• Frelimo declara "apoio incondicional" às Forças de Defesa e Segurança

    17 Setembro 2020 /> A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, declarou hoje "apoio incondicional" às Forças de Defesa e Segurança (FDS) do país, após vários apelos a uma investigação a alegadas violações de direitos humanos divulgadas nas redes sociais. RTP »

  • Moçambique identificou "cidadão nacionais" que captam imagens de atrocidades

    16 Setembro 2020 >Jaime Bessa Neto, ministro da defesa de Moçambique, afirma que "há cidadãos nacionais" entre os que captam vídeos e fotografias, nos quais elementos com farda das Forças de Defesa e Segurança cometem atrocidades, como o vídeo da senhora nua, violentada e executada em Mocimboa da Praia, por elementos trajados com uniforme do exército e difundidas a partir do exterior.  >Jaime Bessa Neto, ministro moçambicano da defesa, não revela detalhes, mas garante que já foram identificados os cidadãos, que colaboram com grupos terroristas na captação e tratamento de imagens para a sua divulgação posterior, sendo o último, o caso o vídeo de uma mulher nua, violentada e executada com vários tiros, por elementos trajados com o uniforme das Forças de Defesa e Segurança, em Mocimboa da Praia, na província nortenha de Cabo Delgado.>"...estamos determinados para vencer o terrorismo e, é isso que nós estamos a fazer...estamos a investigar, vamos encontrar qual é a fonte. Alguns moçambicanos tiram ou fazem estas imagens, montagens e entregam lá fora e nós sabemos quem são, vamos expô-los um dia, vamos pegá-los, porque estão a agredir a nação moçambicana".>Estes não pertencem ás forças de defesa e segurança negou o ministro da defesa quando questionado no final da cerimónia de lançamento, no quartel general em Maputo, capital do país, da semana comemorativa do 56° aniversário do desencadeamento da luta de libertação nacional e dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.>Em comunicado, a ong de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional, volta a instar as autoridades moçambicanas a lançarem imediatamente uma  investigação independente e imparcial sobre a execução extrajudicial de uma mulher indefesa em Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, após verificar o vídeo do ataque que foi partilhado nas redes sociais.>Na semana passada, a >Amnistia Internacional já tinha denunciado atos de tortura cometidos pelas forças de segurança.>https://www.amnistia.pt/mocambique-atos-de-tortura-cometidos-pelas-forcas-de-seguranca-devem-ser-investigados/>Sobre este novo caso, uma fonte militar local, que falou com investigadores da Amnistia Internacional, forneceu uma justificação bizarra para o assassínio, alegando que "a mulher tinha enfeitiçado o exército moçambicano e recusado mostrar-lhes o esconderijo dos insurgentes", que pertencem a um grupo conhecido por Al-Shabaab. RFI »