Valência. La Tomatina recebeu 22 mil pessoas e 120 toneladas de tomate


A cidade de Buñol, em Valência, voltou a pintar-se de vermelho. Todos os anos, na última quarta-feira de agosto, a cidade industrial recebe o dobro dos seus habitantes para lutarem uns contra os outros. A arma de batalha é o tomate.
Para esta 78.º edição da Tomatina, juntaram-se 22.000 pessoas para lançar 120 toneladas de tomates. A pequena cidade espanhola de cerca dez mil habitantes, tornou-se no “epicentro do mundo”, afirmou membro da comissão de festas de Fiestas y Tomatina ao El País. Esta primeira Tomatina desde as cheias de 29 de outubro do ano passado na província de Valência em que morreram 228 pessoas, foi batizada com um nome diferente: Tomaterapia.
Na quarta-feira, às 12h30, com um tiro de partida, a festa começou. Seis camiões carregados de tomate iniciaram a luta, com voluntários a atirar a fruta de dentro dos carros diretamente para a multidão.
As munições para este festival são cultivadas exclusivamente para a Tomatina, esclareceu o autarca do município ao jornal espanhol. Cultivados na Extremadura, os tomates escolhidos têm um formato de pera e são impróprios para consumo humano.
Para além da luta de tomates, a multidão tem mais uma competição — o “Palo Jabón”, o Poste de Presunto Japonês. O poste untado com graxa é o outro marco deste festival, muitos tentam subir, chegar ao topo e “baixar o presunto”. Este ano, foi um jovem indiano que o levou para casa, como prémio.
Apesar de ser uma tradição espanhola, muitos dos que a frequentam são estrangeiros. O festival tornou-se popular entre a comunidade indiana, depois da estreia de “Zindagi na milegi dobara” (Só se vive uma vez), de 2011. No filme, é contada a história de três amigos que viajam para Espanha para participar neste evento.
Este ano, tal como aconteceu noutros festivais de Espanha e pela Europa, as roupas foram acompanhadas por bandeiras e faixas pela Palestina, mostrando solidariedade.
Os óculos de natação ajudavam a ver melhor, mas o chão coberto de “molho de tomate” tornava difícil manter-se em pé. A festa continuou até ao fim do dia. E acabou como começou, com um tiro.