• VW T-Roc triplica produção automóvel em agosto

    15 Setembro 2017 >/>O início da produção do T-Roc na fábrica da AutoEuropa, em Palmela, permitiu um crescimento de 211,1% em relação ao mesmo mês de 2016 na produção automóvel nacional em agosto - que se traduz em 8.610 veículos automóveis ligeiros e pesados produzidos. Quanto à produção acumulada nos primeiros oito meses de 2017 esta atingiu 102.314 unidades, o que representou um crescimento de 5,3% quando comparada com a produção em período homólogo de 2016. A informação estatística relativa ao período de janeiro a agosto de 2017 confirma a importância que as exportações representam para o sector automóvel já que 96,4% dos veículos fabricados em Portugal tiveram como destino o mercado externo, o que, sublinhe-se, contribui de forma significativa para a balança comercial portuguesa. A Europa continua a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional – com 84,3% – com a Alemanha (18,9%), Espanha (14,5%), Reino Unido (11,7%) e França (10,5%) no topo do ranking. Em termos de grandes regiões, o mercado asiático, liderado pela China (10,3%), mantém o segundo lugar nas exportações de automóveis fabricados em Portugal. >/> Automonitor »

  • Produção automóvel cresceu 6,4% no 1º semestre de 2017

    13 Setembro 2017 >/>O setor automóvel registou no primeiro semestre do ano um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Um crescimento importante mas que traz a necessidade urgente de criar condições para que a competitividade seja constantemente melhorada, sob o risco de sermos ultrapassados por outras regiões. >/> No primeiro semestre o setor de componentes para automóveis exportou mais de 4 mil milhões de euros, crescendo 6,4% relativamente ao período homólogo de 2016. Esta taxa de crescimento, bem superior ao crescimento do volume de fabricação de veículos, quer dizer que a indústria de componentes tem vindo a conquistar cota de mercado. Este facto é muito relevante quando o setor automóvel, mundialmente, enfrenta novos paradigmas com impacto significativo para todos os agentes económicos que lhe estão ligados. A mudança de paradigma passa pela conceção da viatura: Tipo de motorização (combustão interna versus motor elétrico); Conetividade; Condução autónoma. Passa também pela forma como será feita a sua comercialização: Utilização e posse dum automóvel têm sido quase sinónimos, mas no futuro serão dois conceitos distintos, porque a utilização não implicará necessariamente a posse. A expectativa daí decorrente é uma redução do número de veículos vendidos, a que a indústria terá que estar atenta. Em paralelo teremos ganhos de produtividade significativos resultantes da massificação da tecnologia: robótica, impressão 3D, digitalização e outras a que genericamente se chama Indústria 4.0. Estas mudanças, acelerando as capacidades de produção, irão agravar a diferença entre procura e oferta, criando uma pressão acrescida para racionalização da oferta e para diminuição da capacidade produtiva instalada. A crescente automatização de processos gera necessidades de pesados investimentos em processos produtivos, que – para serem rentabilizados, exigem taxas de ocupação elevadas, no limite tendendo para a laboração contínua. Veremos o desaparecimento de muitos empregos pouco qualificados e de baixo custo, que serão substituídos por outros mais técnicos, mais bem remunerados. Os regimes laborais dos operadores terão que se adequar a estas novas necessidades, que exigem flexibilidade e sacrifício de horários, a troco de remunerações mais elevadas decorrentes de postos de trabalho mais especializados. Tudo isto caracteriza um quadro de incertezas a longo prazo, que aumentará significativamente a concorrência entre países na atração de investimentos relevantes neste setor. Projetos de investimento com capacidade multiplicadora na economia serão agressivamente disputados, tornando-se, por isso, fundamental manter os investimentos já existentes antes de se tentar atrair novos, cada vez mais difíceis de conseguir. A manutenção das atividades industriais já em laboração deve pois ser a prioridade, devendo-se criar condições para que a sua competitividade seja constantemente melhorada, para não ser ultrapassada pelos progressos doutras regiões. É necessário que as empresas, os seus colaboradores, os sindicatos e os agentes políticos entendam o tempo presente, mas acima de tudo entendam o tempo futuro e lhe dêem uma resposta efetiva e consciente, para que a indústria automóvel portuguesa possa continuar a contribuir para o crescimento das nossas exportações e para a criação de riqueza. A obstinação em ficar agarrado a modelos de organização do trabalho tradicionais e a recusa das novas realidades só poderão levar ao desaparecimento da indústria automóvel no nosso País e à perda de dezenas de milhares de postos de trabalho. Automonitor »