Ex-administrador financeiro da TAP saiu ao fim de três meses por falta de seguro e de contrato de gestão

Ex-administrador financeiro da TAP saiu ao fim de três meses por falta de seguro e de contrato de gestão

O ex-administrador financeiro da TAP, João Weber Gameiro, justificou a sua renúncia ao cargo na TAP, em setembro de 2021, pela ausência de um contrato de gestão e de um seguro corporativo que desse proteção legal à sua atuação como gestor.

Weber Gameiro, que está a ser ouvido esta quinta-feira na comissão parlamentar de inquérito à gestão pública da TAP, confirmou em resposta ao deputado Hugo Carneiro do PSD que a ausência de um contrato de gestão, celebrado ao abrigo do estatuto do gestor público, foi uma das razões que levou à sua renúncia, apenas três meses depois de ter assumido o cargo (ficou mais um mês até ao final de outubro). A outra razão, complementar, foi a ausência do seguro de directors and officers (seguro corporativo para riscos jurídicos de decisões de gestão), o que Weber Gameiro descreve como uma “lacuna grande” numa empresa com a dimensão e o risco financeiro e operacional da TAP.

“Penso que todas as grandes empresas têm este seguro”, referindo que a TAP faturava mais de 3.000 milhões de euros, tinha 9.000 trabalhadores e operava mais de 100 aviões. Do ponto de vista de gestão, era muito exigente, com a necessidade de aportar fundos ao Brasil — na altura todos os meses a TAP tinha de enviar dinheiro para a VEM (operação de manutenção que foi entretanto encerrada) — um elevado endividamento e o incumprimento técnico dos contratos financeiros. Nesta altura, a TAP ainda não tinha plano de reestruturação aprovado e os custos eram mais elevados do que os recursos obtidos.

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