• Ronaldo na luz, operários na sombra

    14 Julho 2018 Os operários da FIAT fazem a greve patética por causa de Ronaldo e não contra Ronaldo. Correio da Manhã »

  • Transferência de Ronaldo provoca greve na Fiat

    12 Julho 2018 >/>Os trabalhadores da fábrica de Melfi, sul da Itália, do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA), convocaram, esta quarta-feira, uma greve para protestar contra o valor pago pela transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus. >/> A transferência custa 105 milhões de euros, mais 60 milhões de euros de salário por quatro anos (o que dá 240 milhões) e mais 12 milhões de comissão. Total: 357 milhões de euros. Um valor que não caiu bem junto dos trabalhadores da fábrica de Melfi que decidiram assim fazer uma greve de dois dias, entre 15 e 17 de julho. "Somos todos funcionários da mesma empresa [a Fiat Chrysler Automobiles - FCA e a Juventus são da família Agnelli que controla a equipa de futebol através da Exor) e esta diferença de tratamento não pode continuar", afirmou o sindicato dos trabalhadores em comunicado, criticando a chegada de Ronaldo à Juventus. "Enquanto os trabalhadores e as suas famílias 'apertam os cintos' cada vez mais, os donos decidem gastar centenas de milhões de euros numa única pessoa. Isto está certo? É normal que uma única pessoa ganhe milhões e milhares de famílias não tenham dinheiro a meio do mês? Disseram-nos que é um momento difícil, que precisamos de recorrer a pagamentos parcelados e layoffs enquanto esperamos pelo lançamento de novos modelos que nunca chegam", protestaram os funcionários. >/> O argumento do sindicato é que a Exor, fundo de investimento dos Agnelli, poderia utilizar o valor para atualizar a fábrica de Melfi para a produção de novos modelos. Através da Exor, os Agnelli detém 30% da Fiat Chrysler e 64% da Juventus - apesar dessa ligação, as duas tem operações próprias e totalmente separadas. Recorde-se que a fábrica em Melfi tem recorrido a vários layoffs nos últimos anos, por nunca receber a produção de novos modelos - atualmente, o complexo, aberto em 1994, tem uma produção anual de cerca de 400 mil unidades do Fiat 500X e do Jeep Renegade, contando com 5.857 trabalhadores em contrato de rotação e pagamento reduzido. Automonitor »