Regras europeias em matéria de IA são insuficientes, alerta a Repórteres Sem Fronteiras

O chefe do departamento de tecnologia e jornalismo dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Vicente Berthier, considera que as regras europeias em matéria de Inteligência Artificial (IA) são insuficientes.

À agência Lusa, Vicente Berthier explica que a IA pode ser utilizada como um instrumento de criação de conteúdo que facilita a produção de ‘deepfakes’ (técnicas que utilizam IA para criar conteúdos falsos, como vídeos, imagens ou áudios, que parecem reais).

A IA impulsiona também o desenvolvimento de ‘chatbots’ (assistente virtual que usa IA e programação para comunicar texto com os utilizadores) e outros sistemas de IA “que ainda parecem ser extremamente permeáveis a vários conteúdos de desinformação e provavelmente incapazes de produzir conteúdo confiável em escala”.

Neste sentido, o representante da organização não governamental (ONG) salienta que “as regras europeias em matéria de IA não são suficientes”.

Para Vicente Berthier, “a lei da Inteligência Artificial, que se apresenta como um dos quadros mais ambiciosos do mundo, não trata os sistemas que afetam a produção de informação como ‘de alto risco’, o que é um disparate”.

“Por exemplo, os fornecedores de ‘chatbots’, que são usados como fonte, devem ser obrigados a usar fontes de informação pluralistas e confiáveis para as respostas dos seus sistemas e, portanto, compartilhar receitas com editores, através de uma negociação coletiva”, explica o responsável.

Do ponto de vista jurídico, o representante dos RSF salienta ser necessário “repensar o ‘status’ destas plataformas”, defendendo “um estatuto intermédio, que não torne as plataformas diretamente responsáveis por todo o conteúdo que transportam, o que poderia levar à censura em massa, mas que reconheça a sua responsabilidade algorítmica e o seu papel no incentivo à produção de certos tipos de conteúdo, como intermediários na distribuição de informação”.

Em abril de 2021, a Comissão Europeia propôs a primeira lei da União Europeia (UE) sobre inteligência artificial, estabelecendo um sistema de classificação de IA baseado no risco, estando também em vigor o Regulamento dos Serviços Digitais (RSD), que pretende contribuir para o bom funcionamento do mercado interno nesta matéria.

Morreu o ator Luís Lucas aos 73 anos, voz de “Conta-me Como Foi”

Morreu o ator Luís Lucas, aos 73 anos. A notícia foi partilhada inicialmente por Diogo Infante, na sua página de Instagram, e já confirmada pela Academia Portuguesa de Cinema.

“Querido Luís Lucas, saíste de cena precocemente. Vamos ter que adiar a nossa colaboração teatral. Boa viagem! Boa viagem! A vida é isto…”, declarou Diogo Infante.

Vários internautas comentaram a publicação do atual diretor artístico do Teatro da Trindade, entre eles José Raposo, que escreveu: “Um choque! Das pessoas mais lindas que vieram a este mundo! Além do grande actor que todos conhecemos claro”.

Outros artistas, como João Baião, Helena Isabel e Patrícia Tavares também reagiram com pesar.

Numa publicação no Facebook, a Academia Portuguesa de Cinema évoca “o legado inestimável para o teatro, o cinema e a televisão em Portugal” deixado por Luís Lucas.

“A sua versatilidade e rigor artístico marcaram várias gerações de atores e encenadores.”, afirma a organização.

Carreira com mais de 50 anos

Luís Lucas nasceu em Lisboa, em 1952.

Foi um dos fundadores do grupo Comuna – Teatro de Pesquisa, em 1972.

Iniciou a carreira nos anos 70 e desde então participou em dezenas de filmes, séries, novelas e peças e teatro.

Nos anos oitenta, foi um dos protagonistas da série “Duarte & Companhia”. Mais tarde, viria a participar em séries como “Médico de Família” ou “Equador”.

Em 1990 integrou o elenco de “Non ou a Vã Glória de Mandar”, de Manoel de Oliveira.

Entre 2007 e 2011 foi o narrador da série televisiva “Conta-me Como Foi”.

Colaborou com os grupos de teatro a Cornucópia, Cómicos, Teatro da Graça, entre outros.

Receita do bolo de natas com fruta fresca

Receita do bolo de natas com fruta fresca

Apetece-te uma sobremesa leve, refrescante e perfeita para os dias quentes? Então tens mesmo de experimentar fazer este bolo. É simples de fazer, fica com uma textura fofa e um sabor delicioso a fruta e chantilly.

O segredo? Uma boa batedeira para garantir que o bolo cresce bem e que o creme fica no ponto!

Segue esta receita passo a passo e surpreende todos lá em casa.

Receita do bolo de natas com fruta fresca

Ingredientes

Para o bolo:

4 ovos
1 chávena de açúcar
1 chávena de farinha com fermento
Raspa de 1 limão (opcional)
1 colher de chá de essência de baunilha

Para a calda:

1 copo de sumo de laranja natural (ou ananás)
1 colher de sopa de açúcar

Para o recheio e cobertura:

200 ml de natas para bater (bem frias)
2 colheres de sopa de açúcar em pó
Fruta fresca a gosto (morangos, kiwi, ananás, manga…)

Preparação

Prepara a massa com a ajuda da batedeira

Começa por bater os ovos com o açúcar na batedeira, em velocidade alta, até obteres um creme fofo e volumoso (cerca de 5 minutos).
Junta a baunilha e a raspa de limão.
Reduz a velocidade e adiciona aos poucos a farinha peneirada, batendo só até incorporar.

Leva ao forno

Verte a massa numa forma untada (de preferência redonda ou retangular).
Leva a forno pré-aquecido a 180°C, durante cerca de 25-3 0 minutos.
Faz o teste do palito para confirmar que está cozido. Deixa arrefecer completamente.

Prepara a calda

Mistura o sumo de laranja com o açúcar. Regas o bolo com esta calda já depois de frio, para ficar húmido e fresco.

Bate as natas com a batedeira

Com a batedeira limpa, bate as natas bem frias até começarem a ganhar volume.
Junta o açúcar em pó e bate até ficarem firmes (cuidado para não bater demais e virar manteiga!).

Montagem final

Cobre o bolo com o chantilly e decora com fruta fresca a gosto.
Leva ao frigorífico pelo menos 1 hora antes de servir.

Este bolo é ideal para servir como sobremesa em dias quentes ou em festas. A batedeira facilita todo o processo — desde uma massa bem fofa até ao chantilly no ponto certo. Podes adaptar a receita com outras frutas e até rechear com creme ou iogurte, se quiseres variar.

Pokémon Horizons: The Search for Laqua – 4º parte estreia em setembro

A Netflix confirmou que a quarta parte de Pokémon Horizons: The Series—The Search for Laqua, segunda temporada de Pokémon: Horizons, tem estreia marcada para dia 26 de setembro.

A nova série tem como protagonistas Liko e Roy, que trazem consigo Sprigatito, Fuecoco e Quaxly, os novos Pokémons da região de Paldea, inaugurada em Scarlet & Violet.

E por falar em Pokémon, sabes como jogar a franquia por ordem cronológica?


Insaciável curioso e consumidor de literatura, videojogos, cinema e anime. Tem preferência por uma boa história. Podes segui-lo em @Riuuzaki_23.

Juntos contra as minas e máfias: grande passo para a paz na Ásia

Tailândia e Camboja assinaram desminagem da fronteira comum de 820 quilómetros, após meses de tensão que matou 44 pessoas, incluindo civis. A Tailândia e o Camboja concordaram em remover as minas ao longo da fronteira que separa os dois países e em proceder à “atribuição clara” de territórios cuja soberania é disputada por Banguecoque e Phnom Penh. A decisão resulta de uma reunião extraordinária esta sexta-feira do Comité Regional de Fronteiras (RBC), integrado por ambos os países, revelou este sábado o porta-voz do gabinete do primeiro-ministro da Tailândia, Jirayu Huangsap. Vários incidentes com explosões de minas terrestres em zonas junto

Morreu o ator Luís Lucas aos 73 anos

[Em atualização]

Morreu o ator Luís Lucas, aos 73 anos. A notícia foi partilhada por Diogo Infante na sua página de Instagram.

“Querido Luís Lucas, saíste de cena precocemente. Vamos ter que adiar a nossa colaboração teatral. Boa viagem! Boa viagem! A vida é isto…”, declarou o ator e atual diretor artístico do Teatro da Trindade.

Vários internautas comentaram a publicação, entre eles José Raposo, que escreveu: “Um choque! Das pessoas mais lindas que vieram a este mundo! Além do grande actor que todos conhecemos claro”.

Outros artistas, como João Baião, Helena Isabel e Patrícia Tavares também reagiram.

Municípios fazem adaptação climática a várias velocidades

O trabalho dos municípios para aprovação dos Planos Municipais de Ação Climática está a ser feito a várias velocidades, com os mais pequenos a sentirem dificuldades devido à falta de recursos, tanto humanos como financeiros, alertaram especialistas.

A cerca de um mês e meio das eleições autárquicas, que se realizam a 12 de outubro, a agência Lusa auscultou especialista da área para perceber se os municípios estavam a efetuar o trabalho esperado.

As fontes consultadas salientaram que há discrepâncias entre autarquias, continuando a maioria sem Plano Municipal de Ação Climática (PMAC).

Apesar de a Lei de Bases do Clima ter estabelecido fevereiro de 2024 como prazo para aprovação dos PMAC, a Organização Não Governamental (ONG) Último Recurso contabilizou, em julho último, que só 118 das 308 Câmaras de Portugal tinham em vigor este instrumento para proteger populações e território dos efeitos das alterações climáticas.

Susana Militão, da Associação Zero, disse à Lusa que as Câmaras Municipais já deviam “ter apresentado há bastante tempo os seus planos”, mas destacou que o mesmo devia ter acontecido a nível regional, com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

“(…) Há municípios que estão a trabalhar quase isoladamente, há outros que estão a trabalhar conjuntamente com as CCDR, há outros que estão à espera que as CCDR também façam esse trabalho para depois então espelharem a nível local o que foi decidido. Por isso, há aqui realmente uma grande discrepância em termos da abordagem nos diferentes municípios”, constatou.

Se os que têm mais recursos podem contratar consultorias para realizar o trabalho, “alguns municípios alegaram que não têm financiamento”, assinalou, reconhecendo que “cada território tem as suas especificidades” e o plano regional da CCDR pode servir de base para o nível concelhio, mas frisando a importância da participação pública na elaboração dos planos.

“A ação climática ao nível local é fundamental para se atingir a neutralidade climática. Mas é importante os cidadãos saberem como é que vão participar”, argumentou, sublinhando que se devem também definir metas temporais que possam ser monitorizadas.

Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, disse à Lusa que, apesar de haver ainda muitos municípios sem planos, há Câmaras que têm feito um trabalho “muitíssimo bom, comparando com outros países da União Europeia”, como Guimarães, Loulé, Torres Vedras, Lisboa ou Porto, exemplificou.

“A adaptação às alterações climáticas é algo que veio para ficar. É um processo que vai durar nas próximas décadas e eu diria mesmo séculos. (…) E o grande desafio é que elas não se intensifiquem ou, pelo menos, não se intensifiquem muito. Portanto, a adaptação às alterações climáticas, ou seja, minimizar os efeitos adversos, é algo que está a ser feito, continuará a ser feito”, observou.

Por isso, é importante definir objetivos, mas também “avaliar” se eles foram atingidos para corrigir as medidas de adaptação e fomentar a participação da comunidade local, afirmou.

“A primeira fase da adaptação é identificar quais as medidas de adaptação que são ótimas para aquele município. E depois, em sessões de trabalho com os ‘stakeholders’ desse município, chegar a um entendimento e um acordo sobre o que pôr em prática e implementar essas medidas de adaptação”, indicou.

Filipe Duarte Santos também disse que há entidades que podem ajudar os municípios mais pequenos a ter “massa crítica” e que a Agência para o Clima “poderia ter um papel muito importante de facilitar esse processo aos municípios com mais dificuldades”.

“Eu penso que ainda há muito trabalho a fazer”, considerou, frisando que há setores “críticos” em Portugal, como o da Água ou o da Saúde, “especialmente no que respeita às ondas de calor”, que têm efeitos nas doenças transmitidas por vetores como mosquitos, mas também nos incêndios florestais que devastam o país.

E ao quarto dia… Jesus usou canábis para fazer milagres curativos?

Droga mais consumida do mundo poderá ter sido usada (como óleo) por Jesus nos seus milagres, dizem especialistas. A teoria é controversa. Para alguns, trata-se de uma mera curiosidade, sem fundamento concreto; para outros, pode ser a chave para abrir a porta das práticas espirituais milenares e a forma como estas se refletiram na figura de Jesus. A teoria não é nova e tem vindo a ser defendida há alguns anos por um grupo de investigadores, autores, e claro, em círculos pró-canábis por todo o mundo. Juntos, defendem que Jesus e os seus apóstolos usaram óleo de canábis nos rituais

Do desporto às praias: as sungas deixaram de ter uma imagem vulgar?

Em 2009, o parque aquático Alton Towers, em Inglaterra, baniu as “embaraçosas” cuecas de banho, ao mesmo tempo que França proibia os calções de praia em piscina públicas por questões de higiene, recomendado a utilização de sungas para os homens. A escolha do que vestir para a praia pode parecer pessoal, mas é também influenciada pela cultura e pelos tempos. E, em Portugal, onde as sungas eram quase uma miragem, parece haver um regresso a esta moda vinda dos anos 1970 para reforçar a imagem do corpo masculino.

Os leitores são a força e a vida do jornal

O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para [email protected].

Canoagem: prata para Portugal no K2 500m nos Mundiais

Estão a ser uns Mundiais de canoagem de boa memória para João Ribeiro e Messias Baptista, aqueles que terminam neste domingo em Milão. A dupla portuguesa encerrou a participação na competição com a medalha de prata no K2 500m, proeza que juntou ao ouro alcançado no K4 500m, numa final muito equilibrada.

A partir da pista seis, João Ribeiro e Messias Baptista fizeram uma prova de alto nível, quase sempre na frente. Passaram a meio da regata, aos 250m, em primeiro lugar, com 42,31 segundos, e discutiram o triunfo até aos últimos metros com a dupla húngara Kurucz/Nadas, que acabou por ser mais forte na ponta final e levar o ouro.

A Hungria terminou a prova em 1m28,28s, menos 0,16 segundos do que Portugal, tendo a Alemanha encerrado o pódio a 0,66 segundos do vencedor.

Esta tripulação portuguesa tinha-se sagrado campeã do mundo em 2023, em Duisburgo, precisamente nesta distância, e esteve muito perto de repetir o feito agora em Itália, com mais uma prestação de alto nível, que elevou para três as medalhas de Portugal neste evento.

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