Ele usa máscara, mas nunca se mascarou do que não é: Gyökeres estreia-se a marcar na Premier League com um bis

A semana dificilmente poderia ter sido mais saborosa para o Arsenal. Depois da vitória em Old Trafford contra o Manchester United na jornada inaugural, os gunners carimbaram um golpe de mercado que já raramente se vê: quando tudo se encaminhava para que Eberechi Eze seguisse para o Tottenham, os londrinos intrometeram-se no negócio e ficaram com o avançado do Crystal Palace, frustrando as pretensões dos principais rivais.

Era neste contexto e com Eze a ser apresentado antes do apito inicial que o Arsenal se estreava no Emirates esta temporada, recebendo um Leeds que venceu o Everton no primeiro dia da Premier League. Apesar da vitória em Old Trafford, a exibição dos gunners não convenceu e a larga maioria dos comentadores referiu que o Manchester United não mereceu perder — com Viktor Gyökeres, que passou ao lado do jogo e foi substituído aos 60 minutos, a ser a principal interrogação.

No meio de todas as críticas, com Gary Neville e Jamie Carragher a discutirem até se o avançado sueco deveria ser titular, Mikel Arteta fez a única coisa que poderia fazer: defendeu o jogador. “Acho que vamos ficar extremamente felizes quando ele começar a colocar a bola no fundo das redes muito, muito frequentemente. É a sua maior qualidade. Por isso, eu e a equipa temos uma grande responsabilidade, que passa por ajudá-lo e percebê-lo, para que seja mais eficiente. O primeiro jogo foi muito exigente e vamos seguir daqui em diante. Mas gostei daquilo que vi”, atirou o treinador espanhol.

Assim, e até porque Kai Havertz se lesionou nos últimos dias, Mikel Arteta não tinha dúvidas e lançava Gyökeres no onze inicial deste domingo. Saka e Madueke apoiavam o avançado sueco, com Odegaard, Zubimendi e Declan Rice a surgirem no meio-campo, enquanto que Gabriel Martinelli começava no banco. Do outro lado, Daniel Farke tinha Daniel James, Wilfried Gnonto e Joël Piroe no setor mais adiantado.

O Arsenal começou melhor do que o Leeds, encostando o adversário ao próprio meio-campo e implementando uma intensidade acima da média, mas continuava a ter algumas dificuldades para criar verdadeiras oportunidades de golo. Gyökeres ficou muito perto de se estrear a marcar na Premier League à passagem do quarto de hora inicial, num lance em que rematou ao lado na área depois de um erro da defesa contrária (16′), mas a eficácia acabou por pertencer a outros intérpretes.

Timber abriu o marcador já depois da meia-hora, de cabeça e na sequência de um canto na esquerda (34′), e Saka aumentou a vantagem já nos descontos com um pontapé cruzado na direita (45+1′). Ao intervalo, o Arsenal estava a vencer o Leeds de forma clara, mas Mikel Arteta já tinha sido forçado a realizar uma substituição devido a lesão de Odegaard, lançando o jovem Ethan Nwaneri.

O momento mais aguardado, porém, aconteceu mesmo na segunda parte. Ainda dentro dos primeiros instantes logo depois do intervalo, a máscara apareceu pela primeira vez no Emirates: num movimento tantas vezes visto em Portugal nas duas últimas temporadas, Viktor Gyökeres recebeu na esquerda, puxou para dentro e rematou para o poste mais próximo, estreando-se a marcar na Premier League (48′). 

Timber bisou pouco depois para carimbar a goleada, novamente na sequência de um pontapé de canto (56′), e Gyökeres acabou por não ser substituído e cumprir os 90 minutos da goleada do Arsenal frente ao Leeds em pleno Emirates — bisando já nos descontos e na conversão de uma grande penalidade (90+5′). Ele sempre usou máscara, mas nunca se mascarou de apenas mais um jogador: e escolheu que este sábado era o primeiro dia do resto da vida dos gunners.

Xavier Viegas defende que políticos não devem perturbar operações de combate a incêndios

O especialista em incêndios florestais Domingos Xavier Viegas defendeu este sábado que a presença de governantes e outros responsáveis políticos nos “teatros de operações” não deve prejudicar a coordenação dos trabalhos de socorro.

“Considero positivo que as entidades governamentais e outras estejam presentes nos teatros de operações, incluindo nos seus postos de comando, desde que sejam tomadas as devidas cautelas para que a sua presença não perturbe a coordenação das operações”, preconizou o professor jubilado da Universidade de Coimbra (UC) num comunicado enviado à agência Lusa.

Xavier Viegas tomou esta posição invocando a antiga qualidade de coordenador da equipa da UC, designada pelo Governo da época, que “estudou o incêndio” iniciado em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, em 17 de junho de 2017, cujo relatório foi apresentado ao executivo de António Costa em 16 de outubro desse ano.

Desse fogo, que atingiu vários concelhos da região Centro, resultaram 66 mortos e mais de 250 feridos, alguns com gravidade.

“Tem sido muito discutida, nestes dias, a questão da presença de entidades governamentais ou outras nos incêndios florestais, nomeadamente nos postos de comando ou nas áreas afetadas, sendo invocada uma determinação tomada em 2017, com base numa resolução ou proposta da Comissão Técnica Independente (CTI, nomeada pelo parlamento), que estudou o incêndio de Pedrógão Grande”, recordou Xavier Viegas.

Através do comunicado, o investigador quis “clarificar um mal-entendido” que, na sua opinião, tem havido na “leitura e interpretação da recomendação” feita há oito anos.

Citando aquele relatório, afirma que o incêndio que eclodiu no concelho de Pedrógão Grande “recebeu a atenção de órgãos de soberania, desde o Presidente da República ao primeiro-ministro e outros membros do Governo, em diversos momentos, sobretudo depois de se ter tomado conhecimento da sua gravidade”.

Em junho de 2017, essas responsáveis “deslocaram-se pessoalmente ao teatro de operações, no próprio dia 17, e nos dias seguintes, para manifestar a sua solidariedade e apoio e para procurarem resolver questões de ordem política ou administrativa que a gestão de um problema de tal magnitude comportava”.

“Com a sua presença, pretendiam significar, perante o povo e as entidades operacionais que geriam o acidente, que o país inteiro, nas suas pessoas, estava solidário com eles”, porém, “por muito louvável que esta atitude tenha sido, teve alguns efeitos menos positivos na gestão do incêndio”, logo ao final do primeiro dia, de acordo com o relatório da equipa da Univeirsidade de Coimbra.

Por vezes, salientou Xavier Viegas, “é feita confusão entre o nosso estudo e o da CTI, nomeada pela Assembleia da República, igualmente para estudar o incêndio de Pedrógão”.

“Embora tenhamos trabalhado de forma independente sobre este assunto, os nossos colegas da CTI chegaram praticamente à mesma recomendação que nós”, acentuou, transcrevendo uma parte do relatório dessa comissão.

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Irmãos Menendez continuam na prisão. Recusado pedido de liberdade condicional

O pedido para a libertação dos irmãos Menendez foi recusado pelo Conselho de Liberdade Condicional da Califórnia.

Lyle e Erik, com 57 e 54 anos, respetivamente, foram presos em 1990 pelo homicídio dos pais. Os dois foram condenados, seis anos depois, a duas penas de prisão perpétua consecutivas, sem possibilidade de liberdade condicional.

O caso, que dominou as capas dos jornais há três décadas, voltou à ribalta mediática recentemente, quando o caso inspirou uma série da Netflix.

Em maio, os Menendez, alegando ter sofrido abusos sexuais do pai e agido em legítima defesa, conseguiram uma redução de pena para 50 anos, com possibilidade de sairem em liberdade condicional após cumprirem metade da pena.

Frieza e telemóveis na prisão impedem libertação

A natureza violenta dos crimes perpetrados em 1989 – disparos com espingardas calibre 12, enquanto os pais viam televisão na sala de estar – e os esforços feitos para encobrir a participação nos assassinatos acabaram por ser decisivos para a recusa do pedido de liberdade condicional.

Os comissários argumentaram que os homicídios quando os irmãos tinham 21 e 18 anos, foram friamente calculados e motivados pela ganância, ou seja, pelo desejo dos irmãos de herdar a fortuna multimilionária dos pais.

Por outro lado, o facto dos Menendez terem infringido as regras da prisão, ao terem acedido e usado telemóveis no interior do estabelecimento prisional, também pesou na decisão.

“As pessoas encarceradas que infringem as regras têm maior probabilidade de infringir as regras da sociedade”, argumentou a comissária de Liberdade Incondicional, Julie Garland.

Nova oportunidade daqui a três anos

Depois de uma primeira decisão desfavorável a Erik Menendez, anunciada na quinta-feira, ao fim de dez horas de audiência, nesta sexta-feira foi a vez do irmão mais velho Lyle ouvir um veredito negativo, numa sessão de duração semelhante.

Os comissários de liberdade condicional destacados para o caso concluíram que a sua libertação representaria um risco para a comunidade.

Os dois irmãos podem voltar a apresentar um pedido de liberdade condicional dentro de três anos.

Tome um café, durma uma sesta de 15 minutos. Não, não é ao contrário

Quer tornar o seu café mais eficaz a tirar-lhe a sonolência durante uma tarde monótona Acompanhe-o com uma pequena sesta de 15 minutos. Encontrar um chefe que aceite bem a ideia Boa sorte… Um novo estudo mostra que beber cafeína imediatamente antes de uma sesta de 15 a 20 minutos pode melhorar de forma significativa o estado de alerta — mais do fazer qualquer uma das coisas isoladamente. O Departamento de Transportes do Reino Unido testou em 2007 esta combinação para reduzir a sonolência ao volante e evitar acidentes durante a temida quebra de energia a meio da tarde. Os

Google permite que o Pixel Watch 4 seja reparado em casa

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A Google não invalidará a garantia dos Pixel Watch 4 que sejam reparados pelos próprios utilizadores.

O novo Pixel Watch 4 ainda nem chegou às lojas e já está a marcar pontos junto da comunidade tecnológica. A razão não se deve a uma novidade de software ou um salto no desempenho, mas sim a algo que muitos consumidores e reguladores há muito pediam: reparabilidade. Ao contrário dos dispositivos móveis atuais, que a maioria das pessoas não consegue reparar a não ser que recorra a serviços especializados, o novo relógio da Google foi pensado de raiz para ser aberto, reparado e mantido em funcionamento durante mais tempo.

O detalhe mais “visível” desta mudança de abordagem encontra-se na própria construção da caixa. Em vez de recorrer a camadas de adesivo difíceis de remover, a empresa optou por um sistema de fixação simples, com dois parafusos Torx T2 para soltar a tampa traseira. Esta escolha, aparentemente banal, significa que a troca da bateria ou do ecrã deixa de ser uma operação de alto risco. E, talvez ainda mais relevante, a Google afirma que a abertura do dispositivo pelo utilizador não invalida a garantia, um gesto que contrasta muito com a política de muitas marcas rivais.

Reparação Google Pixel Watch 4
Reparação Google Pixel Watch 4

No interior, a lógica mantém-se. O módulo de sensores, responsável por medir a frequência cardíaca e outros dados biométricos, permanece ligado à caixa mesmo depois de retirada a tampa, o que facilita a substituição da bateria sem expor cabos frágeis ou ligações delicadas. A troca do ecrã, por sua vez, exige mais cuidado, uma vez que implica desligar sensores, mas continua longe da complexidade que caracteriza outros smartwatches.

Para além disso, a Google revelou uma parceria com a iFixit, referência mundial em reparações e guias técnicos, reforçando a seriedade desta aposta. Será através desta plataforma que os utilizadores poderão adquirir peças originais, incluindo baterias e ecrãs. Por enquanto, os preços continuam por revelar, mas a disponibilidade oficial de componentes é, só por si, um passo histórico num mercado onde, muitas vezes, a única solução oferecida é a compra de um novo dispositivo.

A inevitável dúvida prende-se com a durabilidade e a resistência. O receio de que a maior facilidade de acesso comprometa a estanqueidade foi abordado pela própria empresa que garante que o Pixel Watch 4 mantém a certificação IP68 contra água e poeira, assegurada por uma vedação de borracha discreta, mas eficaz.

Ano novo, vida velha: Sporting vence FC Porto e conquista terceira Supertaça consecutiva de andebol

Novo ano, vida nova. Ao contrário do que aconteceu em épocas anteriores, também pelo calendário de provas das seleções, o andebol era a primeira modalidade coletiva de pavilhão a arrancar com a temporada oficial de 2025/26 e logo com um título em disputa entre aquelas que têm sido as duas melhores equipas ao longo das últimas épocas. Em condições normais, por ser o detentor do título, bicampeão e manter a mesma base, o Sporting partia como favorito teórico. Ao mesmo tempo, o FC Porto, que manteve Magnus Andersson no comando, promoveu uma autêntica revolução na sua base à procura de resultados diferentes do que nos anos anteriores. E esse era o principal ponto de destaque para o início da época no Multiusos de Sines, já depois da realização na manhã deste sábado da Supertaça feminina entre Benfica e Madeira SAD (26-18).

A reconquista com a maior goleada do século em dérbis: Sporting “atropela” Benfica e revalida Supertaça

“Iniciamos o ciclo de competição a sério. Tivemos, em França, dois jogos de importantes na nossa preparação e deu para ver e estar perto da ideia do FC Porto, que se mantém. O Magnus [Andersson] continua à frente da equipa mas com um perfil defensivo diferente e outros jogadores. Fizemos uma boa preparação com vários desafios. Encaramos esta Supertaça como o início de um ano importante. Queremos deixar para trás tudo o que temos vindo a fazer bem, não vamos conseguir ganhar se tivermos só por base o que já vencemos. É certo que ganhámos as duas últimas [Supertaças]. O mais importante é o que podemos e queremos fazer sem estarmos tão focados no FC Porto. São uma equipa forte e querem, mais do que nunca, vencer, mas também temos de voltar a querer ganhar”, salientara Ricardo Costa, treinador dos leões.

“Foi uma boa pré-época, os reforços que chegaram conseguiram integrar-se na rotina e estou satisfeito com o desfecho destas semanas. Chegaram atletas jovens, com energia. Agora estamos prontos para aguentar as exigências da temporada e conseguir os resultados pretendidos. O FC Porto entra em todas as competições para ganhar, por isso é esse o nosso objetivo na Supertaça. Tal como em todas as épocas, queremos vencer todos os títulos em Portugal. O Sporting foi mais feliz que nós na época passada mas este é um cenário diferente, com jogadores novos. Ambas as equipas se reforçaram e acho que será um jogo muito intenso. É um clássico, um jogo de garra e paixão”, apontara Daymaro Salina, capitão dos dragões.

Olhando para o passado recente, e depois de uma longa hegemonia do FC Porto, o Sporting foi conseguindo assumir o domínio da modalidade, ganhando nove dos últimos 11 encontros com os azuis e brancos entre um empate e apenas uma derrota (na fase final da Liga de 2023/24 no Dragão, sem “impacto” no título dos verde e brancos). Agora, uns queriam manter essa predominância, outros pretendiam inverter a tendência. No final, imperou a lógica das últimas temporadas, com os leões a conquistarem a sexta Supertaça da história (terceira consecutiva) e o oitavo troféu nacional seguido entre a Taça de Portugal de 2022/23, o Campeonato, a Taça de Portugal e a Supertaça de 2023/24 e 2024/25 e agora a Supertaça de 2025/26.

O encontro começou a um ritmo frenético entre vários ataques rápidos que proporcionaram um “anormal” arranque com dez golos em menos de seis minutos. Mais: a primeira defesa da partida chegou apenas com 6.30 minutos, neste caso com Diogo Rêma a brilhar na baliza portista e a proporcionar a vantagem dos azuis e brancos (6-5). Aos poucos o ritmo acabou por ir serenando, com mais ataques organizados e defesas a terem uma outra capacidade de encaixe nos adversários, até uma fase em que o FC Porto mostrou menos argumentos ofensivos e permitiu que o Sporting ganhasse um avanço de dois golos com possibilidades de ir aos três (12-10 e 13-11), algo que acabaria mesmo por acontecer antes do intervalo que chegou com 20-15 depois de um parcial de 10-5 na sequência do último empate na primeira parte a dez, tendo o lateral direito leonino Francisco Costa como o melhor marcador do encontro (por larga distância) com seis golos.

A entrada do FC Porto após o intervalo seria fundamental para perceber a capacidade de disputar ainda o encontro, sendo que o Sporting mostrou outra maturidade no controlo de todos os momentos da partida e, até mesmo nas situações de inferioridade numérica, foi mantendo um avanço confortável que chegou mesmo a ser de sete golos (26-19) antes de uma pequena recuperação dos dragões para 27-23 e para 29-26 numa fase de menor acerto dos leões no ataque com algumas exclusões à mistura. Ricardo Costa, técnico dos bicampeões, pediu uma paragem técnica nesse momento de crescendo dos dragões e “acabou” de vez com a partida no Multiusos de Sines, voltando aos cinco golos de vantagem e gerindo esse avanço até ao resultado final de 36-29 com Francisco Costa a terminar como maior goleador do jogo (nove golos).

Andebol. Sporting conquista Supertaça

O Sporting venceu o FC Porto, por 36-29, e conquistou a Supertaça de andebol.

Os leões dominaram a partida em Sines e, depois da conquista do campeonato e da Taça de Portugal, a equipa de Alvalade faz o pleno a nível nacional.

[em atualização]

Carneiro acusa Governo de falta de sentido de Estado e coragem política no combate aos incêndios

O secretário-geral do PS acusou este sábado o Governo de “falta de sentido de Estado” no combate aos incêndios, defendendo que é necessária “coragem política” para tomar medidas e que as propostas do PS foram plagiadas.

“Do meu ponto de vista, o Governo está a manifestar falta de sentido de Estado, porque é preciso coragem política para determinar a situação de Contingência e para determinar a situação de Calamidade. É preciso sentido de Estado, e o Governo não mostrou, até agora, sentido de Estado”, disse este sábado José Luís Carneiro em Penafiel (distrito do Porto).

Durante uma visita à Agrival – Feira Agrícola do Vale do Sousa, e questionado pelos jornalistas sobre o posicionamento do PS face à proposta de um pacto para as florestas pelo Governo, José Luís Carneiro disse que “o PS tem tido uma posição muito construtiva”.

“Eu propus ao Governo que chamasse o Mecanismo Europeu de Proteção Civil no dia 1 de agosto. O Governo disse que não era necessário, a seguir os aviões estavam avariados e não puderam operar. Foi pedir os aviões já tarde, a Marrocos, e depois acionar o Mecanismo Europeu”, recordou.

O líder do PS prosseguiu lembrando que propôs “que o Governo passasse da situação de Alerta para a situação de Contingência” e o executivo “não o fez”, considerando José Luís Carneiro que foi “outro erro cometido” pela equipa liderada por Luís Montenegro (PSD/CDS-PP).

“Terceiro: propus a declaração de Calamidade. O Governo não o quis fazer. Vamos ainda avaliar os efeitos nocivos que eventualmente resultem de não ter declarado a situação de Calamidade”, frisou.

O secretário-geral do PS respondeu ainda à proposta de um pacto para as florestas de 2025 a 2050, referindo que o Governo está “a dizer aos portugueses que, fundamentalmente, quer remeter o problema para um tempo para o qual já não poderá ser responsabilizado”.

“O Governo tem de ser responsabilizado por aquilo que não fez ao longo destes vários meses em que está no Governo. O PS deixou ficar todas as propostas – umas em curso, e outras preparadas – e o Governo não executou o que tinha de executar”, disse José Luís Carneiro.

Além disso, acusou o executivo de Luís Montenegro de “plagiar” medidas do PS e “apresentá-las como sendo suas”, algo que “não é honesto do ponto de vista da relação de confiança que se deve constituir entre os partidos que têm responsabilidades para com o país”.

O líder do PS recordou ainda que depois dos incêndios de 2017 os Governos anteriores apresentaram 12 grandes diplomas legislativos da reforma da floresta que contaram com o chumbo do PSD, referindo que para um eventual diálogo “o ponto de partida é o Governo explicar ao país onde é que colocou esses diplomas”.

O líder do PS insistiu ainda em obter respostas às quatro perguntas feitas ao Governo na quinta-feira, relacionadas com a reforma da propriedade rústica, os condomínios de aldeia, as Áreas Integradas de Gestão da Paisagem e das Faixas de Interrupção de Combustível.

José Luís Carneiro quer ainda saber “o que é que o Governo fez” relativamente à propriedade cadastral, à Forestgal, “a empresa pública para gerir não apenas a floresta mas também a agricultura” ou ainda “ao cheque de apoio aos produtores para as limpezas florestais”.

“Deixo ficar mais uma proposta agora: criar um programa semelhante ao VITIS para apoiar os pequenos produtores para realizarem as suas limpezas e, futuramente, na reforma da Lei das Finanças Locais, incorporar um mecanismo de apoio às autarquias para realizarem as suas obrigações, nomeadamente de limpezas voluntárias de propriedade pública” e as de “execução administrativa” no caso dos privados.

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Intel: como a gigante dos chips caiu dolorosamente nas mãos de Trump

Trump anunciou a compra de uma participação de 10% na empresa, avaliada em cerca de 7,6 mil milhões de euros. A longa e dolorosa queda da Intel. A gigante Intel acaba de se transformar num projeto apoiado pelo governo dos Estados Unidos. Esta sexta-feira, a a administração de Donald Trump anunciou a compra de uma participação de 10% na empresa, avaliada em cerca de 8,9 mil milhões de dólares (cerca de 7,6 mil milhões de euros). O desfecho assinala uma das maiores intervenções governamentais numa empresa norte-americana desde a crise financeira de 2008 e, ao mesmo tempo, é a queda

Incêndios. Carneiro acusa Governo de falta de sentido de Estado e coragem política

O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de “falta de sentido de Estado” no combate aos incêndios, defendendo que é necessária “coragem política” para tomar medidas e que as propostas do PS foram plagiadas.

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“Do meu ponto de vista, o Governo está a manifestar falta de sentido de Estado, porque é preciso coragem política para determinar a situação de Contingência e para determinar a situação de Calamidade. É preciso sentido de Estado, e o Governo não mostrou, até agora, sentido de Estado”, disse hoje José Luís Carneiro em Penafiel (distrito do Porto).

Durante uma visita à Agrival – Feira Agrícola do Vale do Sousa, e questionado pelos jornalistas sobre o posicionamento do PS face à proposta de um pacto para as florestas pelo Governo, José Luís Carneiro disse que “o PS tem tido uma posição muito construtiva”.

“Eu propus ao Governo que chamasse o Mecanismo Europeu de Proteção Civil no dia 01 de agosto. O Governo disse que não era necessário, a seguir os aviões estavam avariados e não puderam operar. Foi pedir os aviões já tarde, a Marrocos, e depois acionar o Mecanismo Europeu”, recordou.

O líder do PS prosseguiu lembrando que propôs “que o Governo passasse da situação de Alerta para a situação de Contingência” e o executivo “não o fez”, considerando José Luís Carneiro que foi “outro erro cometido” pela equipa liderada por Luís Montenegro (PSD/CDS-PP).

“Terceiro: propus a declaração de Calamidade. O Governo não o quis fazer. Vamos ainda avaliar os efeitos nocivos que eventualmente resultem de não ter declarado a situação de Calamidade”, frisou.

O secretário-geral do PS respondeu ainda à proposta de um pacto para as florestas de 2025 a 2050, referindo que o Governo está “a dizer aos portugueses que, fundamentalmente, quer remeter o problema para um tempo para o qual já não poderá ser responsabilizado”.

“O Governo tem de ser responsabilizado por aquilo que não fez ao longo destes vários meses em que está no Governo. O PS deixou ficar todas as propostas – umas em curso, e outras preparadas – e o Governo não executou o que tinha de executar”, disse José Luís Carneiro.

Além disso, acusou o executivo de Luís Montenegro de “plagiar” medidas do PS e “apresentá-las como sendo suas”, algo que “não é honesto do ponto de vista da relação de confiança que se deve constituir entre os partidos que têm responsabilidades para com o país”.

O líder do PS recordou ainda que depois dos incêndios de 2017 os Governos anteriores apresentaram 12 grandes diplomas legislativos da reforma da floresta que contaram com o chumbo do PSD, referindo que para um eventual diálogo “o ponto de partida é o Governo explicar ao país onde é que colocou esses diplomas”.

O líder do PS insistiu ainda em obter respostas às quatro perguntas feitas ao Governo na quinta-feira, relacionadas com a reforma da propriedade rústica, os condomínios de aldeia, as Áreas Integradas de Gestão da Paisagem e das Faixas de Interrupção de Combustível.

José Luís Carneiro quer ainda saber “o que é que o Governo fez” relativamente à propriedade cadastral, à Forestgal, “a empresa pública para gerir não apenas a floresta mas também a agricultura” ou ainda “ao cheque de apoio aos produtores para as limpezas florestais”.

“Deixo ficar mais uma proposta agora: criar um programa semelhante ao VITIS para apoiar os pequenos produtores para realizarem as suas limpezas e, futuramente, na reforma da Lei das Finanças Locais, incorporar um mecanismo de apoio às autarquias para realizarem as suas obrigações, nomeadamente de limpezas voluntárias de propriedade pública” e as de “execução administrativa” no caso dos privados.

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