• Moçambique: Lançado apelo aos jovens para não se juntarem aos grupos terroristas

    29 Novembro 2020 >Os jovens não se devem deixar enganar e juntar-se aos grupos terroristas que actuam desde finais de 2017, na província de Cabo Delgado no extremo norte de Moçambique. O apelo foi hoje feito pela Organização da Juventude Moçambicana - OJM -. >O contínuo recrutamento de jovens pelos grupos terroristas para engrossarem as suas fileiras na província de Cabo Delgado está a preocupar a primeira e mais antiga organização juvenil moçambicana que, no dia em que assinala 43 anos da sua criação, lança um apelo na voz de Gervásio Rufas, Secretário da OJM ao nível de um dos distritos municipais da cidade de Maputo.>«O grande desafio que se coloca para a nossa juventude moçambicana é efectivamente defender a paz, é lutar contra o terrorismo, é defender a pátria e a soberania moçambicana», afirmou Gervásio Rufas.>Por outro lado, a ministra da justiça, assuntos constitucionais e religiosos, Helena Kida, anunciou na província de Inhambane no sul do país, o início em breve de um trabalho para prover, aos deslocados dos ataques terroristas, documentos de identificação civil.>«Já está a ser feito um trabalho a nível do nosso ministério com a colaboração dos nossos parceiros de cooperação no sentido de deslocarmo-nos com brigadas móveis para efectuar o registo de nascimentos destas pessoas», realçou Helena Kida.>Dos pouco mais de 500 mil deslocados, dos ataques terroristas mais de metade estão indocumentados.>Mais pormenores com o nosso correspondente, Orfeu Lisboa. RFI »

  • Moçambique: União Europeia não vai enviar forças militares para Cabo Delgado

    28 Novembro 2020 >Não está nos planos, o envio de uma força militar da União Europeia para combater o terrorismo na província de Cabo Delgado no extremo norte de Moçambique. A posição é do Embaixador da União Europeia no país, António Sanchez Benedito Gaspar.  >Para o embaixador da União Europeia em Moçambique a situação dos ataques terroristas é preocupante mas o envio de uma força militar está posta de lado diz António Sanchez Benedito Gaspar: «Não está na agenda. Estamos a falar de reforço das capacidades de Moçambique para que sejam as próprias forças de segurança de Moçambique capazes (ndr: de resolver a situação). Portanto, há muitas modalidades, mas sempre de reforço às capacidades de Moçambique».>A assistência humanitária aos, pouco mais de, 500 mil deslocados vai continuar apesar do desafio que isso representa.>Por outro lado, as organizações da Sociedade Civil apelam ao fim da violência armada nas províncias de Manica e Sofala atribuída a Junta Militar.>«Na zona centro, essas movimentações das pessoas é feita numa situação de perigo, medo, e isso não é bom, nem para nós moçambicanos, nem para os investimentos que nós precisamos», afirmou Dércio Alfazema, Director de Programas do Instituto para a Democracia Multipartidária - IMD -. >A Organização Internacional das Migrações estima que existam mais de 7 mil deslocados no centro de Moçambique, em fuga de ataques armados em zonas por onde vagueia a Junta Militar.>Ouça a Crónica do nosso correspondente, Orfeu Lisboa.> >  RFI »