• Diretor da Waterstones tem novos planos para cadeira livreira

    21 Junho 2012   Em entrevista ao jornal inglês Sunday Telegraph, James Daunt, diretor da cadeia livreira Waterstones, declarou que pretende aumentar o número de lojas, além da remodelação de 100 livrarias, até outubro próximo. No mesmo artigo, o responsável defendeu ainda a sua decisão de vender e-readers Kindle, justificando que se trata de uma medida que vai beneficiar a cadeia livreira. Anunciou também a introdução, no próximo ano, do mecanismo «click and collect», que permitirá aos clientes comprar livros on-line e recebê-los na Waterstones mais próxima. Para ler aqui, aqui e aqui. - Campanha «Formai-vos!»: desconto de 50% para desempregados e recém-licenciados. Novidades 2012: [Lisboa] Revisão de Texto - nível intermédio [Porto] Marketing do Livro. Blogtailors »

  • Um brinde a uma certa pessoa

    21 Junho 2012 Marilyn Monroe?fotografada por?George Barris,?30 de junho?de 1962A maior parte das pessoas quando bebem um pouquinho mais ficam chatas, riem ou choram muito,?dizem muitos disparates... Mas há algumas que ficam tãão mas tão giras. O amor é um lugar estranho »

  • Acabar com o desconforto dos pés em três tempos

    21 Junho 2012 Agora já é possível evitar as dores provocadas pelos sapatos novos e pelos saltos altos. O bálsamo «Glamour & Conforto» da Akilene foi especialmente desenvolvido para proteger a pele dos pés das fricções, irritações e bolhas. A formula 'maravilha' e composta por manteiga de karite, o que confere uma ação protetora da pele ao mesmo tempo que favorece a regeneração da epiderme. Um verdadeiro 'milagre'! Saltos de Cristal »

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    21 Junho 2012   «As ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que os nossos inimigos tenham armas, porque deveríamos permitir que tenham ideias?» Estaline   O camarada Estaline revive de boa saúde nas caixas de comentários de alguns blogues onde não é difícil encontrarmos quem lhe teça loas com o mesmo fulgor orgástico de uma Mariana Alcoforado suspirando na cela do Convento de Nossa Senhora da Conceição pelo conde de Saint-Léger.   Eis aqui alguns comentários dados à estampa por discípulos espirituais do "Guia Genial dos Povos", responsável apenas por quatro milhões de condenações políticas - incluindo 800 mil execuções sumárias e cerca de 2,6 milhões de internamentos no Gulag - no seu glorioso consulado de três décadas à frente do radioso destino da União Soviética:   «A imaginação não tem limites e dá sempre jeito meter Estaline (a quem a imaginação já acusou de tudo) para compor o ramalhete.»   «Estalinismo é um conceito inventado pela direita e pela esquerda que ataca o leninismo.»   «O grande inimigo da pequena burguesia urbana é o camarada Estaline.»   Hossana, camarada, Hossana. A memória gloriosa do grande Stálin, pai dos povos e libertador de nações, permanecerá eternamente viva no coração dos verdadeiros comunistas. Construtor do socialismo, artífice da vitória dos povos na guerra contra o fascismo, defensor da independência e da soberania dos povos, arquitecto do comunismo, o maior defensor da paz e da felicidade do homem. Alguém duvida? Delito de Opinião »

  • M. Wolff e Julia Cassim: todo o Design devia ser inclusivo!

    21 Junho 2012 Michael Wolff, Designer inglês com 50 anos de experiência e mundialmente reconhecido pela sua criatividade e sentido de humor, mas também pelas mil e uma marcas que criou para pequenas e grandes empresas e iniciativas em todas as áreas (foi ele o autor da imagem dos Paralímpicos 2012, para dar apenas um exemplo recente, actual), esteve hoje sentado à mesa do Dialogue Café. Ele em Londres e nós em Lisboa. Ao meu lado Julia Cassim, uma mulher absolutamente fabulosa que aposta no Design Inclusivo e percorre o mundo a fazer workshops e a provocar especialistas nas áreas do Design, Arquitectura, Artes, Educação, Medicina e Inclusão Social para desafios de co-criação de novas peças, objectos e ferramentas desenhados para todos e não apenas para alguns. Julia Cassim veio do Japão para um 24h Challenge em Lisboa, promovido pelo British Council, e Michael Wolff acabou de chegar de Moscovo.   Graças ao sistema de TelePresença da Cisco usado no Dialogue Cafe e à ideia visionária do Diogo Vasconcelos, podemos sentar à 'mesma mesa', na 'mesma sala' pessoas em vários países e diferentes continentes. Esta tarde a conversa envolveu quatro salas de Dialogue Cafe: Lisboa (fomos nós os anfitriões), Londres, Amsterdão e Cleveland.  A conversa durou cerca de uma hora e meia e durante este tempo houve sempre assistência na sala. É fabuloso conhecer pessoalmente gente inspiradora que muda o mundo e transforma o nosso olhar. Que nos interpela e abre novas perspectivas. Foi o que aconteceu esta tarde. A boa notícia é que o Dialogue Cafe é uma ferramenta poderosa que pode ser usada por pessoas, organizações e instituições da sociedade civil. Quem estiver interessado em saber mais, contacte-me através do blog, do facebook ou na Fundação Calouste Gulbenkian, onde estou todas as tardes.   Já disse e repito que o DC é um projecto apaixonante e é um privilégio sem tamanho poder ter um papel, poder estar envolvida. Sou a manager-curator-gatekeeper de Lisboa, o que quer dizer que a minha função é gerir, programar e facilitar a realização de sessões de Dialogue Cafe em que pessoas de várias áreas e de países diferentes trocam ideias e partilham experiências. É de conversas como estas que nasce muita luz e é destas pontes, destes links e conexões que saem excelentes projectos e novas parcerias. O Dialogue Cafe é um projecto onde cabem muitos outros projectos e é fascinante ver como todas e cada uma das pessoas que fazem esta experiência saem da sala com uma espécie de urgência interior para agir, seja a replicar as ideias que acabam de ouvir, seja a criar novos projectos.  Graças a este Dialogue Cafe desta tarde  a Julia Cassim e a equipa do DC de Amsterdão vão tentar organizar um 24h Challenge naquela cidade. Grande pinta! O Diogo Vasconcelos gostaria muito de saber isto e teria adorado estar presente nesta sessão, tenho a certeza. Que bom podermos dar continuidade às suas ideias visionárias, à sua narrativa do futuro...    Termino agradecendo à Lígia Lopes, à Filipa Pias e às directoras do British Council o apoio na organização deste DC. Foi mesmo muito bom. Felizmente a partir de Setembro teremos uma programação diária. Até lá aceito sugestões, desafios e pedidos. O DC não tem custos associados e é interessante ver como de uma parceria feliz entre as Nações Unidas/Aliança das Civilizações - Cisco - Gulbenkian nasceu um novo produto social, uma nova ferramenta com tanto poder transformador e tanto impacto no mundo à nossa volta.  A Substância da Vida »

  • flexibilidade

    21 Junho 2012 o meu filho, cansado da minha falta de atenção quando fala sobre os jogadores de futebol de que gosta, passou a adicionar "aquele que a mãe acha uma brasa" ou "este é giro, para a mãe" antes de dizer o nome deles.se tiver que falar do Insua é que não se safa. Conto de Fuga »

  • Pim pam pum

    20 Junho 2012 Poderia socorrer-me da ironia para comentar o desfecho do caso Relvas: "Que surpresa, a ERC ter deliberado em favor do ministro que a tutela..."   Ou da indignação pura e dura: "Se o ministro tivesse um pingo de vergonha naquela cara de maçon murcho, já se teria demitido; se o primeiro-ministro tivesse uma réstia de decência no corpo e um estertor de vivacidade na espinha, teria ele mesmo feito o serviço."   Ou então da raiva contida: "Uma vez mais, prova-se que em Portugal, quando se fala de políticos, a culpa morre sempre solteira."   Ou ainda do queixume miserabilista nacional, tão "tradicional" como os cães de loiça da Joana Vasconcelos: "Um país a ir pelo cano, em que cada caso grave redunda em vazio; o fundo do poço irá sempre ser mais fundo."   Ou, em caso de desespero, aceitar a resignação passiva: "Que fazer? Mas alguém estaria à espera de outro resultado?"   Mas enfim, tudo corre sem sobressalto. Cívico, humano ou de vida. Vou deitar-me, ler um pouco e tentar adormecer. Amanhã o país vai estar um pouco pior, mas que se lixe; se ninguém se preocupa, deixa andar. Arrastão »

  • Disclaimer

    20 Junho 2012 A maioria dos anúncios de emprego aqui na Holanda estão no monsterboard.nl e os académicos no academictransfer.nl. Por favor não me peçam para vos procurar emprego por vocês. Crónicas das horas perdidas »

  • 81%

    20 Junho 2012 Depois de ter triplicado em Abril face ao Abril de 2011, o número de casais desempregados aumenta agora 81%, uma percentagem ainda assim bem abaixo da realidade, uma vez que reflecte apenas as pessoas inscritas nos centros de emprego. Isto … Continue reading → Cinco Dias »

  • Privatização dos infantários do distrito de Castelo Branco: A posição do PCP

    20 Junho 2012 Depois da página no Facebook, que não pára de aumentar, está on-line uma Petição Contra a Privatização e o Despedimento Colectivo nos Infantários da Segurança Social. Devem assiná-la todos os que se revêem nesta causa e todos aqueles que, mesmo … Continue reading → Cinco Dias »

  • O essencial, sem rodeios

    20 Junho 2012 Devo abordar o essencial. A sociedade contemporânea, aliás, não aceita outra coisa. Nada de dispersão, nada de acessório, apenas e sempre o essencial, qualquer que ele seja a cada instante. Por estes dias, como de resto sucede frequentemente, o essencial é o futebol e, mais especificamente, o campeonato da Europa de futebol (parece que no fim-de-semana passado também ocorreu qualquer coisa importante na Grécia mas, como tende a suceder neste mundo em que apenas o essencial é essencial e poucas coisas são essenciais durante longos períodos, depressa perdeu relevância, podendo ser ignorado até conseguir reunir argumentos para aspirar à essencialidade durante mais algum tempo). Ora sendo o essencial o futebol, eu ainda não escrevi sobre o tema. Na verdade, escrevo até muito pouco sobre futebol. Não pode ser. É preciso que quem escreve em blogues, e especialmente em blogues colectivos, tenha noção de os interesses das pessoas que lêem blogues, e especialmente blogues colectivos, não são assim tão distintos dos dos cidadãos normais, aqueles que andam demasiado ocupados para ler o que quer que seja a não ser rodapés de noticiários televisivos e etiquetas com indicação de descontos em promoções de hipermercados, e, por conseguinte, também desejam textos sobre os temas essenciais do momento. De resto, torna-se necessário reconhecer que não escrever sobre futebol numa época em que ele é essencial coloca um problema sério a qualquer leitor de blogues: como pode usar a caixa de comentários para elogiar ou criticar as opiniões e previsões de quem escreve (acto absolutamente essencial na blogosfera) se elas não existem (será possível não ter opiniões sobre futebol?) ou não são tornadas claras (um perfeito acto de cobardia)? Afinal, até onde julgo poder ir a selecção portuguesa? Considero provável que Ronaldo volte a marcar? Se o fizer, deverá chuchar outra vez no dedo, arriscando o lançamento de uma moda que talvez ainda nos permita ver advogados imitando-lhe o gesto após a absolvição dos seus clientes ou Vítor Gaspar fazendo o mesmo depois da aprovação de mais um pacote de austeridade? Acho que Postiga devia ceder o lugar a Nelson Oliveira – ou deveria perdê-lo para Manuel de Oliveira? Considero as declarações de Manuel José e Carlos Queiroz motivadas por inveja do lugar ocupado por Paulo Bento ou pela capacidade de expressão deste? Prefiro o 4-4-2, o 4-3-3 ou o 4,5-?-(10-4,5-?)? Gostaria que fosse dada oportunidade a Ronaldo para mudar de penteado também durante os encontros e não apenas ao intervalo? É essencial opinar sobre estes assuntos, entrar nas polémicas de peito feito e sorriso franco, à Rui Santos menos os fatos Boss (lamento desiludir-vos mas encontram-se um tudo-nada acima do meu orçamento), em vez de assobiar para o lado e me limitar a publicar fotografias insossas (já viram a de hoje?) e contos nojentos (leram o da semana passada?). Pois bem, assim farei e é já, a vinte e quatro horas do Portugal – República Checa, tempo suficiente para que se gere discussão inflamada em torno das minhas afirmações (certamente polémicas, ainda que não venham a passar de frases feitas – ou talvez especialmente nesse caso) e abrindo a possibilidade para que, depois do jogo, dezenas de pessoas me possam vir pedir satisfações pelos erros improváveis mas – sou ainda mais humano do que vocês – sempre possíveis. De modo nenhum me deixarei distrair, pondo-me, por exemplo, a imaginar outros confrontos entre portugueses e checos, como Lobo Antunes contra Kafka, Saramago contra Hrabal, Mário de Carvalho contra Hašek ou M. Tavares contra Kundera (teria também usado escritoras mas acabei de perceber, com, juro!, genuíno horror que desconheço escritoras checas) quando o verdadeiro e único confronto que interessa é entre Cristiano Ronaldo e Milan Baros. Seria até ridículo fazê-lo, como o são todos os desvios, todos os rodeios, todas as circunvoluções, tendência e defeito apontados muitas vezes aos portugueses mas de forma ó quão injusta, que afinal conseguimos concentrar-nos no essencial tão bem como qualquer outro povo, em particular quando o essencial é o futebol, o que, de resto, já o escrevi mais acima, ocorre muitas vezes, circunstância que já devia ter feito desaparecer o lugar-comum mas convenhamos, num único aparte essencial, que um dos problemas dos lugares-comuns é mesmo esse, demorarem a passar ainda que já não façam sentido. Seja como for, a verdade é que quando o assunto é o essencial e o essencial é o futebol ninguém nos ultrapassa na concentração, ninguém nos faz cair em divagações irrelevantes. Quando o assunto é o essencial, somos campeões – campeões! – muito à frente de quaisquer outros. Por exemplo, considerem a Rússia. A mesma Rússia que entrou neste campeonato cheia de força, ganhando  à República Checa (que, para nossa sorte, já não pode contar com a distribuição de jogo do saudoso Vaclav Havel) por uma cabazada a quase nada e depois se distraiu e acabou de regresso a casa onde, felizmente, o Gulag passou de moda. Estranho? Claro que não! Vêm de longe, as distracções e divagações russas: lembro-me – e rio de comiseração – do livro Almas Mortas, de Gogol, onde a certa altura é organizada uma assembleia para discutir os actos de Chichikov, o tal que anda pelas redondezas a comprar almas mortas (isto é, direitos sobre servos já falecidos). São aventadas diversas hipóteses para tal comportamento mas nenhuma parece satisfatória. Então o director dos Correios, «que até então se mantivera mergulhado não se sabe em que profundos pensamentos», declara que Chichikov só pode ser o capitão Kopeikine. «Sim, nem mais nem menos, o capitão Kopeikine!» Os restantes perguntam: mas quem é o capitão Kopeikine? Chocado por ninguém conhecer o capitão Kopeikine, o director dos Correios ocupa várias páginas a explicar quem é o capitão Kopeikine. Trata-se de um soldado que perdeu um braço e uma perna na campanha de 1812 e que, não conseguindo arranjar emprego nem tendo o pai meios para o sustentar, vai a São Petersburgo pedir ao Czar uma pensão por invalidez. Passadas as dificuldades da viagem, enfrentadas as dificuldades que uma cidade grande e impessoal coloca a um inválido, o capitão Kopeikine lá consegue, após longa espera, uma audiência com um ministro. Este diz-lhe que vai tratar do assunto e pede-lhe para voltar dentro de dias. O capitão Kopeikine fica tão aliviado que vai jantar uma costeleta com molho de alcaparras e um frango à jardineira, acompanhados por uma boa garrafa de vinho, após o que se desloca ao teatro. Dias mais tarde, volta a procurar o ministro, que lhe diz não ter ainda uma resposta para ele. Das vezes seguintes, nem sequer consegue falar com o ministro, pois logo à entrada dizem-lhe que nesse dia não há audiências. A situação começa a ficar desesperada e o capitão Kopeikine usa um estratagema para entrar (finge que é acompanhante de um general) e perguntar ao ministro pelo sua pensão. O ministro diz-lhe que nada está decidido e, quando o capitão Kopeikine perde a cabeça e diz que não sai dali sem uma resposta, o ministro diz-lhe, com inesperada gentileza, que pois muito bem, lhe vai arranjar alojamento. Surge então um homem enorme, com cerca de um metro e noventa de altura, que agarra no capitão Kopeikine e o mete dentro de uma carroça, não se sabe para onde. Sabe-se é que meses mais tarde surge um bando de salteadores cujo líder não é outro senão... Neste ponto do relato, o chefe da polícia interrompe o director dos Correios. É que, afirmara-o o director dos Correios, o capitão Kopeikine perdera um braço e uma perna; ora Chichikov... O director dos Correios solta um grito, dá uma grande palmada na testa e desfaz-se em desculpas. Claro que Chichikov não pode ser o capitão Kopeikine. Como é possível que o pormenor do braço e da perna a mais lhe tivesse passado despercebido? Enfim: patético, não é? Como são volúveis, os russos, sempre predispostos para a dispersão, nunca centrados no essencial. Nós não. E eu muito menos. É por isso que abordarei sem delongas nem tergiversações o tema do futebol e, mais especificamente, o da participação portuguesa no Euro. Vai correr bem. Delito de Opinião »