A vindima em Favaios tem toque indiano e ainda bem

Favaios, 25 de Agosto. Mesmo à borda da estrada, quatro trabalhadores indianos estenderam uma toalha no chão, cada um colocou a sua comida, sentaram-se de pernas cruzadas e almoçaram à sua moda, em conjunto e com as mãos. Ao lado, os trabalhadores portugueses comeram da sua marmita, em separado, uns sentados no muro da vinha, outros no chão. Quem passasse, veria ali naquele descanso de vindima duas culturas bem distintas. Eu vi o mesmo, mas o que me pareceu “diferente” e até triste foi o modo de comer dos portugueses, cada um para seu lado. O modo indiano tinha mais familiaridade: uma toalha estendida no chão com a merenda para ser partilhada era a mesa de antigamente no campo português.

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Será a corrupção o verdadeiro cão de guarda da Argentina

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Na Argentina, a história de que Javier Milei pede conselhos ao seu cachorro já deixou de ser piada para virar metáfora de um país onde a política parece ter perdido o bom senso. Enquanto o presidente se apoia em delírios místicos e latidos imaginários, a economia nacional segue no caos: inflação que corrói salários, pobreza crescente e uma dívida que ninguém sabe como pagar.

Mas não é só Milei, que, na quarta-feira, 27 de agosto, foi retirado de um comício do partido dele, o La Libertad Avanza (LLA), depois de o carro em que ele circulava entre a multidão ser apedrejado por manifestantes. A corrupção é o velho cão de guarda que nunca abandona a política argentina. Décadas de governos de todos os espectros prometeram mudanças, mas o sistema de favores, clientelismo e esquemas escusos segue firme. Resultado: fuga de capitais, falta de investimento produtivo e uma sociedade cada vez mais descrente.

O governo de Javier Milei, que prometia ser a antítese da “casta política” e da corrupção associada ao kirchnerismo, enfrenta agora seu próprio terremoto ético. O vazamento de áudios do ex-titular da Agência Nacional de Deficiência, Diego Spagnuolo, expôs uma suposta rede de cobrança de propinas para a compra estatal de medicamentos.

Segundo a denúncia, Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, e Eduardo “Lule” Menem, operador político e sobrinho do ex-presidente Carlos Menem, estariam no centro do esquema, que poderia movimentar até 800 mil dólares mensais.

Não é o primeiro escândalo a abalar o discurso anticasta de Milei, nem a primeira vez que ele demora a se pronunciar. Em fevereiro, a criptomoeda $LIBRA, que o presidente havia promovido em suas redes sociais, desabou após valorizar 1.300% em horas, deixando cerca de 40 mil pessoas no prejuízo e perdas estimadas em 180 milhões de dólares. Milei se distanciou do projeto depois, mas a imagem de um governo que prometia ser diferente começou a ser corroída.

O episódio, que já levou à abertura de investigações judiciais e a operações de busca, foi inicialmente silenciado pela Casa Rosada por cinco dias. Milei, fiel ao seu estilo, rompeu o mutismo não para esclarecer os fatos, mas para acusar o kirchnerismo de uma “operação política burra” e exaltar sua irmã em ato público, pedindo aplausos da plateia.

Essa reação evidencia um traço central do populismo: a construção discursiva do conflito permanente entre “povo” e “inimigos”. Como descreveu Ernesto Laclau, o populismo opera por meio da simplificação do espaço político em uma fronteira moral entre “nós” e “eles”. No caso de Milei, os “eles” são os kirchneristas, o establishment político e qualquer ator que questione sua narrativa. Ao invés de responder às acusações de corrupção, o presidente transforma o episódio em mais um capítulo da batalha contra os inimigos internos.

O escândalo estoura em um momento delicado para o governo argentino: duas semanas antes das eleições provinciais em Buenos Aires e a menos de dois meses do pleito legislativo nacional. A crise ameaça enfraquecer Milei diante de um Congresso já hostil e pode desgastar o discurso anticorrupção que o ajudou a chegar ao poder.

O timing dos áudios, que surgem justamente às vésperas desse calendário eleitoral decisivo, acirra as suspeitas sobre o impacto político do caso e levanta dúvidas sobre até que ponto o governo conseguirá manter a narrativa de que tudo não passa de uma farsa articulada pela oposição.

Enquanto o presidente se diverte em batalhas ideológicas e provocações midiáticas e a oposição se perde em disputas internas, a população vive o dilema de como colocar comida na mesa. A inflação não late, mas morde — e morde forte.

Talvez Milei devesse trocar os conselhos do cachorro por uma lição simples da própria história argentina: sem enfrentar a corrupção estrutural, nenhum plano econômico — seja liberal, seja keynesiano ou espiritual — vai funcionar.

Receita fiscal do Estado sobe para 35.553,6 milhões de euros até julho

A receita fiscal do Estado totalizou 35.553,6 milhões de euros até julho, um aumento de 2.126,6 milhões de euros (6,4%) face ao período homólogo, indicou a Entidade Orçamental.

“Em julho de 2025, a receita fiscal acumulada do subsetor Estado totalizou 35.553,6 milhões de euros”, revelou a síntese de execução orçamental hoje divulgada.

Este valor representa assim um acréscimo de 2.126,6 milhões de euros ou de 6,4% em comparação com o período homólogo.

Do lado dos impostos diretos houve um crescimento de 501,4 milhões de euros (+3,2%), devido à evolução da receita líquida do IRS — Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares, que cresceu 14,4%.

Por sua vez, a receita líquida de IRC — Imposto sobre o rendimento de pessoas Coletivas baixou 670,1 milhões de euros ou 9,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esta evolução tem em conta o aumento dos reembolsos em 172,9 milhões de euros (38,4%) e a redução dos pagamentos de autoliquidação.

Já nos impostos indiretos houve uma evolução de 1.625,2 milhões de euros (9,1%), face ao período homólogo, que foi justificada pelo desempenho da receita líquida do IVA — Imposto sobre o valor Acrescentado (1.206,8 milhões de euros).

Destaca-se também o acréscimo da receita líquida do ISP — Imposto sobre os Produtos Petrolíferos em 11,6% e do Imposto sobre o Tabaco em 18%, relativamente ao período homólogo.

Sem o efeito da prorrogação do pagamento de IVA, a receita deste impostos cresce 9,4% face a 2024.

“Assim, excluindo este efeito e o pagamento de impostos diferidos em sede de IRC, em fevereiro de 2024 (117 milhões de euros), a receita fiscal apresentou um crescimento homólogo de 6,1% (2.044,3 milhões de euros)”, precisou.

Emirates continua a ir ao pote e é João que “pica” as abelhas: Vine lidera montanha, Ayuso vence etapa e João volta a atacar

A camisola vermelha mudou de mãos pela terceira vez em três dias, com Jonas Vingegaard a recuperar o topo da classificação geral a David Gaudu depois do contrarrelógio coletivo ganho pela UAE Team Emirates com oito segundos de vantagem sobre a Visma Lease-a-Bike e depois Torstein Traeen a aproveitar o sucesso da fuga na primeira etapa a passar por Andorra para subir à liderança da geral, mas o sucesso do corredor da Bahrain acabou por passar quase ao lado perante a primeira grande sentença na Vuelta: ainda numa fase mais prematura da subida final, Juan Ayuso “afogou”, acabou a mais de sete minutos dos principais favoritos e despediu-se da luta pela vitória na prova. Daí saiu uma certeza, uma dúvida e a grande incógnita.

Um copo de Vine a celebrar a veia heróica de João: Emirates vence etapa, perde Ayuso mas acaba com português a atacar

Certeza: João Almeida é o líder da Emirates, que voltou a fazer a festa em Pal com o grande triunfo de Jay Vine após saltar dos dez corredores em fuga e aguentar a margem “cavada” sem que a resposta conseguisse beliscar a vitória. Dúvida: após a queda abrupta de Ayuso na geral, e tendo em conta que acabou a dizer que sabia como estava e que a prioridade era preparar os Mundiais, até que ponto poderia o espanhol ser uma arma jogada pela equipa para defender o chefe de fila português. Incógnita: Vingegaard, que foi na roda de Giulio Ciccone num ataque que deixou de forma momentânea Almeida “cortado”, não quis atacar, preferiu não correr riscos ou não teve forças para fazer o contra-ataque após a chegada de Matteo Jorgensen à frente para ganhar vantagem sobre o português. A etapa entre a Andorra-a-Velha e Cerler podia trazer respostas.

Numa sexta-feira 13 de há três anos, Torstein Traeen soube que tinha cancro. Três anos depois, é camisola vermelha da Vuelta

Essa circunstância de corrida do dinamarquês levantou questões, embora tivesse ficado claro que a Visma pode mostrar melhores argumentos de defesa ao seu chefe de fila do que a Emirates, mas a forma como João Almeida respondeu ao momento de adversidade mostrou bem que, mesmo não tendo a preparação ideal para esta Vuelta na sequência da fratura na costela feita depois da queda no final da primeira semana do Tour, quer marcar uma posição no pelotão. Mais: o português conseguiu o mais complicado, que era “fechar” após o ataque de Ciccone com Vingegaard a colar de imediato na sua roda, mas não quis ficar por aí, fazendo de imediato um ataque que estreitou mais o grupo antes de nova ofensiva perto da meta para tentar ainda ganhar uns segundos (que não conseguiu). Em dia de dúvidas numa Emirates em festa pelo sucesso de Jay Vine mas preocupada com a quebra abrupta de Juan Ayuso, o português afirmou-se como uma certeza.

“Aproveitei a fuga para tentar vencer a etapa. Se a fuga não vingasse, trabalharia no pelotão. Conheço bem estas estradas. Moro aqui e a subida de Comella é a minha favorita em Andorra. Decidi acelerar no topo e conheço muito bem a descida. Pensei ‘Esta é a minha oportunidade de escapar’ e fui. Recebi a chamada para esta corrida há cerca de quatro semanas, não estava no meu calendário original. Vencer em Andorra, à frente da minha mulher e do meu filho, é incrível e muito motivador”, salientou Jay Vine após o triunfo em Pal. “A camisola da montanha não era o objetivo mas fui à procura do topo na primeira subida para perceber quem estava interessado na fuga. Não sei se vou conseguir defendê-la mas vou tentar. Estamos aqui para ganhar a Vuelta e quero fazê-lo com o João [Almeida]. Ele está numa forma incrível e temos uma boa equipa para o apoiar”, assegurou ainda o australiano, falando sobre os objetivos da Emirates na Vuelta.

“Continuo a dizer o mesmo que disse desde o dia 1 da Vuelta, ainda antes de começar: o meu planeamento não era ir para a geral. A equipa quis testar-me. Tentei, não me senti bem e acabei por deixar-me levar. A partir de agora, quero ajudar a equipa e começar a preparar da melhor forma os Mundiais. Sabia ao que vinha e tenho os meus olhos colocados noutras coisas. Isto não é o Giro, que foi uma contrariedade muito dura, aqui levei bem. O [João] Almeida está bem, que é o mais importante, e vamos tentar ajudá-lo e lutar por alguma etapa”, assumiu Ayuso, num discurso “conformado” depois da quebra que teve na subida.

A “resposta” demorou menos de 24 horas. Numa etapa longa que começou com a notícia da desistência de Cristian Rodríguez, da Arkéa, Edwin Planckaert, Pierre Thierry, Jonas Wilsly e Gal Glivar saíram rápido para a fuga mas não demoraram a ter companhia e de peso: numa primeira instância, Javi Romo, Nico Denz, Oliver Knight e Patrick Eddy; mais tarde, o próprio Juan Ayuso. As cartas começavam a ser lançadas, sendo que até o atual camisola vermelha, Torstein Traeen, entrou num grupo perseguidor onde iam também Jay Vine, Pablo Castrillo e Raúl García Pierna, entre outros. Estavam decorridos apenas 30 quilómetros da sétima etapa mas as movimentações eram muitas, tendo Juan Ayuso sozinho na frente com Raúl Garcia Pierna na perseguição e o pelotão a neutralizar os restantes fugitivos por ação da Visma e da Bahrain.

Foi nessa fase que saltou para a ribalta Mads Pedersen (Lidl-Trek), sem medo dessa primeira subida ao Port del Cantó, juntando-se depois Raúl García Pierna (Arkéa), Marco Frigo (Israel-Premier Tech), Harold Tejada (XDS Astana), Brieuc Rolland (Groupama FDJ), Damien Howson (Q36.5 Pro Cycling Team), Kevin Vermaerke (Picnic PostNL), Eduardo Sepúlveda (Lotto), Sean Quinn (EF Education), Joel Nicolau (Caja Rural) e Jardi Van der Lee (EF Education) a 20 segundos de Ayuso, tendo ainda o pelotão a controlar a desvantagem com menos de um minuto. Só depois dessa passagem o corredor espanhol da Emirates foi alcançado, ficando a seu lado com mais 12 corredores. numa fuga que parecia finalmente estabilizar e que chegava à abordagem ao Port de la Creu de Perves com um avanço de cerca de quatro minutos.

Eduardo Sepúlveda ainda sentiu dificuldades nessa segunda de quatro subidas do dia, com o pelotão a fazer um ligeiro corte na diferença para 3.45 minutos que mantinha em aberto os dois cenários: vitória da fuga ou entrada em conjunto na derradeira montanha. A luta pelos pontos estava ao rubro, com Jay Vine a bater os rivais diretos Joel Nicolau e Sean Quinn antes de nova descida que tinha Mads Pedersen como o maior interessado, na tentativa de somar mais pontos para a camisola verde antes da terceira subida. Juan Ayuso mantinha-se também no grupo da frente, confirmando que poderá ser uma carta para ser jogada pela Emirates na defesa de João Almeida caso se mantenha assim sobretudo na segunda semana de Vuelta. No final dessa descida, a fuga continua a manter a fasquia dos quatro minutos de avanço sobre o pelotão.

“Foi uma etapa complicada, com frio e chuva, mas no final correu bem que é o que interessa. Quando houve o ataque do Ciccone, esperei pela melhor fase para reagir, ataquei mas ficou tudo na mesma. Vamos ver o que esperar desta etapa, veremos o que se pode fazer no final do dia”, comentava de forma lacónica João Almeida numa entrevista ao Eurosport gravada antes do início da etapa. Ou seja, jogo fechado, fichas guardadas e os habituais “veremos” para não dar trunfos aos rivais quando tinha dois companheiros de equipa na fuga para Jay Vine reforçar a liderança da montanha. Ainda assim, e entre o “jogo” do australiano pelos pontos no Coll de L’Espina (com várias bandeiras da Palestina nos dois lados da estrada), a vantagem da fuga começava a encurtar para 3.30 minutos deixando tudo em aberto para os 45 quilómetros que faltavam até à meta.

“Ontem [Quinta-feira] tivemos um bom dia, mostrámos que temos uma equipa muito forte. Podemos ter perdido a camisola vermelha mas ganhámos tempo a alguns adversários como o Ayuso. Perspetivas? É uma subida estranha no fim, vamos ver o que as outras equipas vão fazer para depois atuarmos”, destacava também Jonas Vingegaard em mais uma entrevista ao Eurosport gravada antes da partida. Os quilómetros iam passando, a meta estava mais perto (40km), a diferença entre os 12 corredores em fuga e o pelotão ia mantendo a fasquia dos 3.30 minutos, voltando a subir para quase quatro minutos a 30 quilómetros do fim. Podia ser apenas uma visão aparente mas as hipóteses da fuga vingar começavam aos poucos a crescer.

Jay Vine ia olhando para trás para perceber quem poderia puxar mais pela fuga. Percebia-se que, depois de ter somado vários pontos na montanha, era uma possível “cartada” da Emirates caso os fugitivos vingassem, com essa nuance de ter agora um companheiro de equipa (Juan Ayuso). O australiano tentava forçar o ritmo mas atrás começavam as principais equipas em busca da melhor colocação para a chegada a Huesca La Magia, o que cortou a diferença para três minutos a cerca de dez quilómetros do final já com Mads Pedersen a deixar-se cair à espera do pelotão. Foi nessa fase que Ayuso atacou, com Marco Frigo a tentar colar na roda do espanhol e Sean Quinn também a responder, deixando Jay Vine para trás com a “sua” missão cumprida.

Frigo resistiu e colou a Ayuso, enquanto na parte de trás era a Visma que começava a marcar o ritmo tendo João Almeida colocado na frente perto das “abelhas”. Os três minutos podiam ser curtos face ao aumento da cadência do pelotão mas o espanhol estava apostado em vingar a “derrota” da véspera, quase deixando a ideia de que na chegada a Pal desistiu mais cedo também para poupar forças. Frigo e Raúl Garcia Pierna iam a 40 segundos, o pelotão com seis elementos da Visma na frente seguia a 3.15 do espanhol trocando Victor Campenaerts por Wilco Kelderman a puxar. Mikel Landa começava a pedir ajuda pelo rádio, naquela que foi a primeira quebra no grupo dos favoritos, Ayuso mantinha a vantagem, a Emirates tentava manter Felix Grosschartner e Marc Soler ao lado de João Almeida com o espanhol a aumentar o ritmo a pedido do chefe de fila português. Afinal, nem tudo passaria pela Visma e a resposta da Emirates foi muito afirmativa.

João Almeida foi mesmo para o ataque, com Vingegaard e Ciccone a colarem tendo Egan Bernal a tentar ir ainda à luta sem sucesso e Sepp Kuss a não ter capacidade de resistência. Era entre estes três que recaíam as atenções, com um ligeiro desacelerar a permitir que Egan Bernal voltasse a colar e Kuss a arrancar para uma resposta pronta de Ciccone e do português. A fase de descida permitiu que todos se voltassem a juntar mas o aviso estava deixado perante a forma como o grupo partiu quando João Almeida arrancou. Lá na frente, com mais de um minuto de avanço sobre Frigo e Pierna, Juan Ayuso coroou o seu dia de glória depois do desastre, com tudo em aberto para possíveis ataques por uns segundos no final antes de Marc Soler sair para a frente sem resposta antes da chegada de todos os favoritos em mais um “empate técnico”.

Em atualização

Fábio Silva no Borussia Dortmund

O Borussia Dortmund oficializou a contratação do avançado Fábio Silva.

O português, novo número 21, assina contrato até 2030 com o clube alemão.

Os valores do negócio não foram divulgados, mas devem rondar os 22 milhões de euros, mais objetivos.

Fábio Silva deixa de ter contrato com o Wolverhampton, clube onde tinha chegado em 2020.

Na época passada, cedido ao Las Palmas, o avançado formado no FC Porto marcou dez golos em 25 jogos.

Levantada interdição a banhos na Praia da Vieira na Marinha Grande

A interdição a banhos da Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, foi levantada esta sexta-feira, após análises terem revelado conformidade para o uso balnear, disse à agência Lusa fonte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Na tarde de quinta-feira, a Praia da Vieira foi interditada a banhos depois de análises terem indicado contaminação, segundo o Departamento de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria.

Após novas análises, o delegado de saúde regional do Centro determinou o levantamento da interdição da prática balnear naquela praia, com efeitos imediatos. Esta foi a segunda vez este mês que a Praia da Vieira esteve interditada a banhos.

A primeira ocorreu na sequência de uma avaria, registada no dia 12, na estação elevatória de Monte Real, no concelho de Leiria, que obrigou à descarga de milhares de metros cúbicos de efluentes não tratados para o rio Lis, que desagua na Praia da Vieira, e em valas de rega.

A APA estimou que entre 20 mil e 25 mil metros cúbicos de esgoto bruto foram lançados ao rio Lis, segundo o seu presidente, Pimenta Machado, que classificou o acidente como “grave, com implicações graves”, para o rio Lis e a Praia da Vieira.

A avaria naquela estação, infraestrutura da responsabilidade da Águas do Centro Litoral (AdCL), ficou ultrapassada na madrugada de dia 14 e a interdição a banhos na Praia da Vieira foi levantada dois dias depois.

Na ocasião, o Município de Leiria desaconselhou atividades no troço do rio Lis a jusante de Monte Real, como captações para rega, banhos e pesca.

Na quinta-feira, o presidente do Conselho de Administração da AdCL, Alexandre Tavares, pediu a demissão.

Numa mensagem eletrónica enviada a várias entidades e à qual a Lusa teve acesso, Alexandre Tavares começou por dizer que a empresa “não tem evidências de que a nova interdição da Praia da Vieira”, no concelho da Marinha Grande, na tarde de quinta-feira, “tenha correlação com qualquer avaria ou limitações no sistema de bombagem e transporte em saneamento ou de tratamento na ETAR [estação de tratamento de águas residuais] do Coimbrão”, no município de Leiria.

Porém, existe um facto “de manobra no autómato” na estação elevatória da Passagem, em Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, na segunda-feira, e reportado à APA “como nas melhores práticas, que não pode “ser excluído de ter uma contribuição, nem que diminuta, para os níveis de contaminação biológica encontrados”.

Alexandre Tavares assegurou que a AdCL está a “averiguar qualquer causalidade que possa relacionar estes factos, fazendo uma nova campanha de monitorização”.

“Procurando preservar o bom nome da Águas do Centro Litoral, SA, enquanto empresa que presta um serviço e missão essencial, vem o presidente do Conselho de Administração apresentar a sua demissão”, escreveu Alexandre Tavares, que se disponibilizou “para o apuramento dos factos, por incipientes que sejam, para a causa desta interdição”.

A Águas do Centro Litoral tem a concessão, por um período de 30 anos, até 2045, da exploração e da gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Centro Litoral de Portugal.

Esta é uma sociedade constituída em 2015 e participada pela Águas de Portugal, SGPS, SA e por 29 municípios distribuídos pelos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Porto e Santarém, servindo uma área geográfica de 5.485 quilómetros quadrados.

A Lacoste “afogou” o icónico crocodilo e transformou-o numa cabra

Um grande como “Le Crocodile” reconhece grandeza. Marca francesa quis homenagear o tenista Novak Djokovic, o GOAT. A Lacoste, conhecida pelo seu emblemático logótipo de crocodilo bordado, especialmente, nos polos, decidiu fechar a boca ao réptil mais famoso da moda. Na nova edição limitada da marca francesa, o predador verde não está nos produtos: é substituído por uma cabra. A mudança de branding trata-se nada mais nada menos de uma homenagem ao tenista Novak Djokovic, detentor de 24 títulos de Grand Slam e considerado um dos maiores jogadores masculinos de sempre, que a marca considera ser o “GOAT” — a

Ayuso ganha etapa da Vuelta

O espanhol Juan Ayuso (UAE Emirates) venceu a etapa 7 da Volta a Espanha em bicicleta, após fuga, entre Andorra e Cerler Huesca La Maglia.

Ayuso ganhou etapa – tapando os ouvidos à chegada – depois de ontem ter perdido quase oito minutos para os homens da frente.

A tática dos homens da UAE Emirates continua a levantar dúvidas. Jay Vine também voltou a tentar fugir e só Marc Soler estava com o português.

A 2.35 minutos chegou o grupo dos favoritos, com João Almeida, Jonas Vingegaard (Visma) e Giulio Ciccone, entre outros, incluindo o norueguês Torstein Traeen (Bahrain) a manter a camisola vermelha.

Após esta etapa, na geral, Almeida recupera o terceiro lugar, a 2.41 minutos, enquanto Vingegaard é segundo (a 2.33) de Traeen.

[em atualização]

Benfica. Sudakov já está em Lisboa

O médio ofensivo Georgiy Sudakov está em Lisboa para reforçar o Benfica.

O internacional ucraniano, de 22 anos, vai agora realizar testes médicos e exames físicos antes de assinar contrato com os encarnados.

Sudakov ainda jogou esta quinta-feira pelo Shaktar Donetsk e viajou, em voo privado, para Tires, acompanhado por Rui Pedro Braz, o diretor desportivo da equipa da Luz.

O negócio deve ser fechado por uma verba a rondar os 27 milhões de euros, mais cinco por objetivos.

A camisola 10 do Benfica deve ser para Sudakov.

Lisboa, 11 Set’ 2025: Workshop sobre inovação e sustentabilidade na promoção turística

No dia 11 de setembro 2025, Lisboa vai acolher o workshop “Inovação e Sustentabilidade na Promoção dos Destinos”. Vai  reunir, no Pátio da Galé (Praça do Comércio), autoridades, especialistas e líderes de diferentes setores para debater como inovação, sustentabilidade e cooperação internacional podem reposicionar territórios, culturas e marcas num mercado cada vez mais competitivo. O evento faz parte do Brasil Origem Week (BOW), que acontece entre 11 a 14 de setembro. A participação no workshop é gratuita mas tem de fazer a inscrição prévia.

“A promoção de destinos vai muito além do turismo. Trata-se de criar narrativas consistentes que unam identidade, cultura, sustentabilidade e inovação. Esse workshop nasce para ampliar o olhar sobre como Brasil e Portugal podem se fortalecer mutuamente nesse processo de posicionamento internacional”, afirma Marco Lessa, fundador do Grupo M21 e da Casa Brasiliana, além de idealizador do Brasil Origem Week e do Chocolat Festival.

BOW - Workshop “Inovação e Sustentabilidade na Promoção dos Destinos”

BOW – Workshop “Inovação e Sustentabilidade na Promoção dos Destinos”

Workshop “Inovação e Sustentabilidade na Promoção dos Destinos”

A abertura oficial do Workshop acontece às 16h00, com a presença de Washinton Quaquá, prefeito de Maricá (RJ); Valderico Júnior, prefeito de Ilhéus (BA); Juliano Féres Nascimento, embaixador do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; Lanns Almeida, superintendente da Assistência Técnica e Extensão Rural, representando o governador Jerônimo Rodrigues; Paulo Matheus, diretor da Apex Brasil em Portugal; Vitalino Canas, presidente do FIBE; além dos senadores brasileiros Veneziano Vital do Rêgo e Teresa Leitão e da deputada federal Lídice da Mata, entre outros.

Na sequência, o painel “Brasil: Um País, Tantos Destinos – Diversidade, Sustentabilidade e Estratégias para a Promoção Internacional” trará reflexões de gestores brasileiros sobre como diferentes regiões podem construir estratégias globais de visibilidade.

O evento também contará com o painel “Conexões que Inspiram – Portugal e Brasil no Mapa da Cooperação”, com a participação de Carla Salsinha, Presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Tiago Quaresma, Administrador do Grupo O Valor do Tempo e Vice-Presidente da AHRESP, além da engenheira Susana Leitão, Diretora da AHRESP..

O encerramento será marcado pelo workshop “O Novo Luxo – Essência, Valor e Propósito”, conduzido por Jota Marques, que apresentará como marcas de diferentes setores estão reinventando a ideia de luxo através da autenticidade, da experiência e da ligação genuína com os territórios.

O evento integra a programação do Brasil Origem Week, que promove conexões culturais e empresariais entre Brasil e Portugal, reforçando a relevância do turismo sustentável como vetor de desenvolvimento econômico e social. O BOW acontece de 11 a 14 de setembro no Pátio da Galé e terá feira de produtos, gastronomia, exposição de artes e fotografias, além de oportunidade de negócios e um workshop sobre internacionalização.

A realização do BOW Lisboa é da MVU Portugal. A prefeitura de Maricá e de Ilhéus são parceiras do evento, assim como o governo do estado da Bahia.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO EVENTO

ABERTURA OFICIAL E WORKSHOP INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE NA PROMOÇÃO DOS DESTINOS

16h00 – Abertura Oficial

Participação de convidados e autoridades brasileiras e portuguesas

16h15 – Boas-vindas | Marco Lessa | Fundador do Grupo M21 + Casa Brasiliana e idealizador do Brasil Origem Week

16h30 – Brasil: Um País, Tantos Destinos – Diversidade, Sustentabilidade e Estratégias para a Promoção Internacional

• Representante do Governo da Bahia

• José Alexandre de Almeida | Secretário de Turismo de Maricá – RJ

• Maurício Tavares | Secretário de Turismo de Ilhéus – BA

17h00 – Painel: Conexões que Inspiram – Portugal e Brasil no Mapa

da Cooperação Turística

• Carla Salsinha | Presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa

• Tiago Quaresma | Administrador do Grupo O Valor do Tempo e Vice-Presidente da AHRESP

•Engenheira Susana Leitão | Diretora da AHRESP

17h45 – Workshop: O Novo Luxo – Essência, Valor e Propósito

Como marcas estão reinventando o luxo através da autenticidade e da

experiência

• Jota Marques | Experience Designer

SOBRE MARCO LESSA

Empreendedor, empresário e sonhador, Marco Lessa nasceu em Guanambi, no sertão da Bahia e encontrou o seu propósito em Ilhéus. A memória do aroma de chocolate vindo das moageiras de cacau; ter produzido a novela “Renascer”, da TV Globo; conhecer a realidade dos produtores locais e acreditar no potencial de desenvolvimento económico e social do Sul da Bahia, moldaram o seu coração em forma de cacau e despertaram o desejo de ajudar a transformar a sociedade.

Marco construiu e consolidou a sua carreira de publicitário, promotor de eventos e incentivador do turismo em Ilhéus, quando decidiu criar uma plataforma para resgatar a força histórica da mais importante região produtora de cacau do Brasil. Foi assim que em 2009 surgiu o Chocolat Festival, que se transformou no maior e mais relevante evento de chocolate e cacau do país e que também chegou a França, Bélgica e Portugal. Hoje, ele é CEO do Grupo M21, uma organização privada brasileira multiplataforma que atua nos mercados de eventos e comunicação.

BOW - Workshop “Inovação e Sustentabilidade na Promoção dos Destinos”

BOW – Workshop “Inovação e Sustentabilidade na Promoção dos Destinos”

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