• “A fiscalidade deveria incentivar a compra de veículos ecológicos”

    15 Janeiro 2018 >/>Na segunda parte da sua entrevista ao automonitor, Pedro Almeida, CEO da SIVA, explica que prefere ter uma fiscalidade automóvel estável, embora elevada quando comparada com outros países da Europa. /> E avança que a fiscalidade deveria incentivar a compra de veículos menos poluente e que os incentivos da fiscalidade verde deveriam ser complementados com algumas vantagens de outro tipo que tragam conveniência aos condutores. Em Portugal temos uma fiscalidade automóvel elevada? A fiscalidade em Portugal é elevada quando a comparamos com a de outros países da Europa. É uma análise objetiva da situação. Se me perguntar se eu preferia ter menos impostos sobre o automóvel, é claro que eu responderia que sim, mas acho que mais importante do que a fiscalidade ser alta ou baixa é termos regras de jogo claras, para podermos fazer os nossos planos, porque se a fiscalidade muda de modelo para modelo – hoje termos impostos sobre a cilindrada e as emissões de CO2 e a amanhã passar a ter como base o ad valorem, por exemplo –, isso desestrutura completamente o mercado. São piores essas desestruturações, que a manutenção de níveis elevados de fiscalidade face a outros países da Europa, e esse é um primeiro ponto da questão. Um segundo ponto é que, para evitar as oportunidades de importações e exportações de carros, será bom que haja uma harmonização fiscal a nível da Europa. Terceiro ponto é que a fiscalidade deveria contribuir para melhorar a qualidade do parque automóvel e o nível de emissões. E há duas áreas onde se poderia intervir: estimular mais a venda de carros ecológicos e o abate de carros antigos com níveis de emissões de CO2 que hoje já não são aceitáveis, incluindo a penalização das importações de usados com níveis de CO2 elevados. E quanto à fiscalidade verde? Qual a sua posição em relação aos incentivos existentes? Eu acho que promoção dos carros ecológicos deve ser feita não só por via da fiscalidade em si, mas por outros incentivos de conveniência, para que os clientes particulares fiquem mais sensíveis à compra desse tipo de veículo, pela conveniêcia que isso lhes possa dar. Hoje já há incentivos para as empresas a nível fiscal, que faz com que o custo total de compra e utilização de um carro elétrico ou hibrido se aproxime muito do de um carro com motor de combustão. Mas para o particular não, porque ele não desconta o IVA, nem tem tributação autónoma. Quando olhamos para o mercado norueguês, onde 52% das vendas de automóveis são feitas com carros elétricos ou híbridos, o que existe é uma série de outros incentivos de conveniência, e é isso que eu acho que deve ser pensado. Na Noruega, os elétricos e híbridos não pagam os ferryboats, nem estacionamento nas cidades, podem andar nas faixas Bus, e estão isentos ou beneficiados de certos impostos, como o IVA. O que eu quero dizer é que o incentivo à venda de carros ecológicos não deve ser pensado apenas através de questões fiscais, mas dos tais incentivos de conveniência. Se uma pessoa que tem um carro elétrico numa cidade como Lisboa puder andar nas faixas BUS dos transportes públicos ou não pagar estacionamento, isso representa a um valor muito grande. Clique para ver as duas outras partes da entrevista a Pedro de Almeida, CEO da SIVA >Entrevista a Pedro Almeida - Parte 1 >Entrevista a Pedro Almeida - Parte 3 ? Automonitor »

  • PSD. Rio ganha país, perde Lisboa. Santana acabou de vez (outra vez)

    15 Janeiro 2018 i Online »

  • O tempo dos leigos

    14 Janeiro 2018 A participação dos leigos começa por parecer um problema da organização diária da Igreja e acaba por espelhar tensões mais profundas./> Público »

  • Carros vão deixar de ter volantes e pedais, segundo a GM

    13 Janeiro 2018 A General Motors apresentou um conceito de carro autónomo que deixa mesmo de ter volante ou pedais. O primeiro carro destes deve chegar ao público em 2019./> Exame Informática »

  • GM promete carro autónomo sem volante nem pedais para 2019

    12 Janeiro 2018 >/>Depois de um início vagaroso e tímido, temos todos os grandes fabricantes automóveis a acelerar nos automóveis autónomos e a GM até já diz que no próximo ano já terá um automóvel sem volante nem pedais para demonstrar esta nova era dos transportes.>Que os automóveis autónomos irão chegar ao mercado, disso ninguém tem dúvidas; o que é mais surpreendente neste anúncio da GM é a intenção de querer produzir em volume >automóveis que já dispensam volante e pedais a partir do próximo ano.O abandono destes controlos considerados essenciais em qualquer automóvel convencional representa uma confiança plena no sistema de condução autónomo, e fará com que os automóveis deixem de ser veículos que possam ser conduzidos, para passarem a ser meras "cápsulas de transporte". Isto irá inevitavelmente levar a grandes alterações no design interior dos automóveis, pois deixará de ser necessário contemplar esses requisitos que antes eram indispensáveis (espaço para o volante, considerações ergonómicas para o utilizar, assim como aos pedais, visibilidade para o exterior, etc.)Continuo a achar que ter um carro assim já no próximo ano é demasiado ambicioso... mas fico contente por ver a GM a não se limitar em ir "a reboque" das empresas tecnológicas que tão fortemente apostaram nestas tecnologias. Talvez os carros 100% autónomos realmente cheguem mais depressa do que se imagina... mas seguramente ainda com muitos "asteriscos" quanto às zonas em que podem circular, e sob que condições meteorológicas.Cá estaremos para ir acompanhando os desenvolvimentos.> >> >> >> Aberto até de Madrugada »

  • Skoda Kodiaq 2.0 TDI 150: um urso com categoria

    11 Janeiro 2018 >/>>O AUTOMONITOR já lhe ofereceu o ensaio ao modelo que faz parte do elenco de automóveis candidatos ao Essilor Carro do Ano 2018. Desta feita o ensaio foi diferente, meteu fora de estrada e uma visita gastronómica que merece a pena ser revisitada. Não por mim, mas por si! >/>[quote align="right" color="#999999"]Sociólogo, gastrónomo, agricultor e produtor de iguarias raras, Adolfo Henriques é um pioneiro da “Slow Food”, conceito que se opõe à “Fast Food” e que defende a boa comida com produtos sazonais e de qualidade superior. Recuperou espécies naturais de trigo (trazendo de volta a tradição do bom e saboroso pão caseiro) e é o único que produz em Portugal queijo Chévre, sendo reconhecido como um dos melhores produtores... mundiais deste queijo fabuloso. Vá à Maçussa (procure no sistema de navegação do seu Skoda Kodiaq que vai lá dar!) e deslumbre-se com um festim gastronómico numa aldeia desertificada onde existiram 200 adegas, quatro salões de baile, sete mercearias, quatro talhos e três barbeiros e sapatarias. Hoje, quase tudo desapareceu, mas Adolfo Henriques continua e ainda bem que assim é. Bem haja![/quote] Todos sabem que nos Estados Unidos da América existe um urso chamado Kodiak, animal feroz, mas absolutamente belo na sua pelagem castanha e imponente presença.  O primeiro SUV da Skoda, marca checa que continua a elevar a fasquia dos seus produtos mesmo espartilhada por estar dentro de um grupo poderoso como o Volkswagen, recebeu o nome deste animal selvagem com a diferença a ser feita pela última letra do nome. Pormenorzinhos, dirá o caro leitor. É verdade, são detalhes pequenos que ajudam a explicar porque razão o Kodiaq é importante para a Skoda e porque pode ser uma boa opção para si que procura um SUV. Se quiser saber mais aprofundadamente o que penso deste modelo da casa checa, por favor, clique aqui e leia o ensaio completo ao Skoda Kodiaq 2.0 TDI 150 Style, o mesmo que foi a ferramenta usada neste passeio que realizei por terras ribatejanas. Vamos então saber o que vale o Kodiaq fora de estrada. >Uma carrinha ou um SUV? Esta é uma dúvida que me assalta sempre que entro nestes atuais SUV. Sabem, eu sou do tempo (o que quer dizer que já sou um velho entrado nos cinquentas) em que os jipes tinham caixa de transferências (vulgo, redutoras), bloqueios de diferencial manuais (tínhamos de sair do carro, rodar um botão no cubo da roda e seguir viagem) e conforto mínimo. Aliás, jipes haviam que para rolar com algum conforto e segurança, tinha de abrir a janela. Outros tempos, eu sei. Mas eu sou desse tempo. Sou do tempo em que um estradão de terra era algo desprezível, pois na existência de um caminho mais tortuoso, pimba!, redutoras engajadas e diferenciais bloqueados e aqui vou eu. O vil metal era menos importante e os preços dos jipes também menores, pois a benesse fiscal era generosíssima. Por isso, riscar a carroçaria, partir um espelho ou um farolim não era estrago suficiente para colocar lágrimas nos olhos. Hoje tudo é diferente. Os SUV aburguesaram-se, o conceito todo o terreno empurrou a definição para o caminho que vai do portão da quinta á casa senhorial ou para os passeios que, volta e meia, é preciso trepar. Os sistemas de transmissão simplificaram-se ao darem lugar aos sensores e á eletrónica, os motores passaram a ter como desígnio gastar o menos possível e poluírem cada vez menos - para salvarmos os ursos polares e os Kodiak, claro! - e o interior foi ganhando conforto, qualidade e tecnologia. Hoje, tenho a certeza que nenhum dos meus queridos leitores aceitaria pagar 50 mil euros por um SUV sem sistema de navegação, bancos ergonómicos, volante em pele, ligação Bluetooth, “streaming” áudio, ar condicionado e revestimento total das chapas no interior. >/>Ora, o Skoda Kodiaq mostra-se um digno representante da modernidade SUV. Partindo da plataforma MQB utilizada por vários modelos, o carro checo tem a mesma distância entre eixos que um Volkswagen Passat. Logo, habitabilidade não é problema e como sempre sucede nos carros da Skoda, espaço para arrumar as pernas no banco traseiro é muito, mas mesmo muito generoso. Pegando na fita métrica descobrimos que parecendo enorme, este “urso” tem, apenas, quatro centímetros mais que a carrinha Octavia. Lá está... é o Kodiaq uma carrinha grande ou um SUV médio? Além desta diferença, por mais quatro mil euros, o Kodiaq oferece sete lugares e um estilo que acaba por ser mais atraente nos dias que correm. O nível de equipamento é semelhante e por isso a opção de escolha terá, sempre, como guia a moda do momento. Por isso, acredito que se colocar em compita o Kodiaq com a Octavia Break, ganhará o urso... >>/>E então, fora de estrada, como é? Portugal é mesmo um pais sui-generis que contraria tudo aquilo que sucede nos outros países, europeus ou não. Diz a Skoda que dos Kodiaq já vendidos, mais de 70% estão equipados com tração integral. O que faz sentido num SUV. Ora, em Portugal, devido à ganância da política fiscal e à forma de galinha dos ovos de outro que tem o automóvel em terras lusas, os modelos com tração integral são penalizados. Logo, o Kodiaq com mais procura entre nós é a versão 4x2, ou seja, de tração à frente (o Kodiaq 2.0 TDI 150 CV 4x4 tem caixa manual e não a excelente DSG e custa ligeiramente mais que 45 mil euros). Com a ajuda da revista Todo-o-Terreno e do Alexandre Correia, um dos “gurus” nacionais em termos de caminhos fora de estrada em Portugal, tive a oportunidade de cumprir muitos quilómetros fora de estrada com o Kodiaq 4x2. A chuva e alguma lama não desencorajaram ninguém, mas também o percurso não teria nenhuma dificuldade extra já que foi calibrado para um modelo sem tração integral. O Ribatejo foi o grande palco para esta pequena aventura, deixando para trás o bulício da grande cidade rumo aos espaços maiores. No caminho para o troço fora de estrada, demandamos vilas e aldeias como Pegões (que nasceu a partir de um cruzamento de estradas e que hoje, além da vinha, tem uma enorme plantação de painéis de energia solar), Santana do Mato - que, orgulhosamente, exibe o estatuto de aldeia onde ainda há crianças a frequentar a escola primária local, daquelas á antiga e, também, o facto de ter uma caixa Multibanco que foi a primeira a ser assaltada com recurso a explosão com utilização de gás! Chegados a esta importante (!) aldeia, começava a “prova” para o Kodiaq. Estradões de excelente qualidade, escorregadios devido à chuva, mas sem lama, que passam por várias herdades, destacando-se a de Chapelarinhos que conta com uma igreja particular inaugurada em 1940 pelo Bispo de Évora com estilo arquitetónico típico do Estado Novo. Para os crentes, uma visita exige-se. O percurso serpenteou pelas planícies do Ribatejo e passamos por uma zona misteriosa. Num raio de quilómetros e com várias ribeiras e riachos, a lama nunca foi problema, mas entre duas ribeiras, ultrapassadas através de pontes sem guardas, há uma centena de metros que está sempre pejada de lama assim que chove um pouco. Só naquela centena de metros! Incrível! Claro está que os sistemas de ajuda á condução do Kodiaq ajudaram, muito, nessa zona e em todas as restantes partes do percurso. Zonas rápidas com o velocímetro a mostrar velocidades acima dos três dígitos, num bailado que depois de apercebido o método oferece um enorme prazer de condução. E o Skoda Kodiaq não se negou, vez alguma, a cumprir os meus desejos, com uma ou outra atravessadela que mais não fez que ir aumentando o sorriso que tinha estampado no rosto, qual criança a quem oferecem um brinquedo novo. Sim, que apesar da minha já provecta idade, ainda tenho uma enorme criança dentro de mim. E nada melhor que um SUV bem calibrado e eficaz para soltar essa criança. Passamos por Courelinhas (uma vila com um largo, e duas ruas) e pelo Barbeiro, café do lugar propriedade da Dona Rosinda e do Senhor António Joaquim, que gosta que lhe chamem... Barbeiro. Um café, um bolo caseiro e ala que se fazia tarde para o almoço que muito prometia. O percurso levou-nos para mais alguns locais que merecem referência - o vale do Rio Sorraia, a Ponte Rainha Dona Amélia, uma ponte do século XIX que permite atravessar o Tejo e alguns mouchões, pequenas olhas do Rio Tejo onde os cavalos Lusitanos da Coudelaria Nacional são deixados, livres, a crescer no meio do rio, onde chegam, em manada, a nado... - até Valada, onde percorremos o Quilómetro Lançado de Valada, onde em 1906se disputou a primeira corrida automóvel em Portugal. Organizada pelo Real Automóvel Clube de Portugal, teve a participação do irmão do Rei Dom Carlos, a bordo de um Fiat conduzido por um “chauffeur”... [caption id="attachment_92538" align="alignleft" width="432"]>/> Adolfo Henriques, sociólogo, gastrónomo, agricultor e produtor de iguarias como o queijo Chévre, ele que é um dos mais reconhecidos produtores deste queijo em termos mundiais![/caption] Finalmente, chegava a hora da prova gastronómica. Conhecem Adolfo Henriques? Não?! Então façam o favor de se deslocar á Maçussa e conhecer o Baile e Adolfo Henriques, um sociólogo que abandonou Lisboa e regressou ás origens, sendo o único português que fabrica queijo Chévre. Um homem absolutamente espetacular que mantém vivo um espaço delicioso, recheado de vinhos de qualidade e uma comida absolutamente divinal. O queijo Chevre frito com doce feito de mosto de vinho e fruta da época, o cabrito de leite com batatinhas assadas e arroz de cogumelos selvagens, acompanhado por uma salada de alface pura e acabada de arrancar à terra, culminado por um arroz doce feito à maneira antiga e guardado num cesto de vime envolto em pano de linho, remataram com classe um dia que colocou à prova os méritos do Skoda Kodiaq. Contas feitas, o Skoda Kodiaq passou com distinção os testes que foram propostos. Se procura um SUV e tem na sua lista modelos como o Nissan X-Trail ou o Kia Sorento, deve juntar à lista este urso checo feito com qualidade, conforto e tecnologia capaz de desafiar modelos bem mais onerosos como, por exemplo, o Land Rover Discovery Sport. Automonitor »