mais rigoroso e a glaciações.

Miguel Santos disse que é difícil prever se e quando tal pode acontecer. “Há quem diga que essa circulação pode parar, eu não acredito nisso, o que se acredita é que está a diminuir de intensidade”, o que pode provocar diversas alterações no clima, “porque o sistema climático está muito associado ao oceano”.

O que o investigador não tem dúvidas é que a ação do Homem está a mudar o clima e que o desequilíbrio pode ser perigoso para os seres humanos, que eles podem um dia desaparecer, que o planeta se vai modificar.

Mas não é alarmista, nem sequer pessimista. Quando questionado pela Lusa se as temperaturas altas da água do mar, neste verão, são uma consequência do aquecimento global, responde serem apenas a “variabilidade natural”.

Mas já não vê como natural a forma como são tratados os oceanos, a sobrepesca, os plásticos. “O mar sempre foi visto como um sítio para onde se podiam mandar, porque não se vê”.

Miguel Santos diz que a APOCEAN quer divulgar mais a oceanografia, chegar à população, aos jovens. “Há poucos oceanógrafos e temos um mar enorme. E não temos dinheiro para ir para o mar, o mar aberto e é quase desconhecido”, lamenta, concluindo: “Na realidade as pessoas não sabem o que se passa no mar, e temos de dinamizar isso”.

Então, por desconhecimento, os seres humanos estão a destruir o mar? Miguel Santos sorri. “Vai aguentar-se. Nós é que não nos vamos aguentar. E não estamos a perceber isso”.

Custódio Gallego: “O meu filho estava em coma e a médica disse para me preparar para o pior. Dei um grito do tamanho de um boi: ‘O que é que é o pior?’”

SIC

“Não me roubaram o meu filho. O universo tirou-lhe a vida”, afirma Custódia Gallego. A atriz explica que lhe deram a ideia de que estava mal, mas que havia tratamento.

“O grau da negação era tanto que, no próprio dia em que ele foi internado, despedimo-nos. A meio da semana, a médica disse-me que tinha de me preparar para o pior. Abri os olhos e gritei. Tal era o grau de negação”.

Este episódio foi originalmente publicado a 27 de julho de 2024.

Entrevistas intimistas conduzidas por Daniel Oliveira. Todas as semanas um novo convidado no ‘Alta Definição’, um programa da SIC. Ouça mais episódios:

Depois de Erik, também Lyle Menendez viu negada a liberdade condicional

Lyle Menendez, preso há 35 anos com o irmão, Erik, pelo homicídio dos pais, viu o seu pedido de liberdade condicional recusado esta sexta-feira, um dia depois de o mesmo ter acontecido ao irmão mais novo.

A decisão foi anunciada pelo Departamento de Correcções e Reabilitação da Califórnia, o órgão superior do Conselho de Audiências para a Liberdade Condicional do estado,​ ao fim de uma audiência que durou 11 horas.

Os comissários de liberdade condicional designados para o caso concluíram que havia sinais de que Lyle, agora com 57 anos, ainda representaria um risco para a população se fosse libertado, de acordo com as informações dadas a diversas agências noticiosas.

Menendez, que estava vestido com o macacão azul de recluso, participou na audiência por vídeo, a partir de uma prisão em San Diego, onde se encontra.

O seu irmão mais novo, Erik Menendez, com 54 anos, viu a sua liberdade condicional negada após uma audiência de 10h na quinta-feira, 21 de Agosto. Os dois terão agora de esperar três anos para fazerem um novo pedido de liberdade condicional.

Os irmãos foram condenados por homicídio com dolo num julgamento ocorrido há três décadas e que gerou muita atenção nos meios de comunicação nacionais. Na altura, admitiram ter assassinado os seus pais, Jose e Kitty Menendez, a 20 de Agosto de 1989, com uma caçadeira, enquanto o casal via televisão na sala de estar da sua casa, em Beverly Hills.

No entanto, os irmãos afirmaram ter cometido o crime em legítima defesa, por temerem pela sua vida e serem vítimas de abuso sexual por parte do pai e de abuso emocional por parte da mãe. Os irmãos Menendez tinham, à data dos factos, 21 e 18 anos.

Os procuradores, por sua vez, consideraram que os homicídios foram planeados de forma fria e calculada e motivados por ganância, já que os irmãos herdariam a fortuna multimilionária do pai, um executivo da indústria do entretenimento.

Ao explicar o raciocínio por trás da decisão desta sexta-feira, Julie Garland, comissária da liberdade condicional, afirmou que a natureza “cruel” dos homicídios, bem como os esforços de Lyle para encobrir posteriormente o seu papel no crime, continuam a pesar na recusa do pedido.

Nas declarações finais, antes da decisão do conselho, Lyle Menendez, emocionado, assumiu estar “profundamente arrependido” da pessoa que foi e pelo “mal que todos sofreram”.

Apesar de reconhecer que o remorso parecia genuíno, Garland acusou Menendez de ter “uma personalidade anti-social, com traços de manipulação e desrespeito pelas regras por baixo dessa superfície mais positiva”.

Os membros da comissão concentraram grande parte da sua atenção no uso repetido de telemóveis contrabandeados por ambos os irmãos, ao longo da sua pena, o que viola as regras da prisão. “Prisioneiros que violam as regras na prisão são mais propensos a violar as regras da sociedade”, justificou Garland.

Vários parentes próximos dos Menendez falaram em nome destes durante as audiências, apoiando a sua libertação pelo bem da reconciliação familiar.

Os dois estão detidos desde Março de 1990 e foram originalmente condenados em Julho de 1996 a duas penas consecutivas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

As penas foram reduzidas para 50 anos e, ao abrigo de uma lei na Califórnia que se aplica aos arguidos que tinham menos de 26 anos quando cometeram os crimes, tornaram-se elegíveis para pedidos de liberdade condicional depois de cumprirem metade da pena.

Os dias que decidem o futuro estão mesmo a chegar e Miguel Oliveira foi 14.º na sprint do GP da Hungria

Pode ser uma semana capital para o futuro de Miguel Oliveira. Com contrato com a Pramac Yamaha até 2026 mas a realizar uma temporada desapontante, o piloto português tem corrido com a espada em cima da cabeça: a equipa tem o jovem Toprak Razgatlioglu garantido para a próxima época e ainda não decidiu se despede Oliveira, Jack Miller ou até ambos. A decisão, porém, parece estar presa por dias.

O que está mal não se endireita: Miguel Oliveira acaba treinos livres na Hungria na 18.ª posição (e vai passar pela Q1)

Na antecâmara do Grande Prémio da Hungria, o diretor da Pramac Yamaha confirmou que o futuro dos dois pilotos será conhecido em breve. “Como podem imaginar, não é fácil. Tivemos várias reuniões. Estamos numa situação difícil porque temos de perceber o que será bom para o projeto, mas também temos de pensar no futuro. Precisamos de mais alguns dias para finalizar tudo. O prazo era há um mês, mas adiámo-lo porque a decisão é difícil. Mas, na minha opinião, saberemos quem será o piloto nos próximos dias”, explicou Gino Borsoi.

Era neste complexo contexto que Miguel Oliveira chegava à Hungria, que volta a receber um Grande Prémio de MotoGP ao fim de 33 anos de ausência. Depois de um dos piores resultados da temporada na Áustria, com um 17.º lugar, o piloto português voltou a falhar a Q2 e não foi além de uma 19.ª posição na qualificação, demonstrando até alguma apatia na forma como descreveu as sessões desta sexta-feira.

“O meu dia foi mediano, nem o pior nem o melhor. A pista, como já esperava, é bastante complicada. O vento forte facilitou os erros. O lado bom é que descobrimos mais ou menos a direção a seguir com a configuração da mota, tentando ajustá-la à tarde para o ‘time attack’. Os tempos por volta foram decentes, não perfeitos, e mesmo que tivessem sido provavelmente não teriam sido suficientes para chegar à Q2. Ainda estamos a perder algumas décimas. É fácil ultrapassar as chicanes, não tanto nos pontos de travagem, mas quando se entra na primeira curva é fácil soltar os travões e perder a segunda. Nunca há realmente um lugar onde se possa ganhar velocidade, é sempre um vai e vem. Ainda assim, a pista não é tão má como parece no papel”, indicou o piloto português depois da qualificação onde Marc Márquez ficou com a pole-position, à frente de Marco Bezzecchi e Fabio Di Giannantonio.

Já este sábado e na primeira corrida sprint de sempre na Hungria, Marc Márquez segurou a liderança com alguma naturalidade e viu Fabio Quartararo, Johann Zarco e Enea Bastianini ficarem todos de fora logo na primeira curva. Mais atrás, Miguel Oliveira aproveitou os abandonos para subir na classificação e colar-se a Pecco Bagnaia, com quem acabou por protagonizar um dos principais duelos da prova.

Ainda assim, o piloto português acabou por não conseguir ultrapassar o italiano da Ducati e ficou mesmo no 14.º lugar, enquanto que Marc Márquez não deixou fugir a mais do que expectável vitória e triunfou na corrida sprint do Grande Prémio da Hungria. Fabio Di Giannantonio ficou com o segundo lugar e Franco Morbidelli encerrou o pódio, seguido de Luca Marini.

Anos de tristezas, miséria, dívidas. A “casa mais triste do Mundo” foi finalmente vendida

Uma casa inspirada num farol, que ficou famosa por ter sido protagonista do “episódio mais triste de sempre” de um popular programa de televisão britânico, foi finalmente vendida — depois de ter levado à ruína o seu proprietário. A famigerada Chesil Cliff House, em Devon, no sul de Inglaterra, tornou-se conhecida depois de a sua construção ter deixado o proprietário, Edward Short, de 57 anos, com uma dívida de mais de 7 milhões de libras (cerca de 8 milhões de euros). A obra, que deveria durar apenas 18 meses e custar 1,8 milhões de libras, prolongou-se por mais de uma

Fome mata mais oito pessoas em Gaza incluindo bebés

Pelo menos oito pessoas morreram na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, incluindo dois bebés com poucos meses de idade, devido à fome no território palestiniano, anunciou hoje o governo local.

“Isto eleva o total de vítimas [da fome] para 281, incluindo 114 crianças”, desde o início da ofensiva militar israelita em outubro de 2023, disse o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

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A ONU declarou a fome na província de Gaza na sexta-feira, a primeira vez no Médio Oriente, e alertou que a situação deverá alargar-se às províncias de Deir el-Balah (centro) e Khan Younis (sul) até ao final de setembro.

ONU declara oficialmente fome em Gaza

A situação de fome em Gaza e nas cidades vizinhas afeta mais de meio milhão de pessoas, segundo a ONU.

O secretário-geral adjunto das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou na sexta-feira que se trata de uma fome “previsível e evitável” causada pelo homem.

Uma das crianças referidas no comunicado do Ministério da Saúde era uma menina 5 meses que morreu na sexta-feira no Hospital Naser de Khan Younis, após sofrer de “desnutrição grave”, disse um médico daquela unidade à EFE.

Embora a criança sofresse de atrofia e paralisia cerebral desde o nascimento, não sobreviveu à escassez de alimentos e suplementos nutricionais, segundo a mesma fonte.

“Ela morreu por falta de leite”, declarou o pai da menina, Ashraf Brika, à agência palestina Wafa, depois de explicar que tentou, sem sucesso, conseguir leite em pó altamente nutritivo na devastada Faixa de Gaza.

Segundo a família da menina, a mãe, Sahar Salim Brika, 31 anos, também sofre de desnutrição e não conseguia alimentar a filha.

​Declaração de fome em Gaza vem "esclarecer dúvidas", diz UNICEF

Num outro comunicado, o Ministério da Saúde de Gaza apelou hoje à comunidade internacional para agir e ir além de meras declarações.

“Salientamos que a instigação da fome é apenas um elemento dos capítulos do genocídio, que também inclui a destruição sistemática do setor da saúde e de outros setores, os massacres em massa e a política de erradicação geracional”, afirmou.

“Centenas de mortes poderiam ter sido evitadas e as vidas de milhares estão em risco”, acrescentou.

Israel negou a existência de fome na Faixa de Gaza e acusou a ONU de veicular uma narrativa falsa do Hamas, o grupo extremista que governa o enclave palestiniano desde 2007.

Israel tem em curso uma ofensiva militar na Faixa de Gaza desde que sofreu um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.

A ofensiva israelita provocou mais de 62.260 mortos em Gaza, a maioria civis, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza, considerados fiáveis pela ONU.

Israel, Estados Unidos e União Europeia consideram o Hamas como uma organização terrorista.

Hamas exige abertura imediata de Gaza após declaração de fome da ONU

Reserva Federal admite cortar juros já em Setembro

O presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jerome Powell, abriu a porta a um corte de juros, alterando o discurso de prudência que tem sido mantido nos últimos meses. A possível alteração no rumo da política monetária é justificada com os dados negativos vindos do mercado de trabalho, que dá sinais de estagnação.

A possibilidade de baixar os juros foi deixada na conferência anual da Fed, em Jackson Hole, no estado norte-americano de Wyoming, na sexta-feira. “No curto prazo, os riscos relacionados com a inflação estão inclinados para cima e os do emprego estão inclinados para baixo, uma situação desafiante”, disse Jerome Powell, sublinhando a necessidade de garantir tanto a estabilidade dos preços quanto o pleno emprego. “Quando os nossos objectivos estão em conflito, a nossa estrutura exige que equilibremos os dois lados do nosso duplo mandato”, salientou.

Assim, o presidente da Fed admite que poderá haver necessidade de “ajustar” a política monetária do banco central norte-americano, que tem mantido as taxas de juro no intervalo entre os 4,25% e os 4,5%, apesar da pressão que tem sido exercida por parte do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, para que haja um corte dos juros.

A justificar a decisão de manter os juros inalterados no último ano tem estado o receio de que os preços ainda possam subir de forma significativa, por conta da aplicação das tarifas impostas por Donald Trump à quase totalidade dos parceiros comerciais dos EUA. Para já, contudo, a inflação tem continuado a subir de forma moderada nos EUA, mesmo que esteja acima da meta de 2% definida pela Fed. Em Julho, a taxa de inflação homóloga deste país foi de 2,7%, variação igual à que já tinha sido registada em Junho.

O próprio Jerome Powell admitiu, aliás, que os impactos da guerra comercial encetada por Donald Trump sobre os preços deverão ser passageiros, ainda que já sejam “claramente visíveis”.

Poderá ser, por outro lado, o mercado de trabalho a levar a Fed a baixar os juros, cedendo à intenção de Donald Trump. Em Julho, o Bureau of Labor Statistics (gabinete de estatísticas norte-americano) reviu em baixa os números de postos de trabalho criados em Maio e em Junho e apontou para a estagnação do emprego em Julho, com a criação de 73 mil novos empregos, o número mais baixo desde a pandemia. O Presidente dos EUA, recorde-se, afirmou, sem provas, que estes números foram “manipulados” e despediu a presidente do departamento de estatísticas.

Apesar de Jerome Powell não ter dito de forma explícita que estará em cima da mesa um corte de juros na próxima reunião da Fed, é precisamente isso que o mercado está agora a interpretar. “Powell abriu a porta a um corte de juros em Setembro com as suas declarações, dando ênfase aos riscos associados ao emprego e aos riscos relativamente contidos na inflação”, resume um analista da TD Securities, citado pelo Financial Times.

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