• Microsoft já tem plano para lançar o xCloud no iOS sem a aprovação da Apple

    10 Outubro 2020 Os serviços de streaming de jogos têm-se multiplicado nos últimos meses, mas todos têm problemas para entrar no ecossistema da Apple. A americana já fez saber que os aceita na App Store, desde que todos os jogos sejam submetidos individualmente. A Microsoft foi rápida a rejeitar esta condição e agora busca uma solução alternativa para o problema. Ao que tudo indica, essa passará por lançar o seu serviço xCloud, no iOS, através do browser. xCloud poderá chegar ao iOS longe da App Store e das regras da Apple A publicação Business Insider afirma que Phil Spencer, responsável máximo pela Xbox, convocou uma reunião geral esta semana para debater o tema. No rescaldo dessa reunião, Spencer terá dito aos jornalistas "com certeza vamos acabar no iOS". Tudo será resolvido com o desenvolvimento de uma aplicação baseada na web que possibilite o lançamento do xCloud na plataforma móvel da Apple. Certamente não será uma tarefa fácil de concluir, mas parece ser a única opção que a Microsoft considera viável. Ao lançar o seu serviço de streaming de jogos através da web, a Microsoft vai contornar as regras que a Apple estabelece para a App Store. Aí incluem-se os 30% que a tecnológica cobra sobre todas as transações e a necessidade de submeter individualmente mais de 100 títulos. É importante notar que o Xbox Game Pass não pode entrar na App Store porque a Apple o vê como uma segunda loja de aplicações. Algo que a gigante de Cupertino não aceita dentro da sua loja. Terá a Microsoft sucesso com esta abordagem? A questão não reside no ponto de vista de adoção por parte dos utilizadores, mas se a Apple irá permitir tal solução. Mas a favor da Microsoft temos já o serviço da Amazon, o Luna, que também chegou às plataformas da Apple por intermédio da web. Até agora, não tenho conhecimento de nenhum impedimento ao Luna no macOS e iOS, portanto, isso é um presságio positivo para a Microsoft. Veremos se realmente ela conseguirá ser bem-sucedida. Editores 4gnews recomendam: Amazon anuncia fracasso do seu jogo Crucible. Vai encerrar após 6 meses Xbox Series X e Series S têm funcionalidade genial para poupar espaço no SSD Xbox Game Pass Ultimate vai ser a arma secreta da Xbox Series X contra a PS5! 4gnews »

  • Microsoft lança 10 princípios para app stores mais justas

    8 Outubro 2020 >/>Procurando escapar as polémicas das app stores que afectam a Apple e a Google, a MS avança com o compromisso de seguir 10 princípios que diz serem fundamentais para se terem app stores mais justas - e que de imediato invalida ao dizer que não se aplicam à Xbox Store.>A ideia da Microsoft é interessante, e na verdade refere pontos válidos que deveriam ser adoptados por todos. Entre os >10 princípios que adopta para a Microsoft Store no Windows 10 encontramos coisas como a abertura para por lá poderem existir outras app stores; das apps terem liberdade para escolherem os métodos de pagamento e outras coisas.Os 10 princípios definidos pela Microsoft:Liberdade para os developers escolherem se querem usar a app store da Microsoft. Não bloquear o acesso a app stores concorrentes no Windows.Não recusar apps baseado no seu modelo de negócio ou na forma como fornecem os conteúdos ou serviços, quer seja instalada no dispositivo ou via streaming da cloud.Não recusar apps com base na forma de pagamento escolhida pelo developer.Dar acesso atempado aos developers aos interfaces (APIs) disponibilizados na plataforma.Todos os developers poderão publicar as suas apps na app store, desde que cumpram os requisitos estabelecidos de qualidade, privacidade e segurança.Praticar comissões razoáveis e competitivas, e que não obriguem o developer a vender coisas que não desejem vender na sua app.Não proibir a comunicação directa dos developers com os seus utilizadores através das suas apps, para fina legítimos.Aplicar às apps "da casa" o mesmo conjunto de regras e condições aplicados a todas as outras apps.Não utilizar qualquer informação recolhida pela app store, que não esteja disponível publicamente, para fazer concorrência contra apps ou developers.Disponibilizar regras claras e transparentes quanto aos métodos de promoção de apps, informar os developers sempre que houver alterações, e disponibilizar um processo justo para resolver disputas.>/>Tudo muito bonito... até ao ponto em que a MS se apressa a dizer que estes princípios não se aplicarão à Xbox Store, dizendo que são casos diferentes, de dispositivos optimizados para uma única função, e que têm um modelo de negócio diferente, com os produtos a serem rentabilizados através da venda de jogos e não através da venda do hardware.Argumentos válidos, é certo; mas que também poderiam ser adaptados e usados por qualquer outra app store, incluindo a da Apple, ou da Google. Ou seja, na prática continua tudo na mesma, onde cada um olha pelos seus próprios interesses.A MS bem que se pode dar ao luxo de ter uma loja "aberta" no Windows 10, já que se trata de uma plataforma onde os utilizadores tradicionalmente nunca usaram sequer a sua loja de apps, e sempre tiveram formas alternativas de instalarem o que bem lhes apetecer. Já na Xbox, que seria uma das plataformas onde a mesma abertura poderia revolucionar o sector, a MS opta por fazer exactamente aquilo que implicitamente está a criticar os outros de fazerem.No fundo, os princípios que são necessários poderiam ser resumidos a dois, e que deveriam ser cumpridos sem qualquer excepção:Permitir a instalação de app stores alternativas.Dar essas lojas e apps acesso idêntico a todas as APIs utilizadas pela app store oficial e apps oficiais.O que está visto, é que isto não irá ser conseguido de forma voluntária para nenhuma das plataformas onde isso seria preciso. Teremos que ver que tal se desenrolam os processos nos tribunais e resultados práticos das investigações; coisas que ainda irão demorar vários anos a dar frutos. >> >> >> Aberto até de Madrugada »