• Do choque da pandemia ao cheque de Bruxelas

    24 Julho 2020 O acordo de Bruxelas sobre o programa de recuperação económica e a possibilidade de encerramento de fronteiras entre França e Espanha por causa da pandemia são alguns dos temas desta edição. Renascença »

  • Uma em cada cinco crianças está em risco de pobreza na Alemanha

    23 Julho 2020 Números da pobreza infantil não baixam há anos. Relatório da Fundação Bertelsmann avisa para efeitos da pandemia num problema social que o país parece não conseguir resolver./> Público »

  • Profissionais de saúde nunca faltaram tanto como nos meses da pandemia

    23 Julho 2020 /> Os profissionais do Serviço Nacional de Saúde faltaram ao trabalho em plena pandemia de Covid-19. RTP »

  • Tragédia humanitária em Cabo Delgado no norte de Moçambique

    23 Julho 2020 /> É uma tragédia humanitária, aquilo que se está a passar no norte de Moçambique. A violência armada, na província de Cabo Delgado, já fez mil mortos e levou a que 250 mil pessoas fugissem de casa, apenas com a roupa que tinham no corpo. RTP »

  • “A pandemia está a deixar Moçambique de rastos”

    22 Julho 2020 >“A pandemia está a deixar Moçambique de rastos”, alerta Régio Conrado, investigador doutorando no Instituto de Estudos Políticos de Bordéus. O cenário é ainda pior no norte do país que enfrenta há dois anos e meio ataques islamistas que já fizeram pelo menos mil mortos e 250 mil deslocados. O que deve o Estado fazer, como ajudar as populações e qual é o retrato económico de Moçambique em plena pandemia de Covid-19? As respostas neste programa com Régio Conrado. > A FAO e o PAM alertaram que Moçambique é um dos países que deverá enfrentar a pior crise alimentar das últimas gerações. De facto, “a pandemia está a deixar o país de rastos”, alerta Régio Conrado, investigador doutorando no Instituto de Estudos Políticos de Bordéus.>"A pandemia, no contexto moçambicano, está a criar situações profundamente graves. Como sabe, em Moçambique, 80% das pessoas trabalham no sector informal, 47% das pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, ou seja, com menos de um dólar. Com a pandemia, em que se impõem medidas restritivas, as pessoas não podem simplesmente ir para a rua e venderem. >Na província de Cabo Delgado, há uma percepção que a pandemia não é a coisa mais grave porque sabemos muito bem o que está a acontecer lá. Para o resto do país, obviamente que a pandemia está a deixar o país de rastos", descreveu o investigador.>O cenário é, de facto, ainda mais complicado no norte do país que enfrenta há dois anos e meio ataques islamistas que já fizeram pelo menos mil mortos e 250 mil deslocados.>"Eles vivem sobretudo do comércio informal. A insurreição militar islamista desestrutura o pequeno comércio, desestrutura o comércio informal, desestrutura a produção campesina e impacta as famílias que dependem deste tipo de produções. >O segundo ponto que temos é que a província depende, em grande medida, da pesca e sabemos que hoje os insurrectos também assassinam pessoas na costa, no mar, o que impede que os pescadores possam continuar com as suas actividades pesqueiras. >Por outro lado, grande parte dos provincianos de Cabo Delgado dependiam dos seus trabalhos nas instâncias turísticas. Obviamente que hoje, com esta insurreição militar, há muitas instâncias turísticas que estão fechadas. De forma geral, a questão económica da província hoje está praticamente destruída", continuou.>Face à situação de "total alarme" em que vivem milhares de deslocados, com "muitos a passar situações de fome grave",  Régio Conrado explicou que a sobrevivência destas pessoas passa pela interfamiliaridade, pela ajuda de grupos humanitários internos de Moçambique, como o movimento chamado "Eu Também Sou de Cabo Delgado" que distribui alimentos, a Comunidade de Santo Egídio, a Igreja Católica, a Cruz Vermelha, etc.>Porém, face à falta de capacidade financeira e de stocks de alimentos, o Estado deveria reconhecer "que estamos em situação de guerra e de urgência humanitária" para que organizações internacionais pudessem entrar na região e levar ajuda.>Por outro lado, "o Estado tem que fazer um grande investimento financeiro" para ajudar as pessoas que estão deslocadas. Até porque "a pandemia demonstrou a incapacidade do Estado de prover serviços sociais às suas populações, portanto alimentá-las e protegê-las do desemprego, da miséria, da míngua e de outros aspectos profundamente graves do ponto de vista social e financeiro".>"Para resumir, a questão da pandemia é gravíssima num contexto de um país profundamente pobre e sem instituições fortes  e eficientes", concluiu Régio Conrado. RFI »

  • Violência jihadista alastra no norte de Moçambique

    22 Julho 2020 /> O Estado Islâmico entrou na região, provocando a morte de pelo menos mil pessoas e forçando mais de 250 mil a fugir de casa. O enviado-especial da RTP a Cabo Delgado, Pedro Martins, é um dos primeiros jornalistas a visitar a região para ver o que está a acontecer. RTP »

  • Trump mudou o tom sobre a pandemia nos Estados Unidos

    22 Julho 2020 /> O Presidente dos Estados Unidos diz que a situação pode piorar no país e apelou pela primeira vez ao uso da máscara. RTP »

  • Trump avisa que pandemia vai "seguramente piorar antes de melhorar"

    21 Julho 2020 Os EUA são o país mais afetado pela pandemia, onde o novo coronavírus provocou a morte a mais de 140 mil pessoas./> TSF »

  • Moçambique e Angola entre os 27 países que vão enfrentar grave crise alimentar iminente

    20 Julho 2020 >Duas organizações das Nações Unidas - FAO e PAM -  estabeleceram uma lista de pelo menos 27 países no mundo, entre os quais Moçambique, mas também Angola, que deverão enfrentar a pior crise alimentar das últimas gerações, sendo que em Moçambique a insegurança no centro e norte do país agrava a situação.  >A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura - FAO - e Programa Alimentar Mundial - PAM - identificaram 27 países que deverão enfrentar uma crise alimentar provocada pela pandemia de Covid-19, já que "os efeitos agravam as potencialidades anteriormente existentes de fome", pode ler-se no relatório recentemente divulgados por estas duas organizações da ONU.>Os dados revelam que "estes 27 países estão em risco, ou nalguns casos já estão a ver uma significativa deterioração da segurança alimentar, incluindo o aumento do número de pessoas empurradas para a situação de fome extrema", alerta o relatório.>Nenhuma região do mundo está ao abrigo de uma crise alimentar iminente e a FAO e o PAM estabeleceram uma lista, que vai do Afeganistão ao Bangladesh na Ásia, de Haiti à Venezuela e América Central, do Iraque ao Líbano, Iémen e Síria no Médio Oriente, ou ainda Moçambique, Angola, Etiópia, Somália, Burkina-Faso, Camarões, Libéria, Níger, Mali, Serra Leoa, Zâmbia e Zimbabué, ao todo são 12 países africanos na lista de 27, situados sobretudo na África subsahariana. >Estes países já tinham elevados níveis de insegurança alimentar e fome extrema mesmo antes da pandemia de Covid-19, devido a choques anteriores, como crises económicas, instabilidade e insegurança, condições climáticas extremas, pestes herbívoras e doenças de animais, segundo o director-geral da FAO, Qu Dongyu.>"Agora, estão na linha da frente e a sofrer na pele os efeitos disruptivos da Covid-19 nos sistemas alimentares, que estão a propiciar uma crise alimentar dentro de uma crise de saúde; não podemos pensar neste risco como algo que vai acontecer lá mais para a frente, não podemos tratar isto como um problema futuro, temos de fazer mais para salvaguardar quer os sistemas de saúde, quer as populações mais vulneráveis, e temos de fazer isso agora mesmo", alertou.>Segundo a FAO e o Pam a pandemia de Covid-19 vai agravar a situação de fome, porque o desemprego kimplica que há menos dinheiro para a alimentação e os trabalhadores que emigraram enviam menos remessas às famílias.>A nível dos governos afectados, a queda das receitas públicas significa que os programas de segurança social como as refeições escolares deixaram de ser financiados, a produção e oferta alimentar diminuiram drasticamente com a pandemia, porque esta contribuiu para multiplicar os conflitos entre comunidades em relação aos recursos naturais, água e pastagens, com efeitos perturbadores sobre a produção e o sector agrícola.>Insegurança em Cabo Delgado agrava situação em Moçambique>A África Austral teve apenas uma época de chuvas normal nos últimos cinco anos e enfrentou, no último ano, a pior época de insegurança alimentar dos últimos dez anos, aponta-se no relatório, que salienta que "a situação é agravada pela pobreza generalizada, má nutrição crónica e choques macroeconómicos em países como Angola, Zâmbia e Zimbabué, e a insegurança no norte de Moçambique".>A pandemia de Covid-19 deixa os países da África Austral, mais vulneráveis devido às fracas condições económicas e à pouca capacidade de resposta dos sistemas de saúde, pode ainda ler-se no relatório.>Sobre Moçambique, a FAO e o PAM consideram que "o país, que foi alvo de múltiplos choques, que causaram uma situação de insegurança alimentar aguda, que o torna extremamente vulnerável aos impactos da pandemia de Covid-19, dada a sua dependência da importação de alimentos, que estão agora expostos a flutuações de preços, e das exportações de matérias-primas, que devem baixar e resultar num abrandamento das receitas governamentais e preços mais altos dos alimentos".>Para além disto, concluem estas duas agências da ONU: "a insegurança em Cabo Delgado, a província mais afectada pela Covid-19, está a deteriorar-se rapidamente com as capacidades e estratégia dos insurgentes a evoluirem rapidamente, o que permite augurar que o número de 200 mil deslocados possa aumentar e que o acesso a alimentos possa piorar nos próximos meses".>África registou, nas últimas 24 horas, mais 355 mortes, totalizando 14.399 vítimas mortais devido à Covid-19 e 664.051 pessoas infectadas, segundo os dados desta sexta-feira 17/07).>Para fazer face a esta crise, a FAO lançou no sábado (18/07) um novo apelo de emergência de 428,5 milhões de dólares, no quadro do Plano de Resposta Hamanitária Global Contra a Pandemia de Covid-19 das Nações Unidas.>Este apelo junta-se ao precedente de 1,1 mil milhões de dólares de ajuda humanitária em 2020, ainda antes da declaração da pandemia de Covid-19.>O PAM estima em 4,7 mil milhões de dólares a ajuda alimentar necessária só em 2020 RFI »

  • "O mundo não tem ideia do que está a acontecer"

    20 Julho 2020 /> Pemba, Cabo Delgado, Moçambique, 20 jul 2020 (Lusa) - O bispo de Pemba disse hoje que o mundo ainda não tem ideia do que está a acontecer em Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde ataques armados estão a provocar uma crise humanitária que afeta mais de 700.000 pessoas. RTP »