• Rússia vende armamento e promove cooperação nuclear em cimeira com África

    24 Outubro 2019 É uma verdadeira feira onde empresários podem experimentar armamento russo e assinar protocolos nucleares milionários. Vladimir Putin esteve presente, tal como 43 chefes de estado e governo africanos. Observador »

  • João Lourenço quer investimento russo para acelerar industrialização de África

    24 Outubro 2019 /> O Presidente da República de Angola, João Lourenço, disse hoje que África "está cansada" da simples exploração dos seus recursos minerais e defendeu a industrialização do continente, convidando os investidores russos a olhar para as oportunidades em Angola. RTP »

  • República Centro-Africana quer que Rússia intensifique fornecimento de “armas mais pesadas”

    23 Outubro 2019 A República Centro-Africana foi alvo de um embargo à importação de armas em 2013 quando era liderada por um governo ilegítimo. Agora o presidente pede à Rússia "armas mais pesadas". Observador »

  • Rússia/África: O novo paradigma

    23 Outubro 2019 >Arrancaram hoje, em Sotchi, os trabalhos da primeira cimeira Rússia/África sob lema: Paz Segurança e Desenvolvimento. A reportagem da RFI ouviu a ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Elsa Pinto, a ministra da Educação e Inovação de Angola, Graça Sambo, e o economista guineense, Paulo Gomes, que falam de um novo paradigma de cooperação entre a Rússia e o continente africano. RFI »

  • Investimento imobiliário cai mil milhões de euros

    23 Outubro 2019 2019 deverá fechar com cerca de dois mil milhões de euros investidos em escritórios, retalho ou hotelaria. No ano passado foi ultrapassada a barreira dos três mil milhões Visão »

  • Putin abre primeira “Cimeira Rússia-África” com quatro países lusófonos presentes

    23 Outubro 2019 Vladimir Putin recebe esta quarta-feira em Sochi 30 líderes africanos, incluindo os de Angola, Moçambique e Cabo Verde. São Tomé e Príncipe faz-se representar pela ministra dos Negócios Estrangeiros. Observador »

  • Sotchi abre as portas a África

    23 Outubro 2019 >Mais de quarenta delegações africanas e milhares de oradores participam, hoje e amanhã, na primeira cimeira Rússia/África em Sotchi, nas margens do mar Negro. Moscovo quer recuperar os laços com o continente africano e aposta, para isso, numa cooperação bilateral que diz ser “vantajosa para ambos ”. >Durante os próximos dois dias os olhos vão estar centrados em Sotchi, a conhecida estancia balnear no Mar Negro, que acolheu em 2014 os jogos olímpicos. O evento podia quase passar despercebido pela população local, não fossem as estradas cortadas e o reforço do aparato policial na cidade.>A primeira cimeira Rússia/África conta com a participação de mais de 40 delegações africanas, milhares de oradores e será presidida por Vladimir Putin e pelo seu homologo egípcio, Abdel Fattah al-Sissi. O chefe de Estado russo vai aproveitar a ocasião para enviar uma mensagem clara sobre as intenções do seu país no continente africano. Será igualmente apresentado um relatório com uma visão comum Rússia/África até 2030.>Moscovo tem consciência de que nesta corrida chega com algum atraso, basta olhar para o volume total das trocas comerciais entre a Rússia e o continente africano em 2018 que não ultrapassaram os 17 mil milhões de euros. Um valor reduzido quando comparado com as trocas comercias realizadas entre África e a Europa que chegam aos 275 mil milhões de euros, 200 mil milhões com a China e 50 mil milhões de euros com os EUA.>Todavia, a política de afastamento dos EUA em relação a África desde que Donald Trump chegou à Casa Branca, a China que começa a ser vista como um parceiro demasiado exigente e o rótulo de potência colonizadora do qual a Europa não consegue dissociar-se, podem de acordo com vários analistas, representar para a Rússia uma janela de oportunidades.>África: a ambição da Rússia >Em 2014 as sanções ocidentais que atingem o país, depois da anexação da Crimeia, vieram acelerar o interesse das empresas russas como a Gazprom, Rosneft e Alrosa que passam a olhar para o continente como a região incontornável.  Em 2018 a ambição tornou-se evidente durante o périplo que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, realiza à África Austral e Central. Desde então têm-se multiplicado as visitas dos chefes de Estado africanos.>Porém, se a Rússia dispõe hoje de uma rede de mais de 40 embaixadas em África, este país continua a ser um mercado fechado e de difícil acesso aos países africanos.>O que oferece a Rússia>A Rússia diz-se disposta a duplicar as trocas comerciais até 2024 e para isso garante projectos caracterizados pela ausência de ingerência “política e outra”.>Uma cooperação que assenta nos contratos solidários que passam pelo perdão da dívida aos países africanos, como foi o caso da dívida de Moçambique, e em troca são concedidos investimentos no sector da energia, recursos naturais, agricultura e acordos de cooperação militar e industrial.>A cooperação universitária também foi reforçada nos últimos tempos. Mais de cinco mil africanos estudam em território russo, longe dos 500 mil da década de 70, e este ano o ministério da Educação russo decidiu aumentar a quota de estudantes oriundos da Etiópia, África do Sul, Angola, Moçambique e Namíbia.>A venda de armamento a preços baixos e com linhas de crédito de longa duração, segurança privada e luta contra o terrorismo, são outras formas de cooperação.>A exportação de armamento para África representa actualmente cerca de mil milhões de dólares na indústria russa, este pais que é o primeiro fornecedor de armas para o continente, nomeadamente para a Argélia e Egipto.>De acordo com um documento oficial russo revelado pelo jornal britânico “The Guardian” o Sudão, Madagascar e a Republica Centro Africana eram os três países africanos mais infiltrados pelos serviços russos.>Em entrevista à RFI Arnaud Kalika, especialista nas questões russas, reconhece que a mudança de poder no Sudão veio alterar a dinâmica das relações entre os dois países, obrigando a Rússia a jogar neste momento “ a carta da discrição”. Sobre Madagascar o especialista lembra que a cooperação remonta ao tempo da União Soviética, mas que hoje em dia “as relações com a Rússia foram reforçadas através da assinatura de acordos na área da defesa e segurança”.>A presença da Rússia faz-se sentir igualmente na Republica Centro Africana. Arnaud Kalika admite que Moscovo aproveitou a decisão da ONU em 2017 de aligeirar o embargo que impôs à RCA para “reforçar a presença no território centro-africano”.>As autoridades moçambicanas já vieram admitir a presença de material bélico e especialistas militares russos na província nortenha de Cabo Delgado, a braços com a insurgência de grupos radicais.>A cimeira de Sotchi será igualmente uma oportunidade para a Rússia, após o triunfo na mediação do conflito sírio, se apresentar como parceiro estratégico na prevenção de conflitos regionais, nas situações de crise e na resolução pós-conflito. RFI »