Primeiro “choque” em 30 anos na saúde nos EUA. Motivo: vacina COVID para bebés e crianças

Calendário de vacinação da Academia Americana de Pediatria não encaixa nas ideias do CDC. Uns recomendam vacina, outros não. A vacinação contra a COVID-19 para os mais pequenos acabou de originar o primeiro “choque” entre a Academia Americana de Pediatria (AAP) e o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC). Nesta terça-feira, a AAP divulgou um calendário de vacinação, no qual recomenda que todos os bebés dos 6 aos 23 meses tomem a vacina contra a COVID-19, já em 2025/26. Mas o CDC não recomenda a vacinação de rotina contra a COVID-19 para bebés e crianças. Curiosamente, a AAP

Incêndios: Zero alerta para atrasos no Plano de Intervenção da Floresta

A associação ambientalista Zero alertou hoje para os atrasos no Plano de Intervenção da Floresta e, segundo a sua avaliação, quase metade das medidas a curto prazo estão atrasadas.

De acordo com a análise feita pela Zero, e sublinhando a “ausência de informação pública” relacionada com esta matéria, a associação ambientalista indicou em comunicado que, das 62 ações de curto prazo que constam no Plano de Intervenção da Floresta apresentado em março deste ano, “cerca de 29 iniciativas aparentam estar em atraso”.

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Se as contas forem feitas tendo em conta o total de metas individuais estabelecidas pelo Governo, das mais de 90 iniciativas, “pelo menos 42 aparentam estar atrasadas, representando cerca de 46% do total de compromissos para o ano corrente”, acrescentou a Zero.

Entre as medidas em atraso, a Zero identificou algumas prioritárias no âmbito da revisão do regime jurídico da propriedade rústica, dos apoios e incentivos, dos sapadores florestais e da avaliação de instrumentos de gestão.

Para a associação ambientalista, é fundamental que o Governo explique no próximo dia 27 de agosto, durante o debate de urgência que vai acontecer no Parlamento, a razão destes atrasos e qual a sua visão a longo prazo para as florestas.

“O financiamento previsto parece estar claramente aquém das necessidades reais, correndo-se o risco de transformar uma boa intenção em mais um exercício incompleto, sem impacto concreto no terreno”, acrescentou a associação, apontando ainda que “é indispensável realizar uma avaliação rigorosa dos custos de investimento necessários”.

Plano para limpar um milhão de hectares de floresta atinge menos de metade da meta

A Zero sublinhou ainda que o recém plano para as florestas é semelhante ao anterior. “Quem o criou [ao Plano de Intervenção da Floresta] parece ter esquecido de que já existia o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais 20-30, onde estão muitas das medidas que vieram a constar do nosso plano”, explicou.

Neste âmbito, a associação ambientalista defendeu que o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais 20-30 não deve ser esquecido e que a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) deveria voltar a ser tutelada diretamente pelo primeiro-ministro.

Outra proposta da Zero é a de que deveria ser feita uma reforma estrutural da propriedade rústica, integrando estas propriedades em Unidades de Gestão da Paisagem.

Portugal continental tem sido afetado por incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Os fogos já provocaram quatro mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual dispõe de dois aviões Fire Boss, um helicóptero Super Puma e dois aviões Canadair.

Segundo dados oficiais provisórios, até 23 de agosto arderam cerca de 248 mil hectares no país, mais de 57 mil dos quais só no incêndio que teve início em Arganil.

Temperaturas mais suaves com possibilidade de chuva fraca ou aguaceiros

As temperaturas máximas vão descer este domingo, dia em que há a possibilidade de chuva fraca ou chuvisco no Litoral a norte do Cabo Raso até ao meio da manhã.

À Renascença, a meteorologista da IMPA Patrícia Marques sublinha que “vamos ter a temperatura mais dentro daquilo que é normal para a época do ano e um bocadinho melhor para os incêndios”.

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Já em termos de humidade relativa, Patrícia Marques diz que houve praticamente recuperação em todo o território, à exceção das zonas dos incêndios, ou seja, nas zonas dos distritos de Castelo Branco e Santarém.

As temperaturas mínimas devem oscilar entre os 14º C, em Braga e na Guarda, e os 18ºC, em Faro, e as máximas entre os 22ºC, em Viana do Castelo, e os 34ºC, em Bragança e Évora.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o céu deve apresentar períodos de muito nublado, apresentando-se em geral muito nublado no litoral oeste até ao fim da manhã e temporariamente pouco nublado ou limpo durante a tarde.

O vento soprará em geral fraco de vários rumos, tornando-se fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante oeste a partir do fim da manhã, soprando por vezes forte (até 40 km/h) nas terras altas a partir da tarde.

“Vamos ter durante o dia um período mais calmo em que se calhar há a hipótese de debelar os incêndios por completo”, assinala Patrícia Marques.

De acordo com o IPMA, mais de 50 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Portalegre encontram-se este domingo em perigo máximo de incêndio rural.

AMD ameaça o domínio histórico da Intel

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AMD cresce em todos os segmentos e já ameaça o domínio da Intel que dura há décadas.

A rivalidade entre a AMD e Intel continua a intensificar-se e os dados mais recentes, referentes ao primeiro semestre de 2025, confirmam um cenário cada vez mais competitivo. A Intel mantém o controlo da maioria do mercado de processadores, mas a AMD está a ganhar terreno precisamente nos segmentos que mais pesam em termos de rentabilidade.

Se olharmos para os números relativos ao segundo trimestre, repara-se que a AMD detém 23,9% do mercado em volume de processadores vendidos. Embora represente uma ligeira descida face ao trimestre anterior (-0,2%), a tendência anual é positiva, com uma subida de 2,8%. O dado mais significativo, contudo, está na receita: a empresa alcançou 27,8% de quota em valor, mais 9,8% do que durante o mesmo período de 2024. A discrepância entre unidades vendidas e receitas traduz uma mudança estrutural: a AMD já não compete apenas pelo volume, conseguindo vender modelos premium com margens elevadas. A Intel, que ainda controla três quartos do mercado em volume, está a perder precisamente nos processadores de topo.

O segmento de computadores de secretária confirma-se como o território mais fértil para a empresa de Lisa Su. A AMD atingiu 32,2% do mercado em unidades no segundo trimestre, um crescimento anual de 9,2%. Do lado da Intel, a quota recua para 67,8%, quando em 2016-2018 a relação era esmagadora, de nove para um.

Na verdade, o avanço da AMD é ainda mais expressivo: 39,3% da receita global de desktops já pertence à empresa, mais 20,5% do que há um ano. O êxito deve-se, sobretudo, à procura pelos Ryzen 9000, em particular os Ryzen 7, Ryzen 9 e as versões X3D, que conquistaram tanto gamers como profissionais.

Os dispositivos móveis continuam a ser o calcanhar de Aquiles

Nos processadores móveis, o domínio continua a ser da Intel. A empresa detém 79,4% do mercado em volume, tendo até reforçado a posição no último trimestre. A quota da AMD recuou para 20,6%, após duas descidas consecutivas. Ainda assim, nem tudo são más notícias para a rival. Apesar das dificuldades em convencer fabricantes de portáteis a integrar os Ryzen AI, a AMD conseguiu elevar para 21,5% a sua fatia de receitas no segmento móvel, mais 3,9% do que em 2024. Isto sugere que os modelos que chegam ao mercado são de gama mais alta e contribuem para melhorar a rentabilidade.

Intel resiste, mas com margens a encolher

Apesar da perda de espaço nos segmentos mais lucrativos, a Intel continua a vender mais processadores em todas as frentes. A sua presença no mercado de consumo de massas mantém-se inabalável. Contudo, os Core Ultra 200, criados para disputar o segmento avançado, não estão a ter a adesão esperada, deixando a AMD a capitalizar a procura por soluções premium.

Aquaterra garante que produção de tangerinas consome menos água que a de abacates

O grupo Aquaterra, através de e-mail enviado ao PÚBLICO, assume que a plantação de um pomar de tangerinas que pretende instalar em Alcácer do Sal, consome menos água que a produção de abacates. O projecto que se encontra em discussão pública até 10 de Setembro próximo “sofreu alterações significativas face à sua versão inicial”, assegura o grupo económico.

Enumerando as diferenças “significativas” entre o projecto dos abacates e a cultura de tangerinas, o grupo Aquaterra destaca a “redução em 47% de necessidades hídricas face ao projecto inicial” dos abacates.

Recorde-se que este projecto previa inicialmente o consumo de “4,33 hectómetros cúbicos (hm³) por ano” mas, conforme refere o parecer da Comissão de Avaliação (CA) do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), foi reduzido para 2,28 hm³/ano. Esta primeira versão acabou por ser reformulada e a empresa propôs o consumo de “3,95 hm³/ano”, que a CA baixou para “2,28 hm³/ano)”. Para o projecto do pomar de tangerinas, o EIA avança para uma necessidade de água de 2,85 hm3/ano.

Em síntese, a Aquaterra compara o valor previsto no consumo de água entre os 3,95 hm3/ano que o grupo propôs, através da empresa Expoente Frugal, para a cultura de abacates, e os 2,85 hm3/ano que agora avança para o pomar de tangerinas, que na sua análise representa uma redução de 42% no consumo de água para rega. O PÚBLICO baseou a sua interpretação sobre consumos entre o caudal que a CA impôs (2,85 hm3/ano) e os 2,28 hm3/ano que a empresa avança para a produção de tangerinas.

A Aquaterra esclarece ainda que a opção por culturas como a tangerina e o abacate “assenta não apenas na sua relevância nutricional e procura de mercado, mas também na racionalidade económica da utilização da água”. São culturas que “permitem gerar maior valor acrescentado por metro cúbico de água utilizado, contribuindo para uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos nacionais”.

Comentando o impacto cumulativo de água para rega, a Aquaterra salienta que os dados dos últimos cinco anos (2019-2023), “disponíveis no SNIRH e recolhidos a partir da maioria dos piezómetros que integram a rede de monitorização quantitativa do aquífero, não revelam qualquer tendência significativa de descida dos níveis freáticos, contrariando a ideia de sobreexploração generalizada”.

Agricultores preocupados

Esta leitura não colhe junto da Associação de Agricultores de Alcácer do Sal (AAAS). Numa carta enviada à Comissão de Coordenação Regional (CCDR) Alentejo, na sequência do chumbo do projecto dos abacates em Setembro de 2024, assumiram estar “altamente preocupados” com a falta de monitorização das águas subterrâneas. Alertavam ainda para os “impactos muito sérios no consumo de água” causados pela “implementação de muitos projectos (turísticos e agrícolas) de grande dimensão” instalados na zona.

Com a pressão que está a ser exercida neste aquífero da Bacia do Tejo-Sado/Margem Esquerda, a AAAS diz saber que há zonas que estão “em linha amarela e linha vermelha”, no nível piezométrico dos aquíferos.

Engenharia Aeroespacial no Porto com média mais alta de 19,43 valores

Engenharia Aeroespacial, Medicina, Matemática Aplicada à Economia e Gestão e Bioengenharia voltam a ser os cursos em que só ficaram colocados alunos com uma média mínima de 18 ou mais valores.

Engenharia Aeroespacial, na Universidade do Porto, volta a ser este ano o curso com a média mais elevada: O último aluno a conseguir uma das 30 vagas disponíveis na 1.ª fase teve uma média de 19,43 valores, segundo os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) hoje divulgados.

Mas há outros 13 cursos ministrados nas universidades do Minho, Porto, Aveiro e Lisboa e um no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave – Escola Superior de Tecnologia em que só entraram alunos com notas de excelência.

Logo a seguir a Engenharia Aeroespacial surge o curso de Engenharia de Sistemas Informáticos, em regime pós-laboral, do Politécnico de Cávado e do Ave, em que o último aluno a entrar teve uma média de 18,95 valores, um valor muito acima do registado nos últimos anos.

A instituição abriu 32 vagas, mas só ficaram colocados quatro alunos, uma exceção entre os cursos de excelência.

Seguem-se os cursos de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho (18,85 valores), Engenharia e Gestão Industrial, na Universidade do Porto (18,65 valores), e Medicina, também no Porto, com 18,53.

Veja se entrou: 90% dos estudantes colocados na 1.ª fase do ensino superior

Só depois surgem dois cursos da Universidade de Lisboa: Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) com 18,51 valores, e Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico com 18,50.

Por oposição a estes cursos, existem outros 41 em que nenhum aluno terá concorrido, uma vez que não foi ocupada nenhuma das quase mil vagas abertas: São quase todas formações ministradas em institutos politécnicos e na maioria na área das engenharias.

Este ano concorreram à 1.ª fase menos de 50 mil alunos e nove em cada 10 candidatos já ficaram colocados, mas sobraram 11.513 vagas que estão disponíveis para a 2.ª fase e oferecem formações variadas, desde engenharias, gestão ou enfermagem.

A lista disponibilizada pelo Ministério da Educação mostra muitos cursos com vagas sobrantes, como Engenharia Informática do Instituto Politécnico de Bragança, em que só entraram 10 alunos sobrando agora 98 vagas, ou o curso de Contabilidade em regime pós-laboral do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL), que abriu 100 vagas mas só ficaram 33 colocados.

Na Escola Superior de Saúde de Santarém, a formação em Enfermagem também ficou com a maioria das vagas por ocupar, tendo sobrado 53 lugares, segundo a lista de mais de 11 mil cursos, em que apenas 558 viram todas as suas vagas ocupadas nesta 1.ª fase.

Entre os cursos sem vagas há formações para quem quer vir a ser professor, psicólogo, historiador, enfermeiro, engenheiro, artista ou engenheiro aeroespacial.

A informação é hoje disponibilizada no “site” da Direção-Geral do Ensino Superior (https://www.dges.gov.pt), onde se pode consultar dados para cada curso sobre vagas, número de colocados, nota de candidatura do último colocado.

Politécnicos alertam para diminuição de alunos e pedem alteração das regras de acesso

Num olhar mais geral, entre universidades e politécnicos, apenas o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa tem ligeiramente mais alunos colocados agora do que em 2024, ao contrário de todas as outras instituições que têm agora menos caloiros em relação ao ano passado.

Por oposição, a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril viu reduzir para metade os alunos colocados (menos 50,9% do que no ano passado).

Entre as universidades, os casos mais evidentes de perdas de alunos encontram-se nas ilhas: A Universidade da Madeira tem menos 25,1% de caloiros e a Universidade dos Açores 21,2%.

Já entre os Institutos Politécnicos destacam-se os da Guarda (-46,7%), de Tomar (-44,8%) e de Santarém (-43,1%).

Mais uma vez, os institutos politécnicos são os mais afetados pela redução de candidatos. O Instituto Politécnico de Bragança, por exemplo, ficou com mais de metade das 2.044 vagas por ocupar.

Também os politécnicos da Guarda, Tomar, Castelo Branco, Santarém e Viana do Castelo ficaram com cerca de metade das vagas vazias, que agora poderão ser ocupadas na 2.ª fase.

Os alunos não colocados ou que pretendam mudar de curso podem candidatar-se à 2.ª fase que começa segunda-feira e termina a 3 de setembro.

Nunca mais se queixe das gaivotas: cagarra defeca 5 vezes por hora sobre os japoneses

Fazem-no sempre durante o voo: é uma estratégia de higiene. Cientistas querem agora investigar os alívios das gaivotas. Na passada segunda-feira, um estudo publicado na revista Current Biology revelou um comportamento insólito da cagarra-do-pacífico (Calonetris leucomelas): a ave marinha defeca, em média, cinco vezes por hora, com intervalos de quatro a dez minutos. Quase sempre durante o voo. A descoberta foi feita por investigadores da Universidade de Tóquio, que instalaram pequenas câmaras na parte inferior de 15 aves de uma colónia na ilha Funakoshi Ohshima, no Japão. Ao longo de cerca de 36 horas de filmagens, foram registados 195 episódios

Há menos alunos carenciados colocados no ensino superior

O número de alunos mais pobres colocados no ensino superior diminuiu em relação ao ano passado, assim como foram menos os que utilizaram as vagas criadas exclusivamente para estudantes com parcos recursos económicos.

Os resultados da 1.º fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior foram hoje divulgados e mostram que ficaram agora colocados 1.548 estudantes beneficiários de escalão A de Ação Social Escolar (ASE), dos quais 1.123 através desse contingente prioritário.

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No ano passado, os dados do ministério mostravam que tinham ficado colocados mais 107 estudantes com ASE A e mais 55 estudantes através deste contingente, criado em 2023 pelo anterior Governo, que passou a reservar 2% das vagas da 1.ª fase do concurso para os estudantes mais carenciados e que têm normalmente maiores dificuldades no acesso ao superior.

Nesta contabilidade poderá ter impacto a redução de menos nove mil candidatos à 1.ª fase, o que se traduziu em menos 12,1% de alunos colocados em relação ao ano passado: No entanto, dos quase 50 mil candidatos, cerca de 43 mil conseguiram uma vaga numa instituição de ensino superior pública (90%).

Veja se entrou: 90% dos estudantes colocados na 1.ª fase do ensino superior

Vários estudos têm alertado para o facto de o insucesso académico continuar a estar muito ligado à fraca situação socioeconómica, havendo mais chumbos e desistências entre os alunos de famílias mais pobres. Por outro lado, os mais privilegiados tendem a estar em maioria nos cursos superiores com notas de acesso mais elevadas.

A baixa presença de alunos mais carenciados a estudar no ensino superior levou o Governo a criar em 2023 um contingente prioritário à semelhança de outros que já existem. Nesse ano, o número de beneficiários de escalão A duplicou no ensino superior, chegando aos 2.800 jovens carenciados.

No entanto, uma equipa de investigadores da Edulog revelou no início deste ano que este mecanismo continua a ser muito pouco utilizado pelos alunos, apesar de concluir que sem esta quota, 41% dos estudantes com escalão A não teriam entrado nos cursos em que foram colocados por não terem nota suficiente.

Estes alunos têm colocação prioritária desde que cumpram as condições de acesso e as notas mínimas exigidas para cada curso. Os estudantes carenciados disputam entre si os lugares disponíveis, de apenas 2% das vagas de cada curso ou um mínimo de duas vagas, não ocupando as vagas do regime geral de ingresso.

O Ministério da Educação reafirma hoje que para assegurar melhores condições de início de ano letivo para estudantes carenciados, as bolsas de estudo dos beneficiários até ao 3.º escalão serão antecipadas para a fase de colocação, “que será decidida e notificada de imediato”.

“Em seguida serão decididas e notificadas as relativas à atribuição das bolsas +Superior, que visam apoiar a frequência do ensino superior e contribuir para a fixação de jovens em regiões do país com menor procura e menor pressão demográfica”, acrescenta a tutela em comunicado.

Politécnicos alertam para diminuição de alunos e pedem alteração das regras de acesso

Nesta 1.ª fase, o número de colocados em instituições localizadas em regiões com menor procura e menor pressão demográfica diminui 21,1%, havendo agora 10.151 estudantes colocados.

Olhando para os outros contingentes prioritários, ficaram colocados agora 152 estudantes com deficiência e outros 304 nas vagas para emigrantes, familiares e lusodescendentes.

As matrículas dos estudantes agora colocados realizam-se entre 25 e 28 de agosto. A maioria (63,1%) conseguiu ficar colocada na sua primeira opção e 90,9% numa das suas três primeiras opções de candidatura, sendo também estes os valores mais elevados dos últimos anos.

No entanto, os alunos que pretendam mudar de curso ou que não tenham ficado colocados podem ainda candidatar-se à 2.ª fase do CNAES, que começa segunda-feira e termina a 3 de setembro.

Incêndios: Piódão mantém-se como a maior preocupação ao fim de 11 dias

O incêndio em Piódão, no município de Arganil, Coimbra, que começou em 13 de agosto, era o que continuava a mobilizar mais meios hoje de manhã, segundo a Proteção Civil.

Pelas 8h00, estavam no local 1.316 operacionais e 445 meios terrestres, sendo o único incêndio ativo das ocorrências significativas nos critérios da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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O incêndio em Pedrógão Grande, Leiria, que começou no sábado e levou à evacuação de algumas aldeias por precaução, encontrava-se de manhã em fase de resolução.

Mesmo assim, continuam no local 671 operacionais com 216 meios terrestres hoje de manhã.

O comando da GNR de Leiria disse à agência Lusa que já foram reabertas ao trânsito todas as vias afetadas pelo incêndio, incluindo a Estrada Nacional n.º 350 (EN350) entre o nó do Outão e Pedrógão Grande.

Esta estrada era a que tinha ficado condicionada no sábado à noite, depois da reabertura do Itinerário Complementar nº 8 (IC8) e a EN2.

Já hoje de manhã, a ANEPC registou novos incêndios em mato em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, e em Águas Mortas, Baião, na região do Tâmega e Sousa, que foram rapidamente dominados.

A ANEPC registava 30 fogos em Portugal continental pelas 08:00, que mobilizavam 2.414 operacionais e 796 meios terrestres, ainda sem meios aéreos a operar.

O risco de incêndio mantém-se máximo ou muito elevado em vários concelhos, sobretudo no interior norte e centro, apesar de a meteorologia prever uma pequena descida da temperatura máxima.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Os fogos já provocaram quatro mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual recebeu cinco aeronaves para ajudar a combater os incêndios.

Segundo dados oficiais provisórios, até 23 de agosto arderam cerca de 248 mil hectares no país, mais de 57 mil dos quais só no incêndio que teve início em Arganil.

Politécnicos alertam para diminuição de alunos e pedem alteração das regras de acesso

Os institutos politécnicos alertaram hoje para o decréscimo nas colocações do ensino superior, dizendo que a situação é mais grave no interior dos país, e pedem que se alterem as regras de acesso.

Os resultados das candidaturas dos quase 50 mil alunos ao ensino superior são conhecidos hoje – menos 9.046 do que no ano passado – e, em comunicado, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos adiantaram que os cerca de 14 mil alunos colocados no subsistema politécnico representam “uma redução significativa face ao ano transato”.

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A taxa de colocação nos institutos politécnicos ficou pelos 63% e a situação é mais grave nas instituições do interior do país, “onde a queda do número de alunos coloca em causa a sustentabilidade de algumas áreas de formação”.

Para a presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Maria José Fernandes, os números das colocações são o reflexo de “uma litoralização do ensino superior, que além de acentuar as assimetrias regionais, coloca em causa a coesão territorial e o legítimo acesso de todos os jovens ao ensino superior”, lê-se no comunicado.

Maria José Fernandes alertou também para a previsibilidade destes resultados, sublinhando que os institutos politécnicos alertaram a tutela para o efeito do aumento do peso das provas específicas e do aumento das provas de acesso.

“Ao mesmo tempo que reduz todo o histórico do secundário, estávamos a criar barreiras a um conjunto significativo de alunos, sobretudo os oriundos de estratos mais desfavorecidos, cujas famílias não podem pagar a preparação para os exames”, explicou a presidente do Conselho Coordenador.

Os politécnicos defendem que o modelo de acesso ao ensino superior deve ser alterado já no próximo ano letivo e apontam, ainda que não sejam consideradas as questões que mais pesam, os elevados custos de alojamento e a quebra demográfica como outros fatores para a diminuição de alunos este ano concorreram na primeira fase de acesso ao ensino superior.

Na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior ficaram colocados 43.899 estudantes, o que corresponde a uma diminuição de 12,1% em relação ao ano passado.

Este ano houve menos nove mil candidatos ao ensino superior, não chegando aos 50 mil.

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