• Mali: Moctar Ouane nomeado primeiro-ministro

    27 Setembro 2020 >Moctar Ouane, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente de transição Bah N’Daw. A notícia foi avançada pela televisão pública ORTM . >Moctar Ouane, de 64 anos ,foi o chefe da diplomacia maliana de 2004 a 2011, aquando da presidência de Amadou Toumani Touré.>O curto decreto de nomeação foi lido na ORTM pelo secretário-geral adjunto da Presidência, Sékou Traoré.>A formação do Governo será anunciada na terça-feira, segundo a AFP, que cita um oficial da junta militar no poder.>A nomeação de um civil para a chefia do elenco governativo, depois da nomeação do coronel na reserva e antigo ministro da Defesa Bah N’Daw, é a principal condição para que os países vizinhos levantem as sanções ao Mali.>A Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) impôs as sanções ao país dois dias depois do golpe de Estado de 18 de Agosto, que depôs o presidente Ibrahim Boubacar Keïta.>Bah N’Daw tomou posse ao mesmo tempo que o vice-presidente de transição, encarregue das questões de defesa e segurança, o coronel Assimi Goïta, que é o chefe da junta militar que depôs IBK.>  RFI »

  • Mali : Presidente e vice-presidente de transição tomam hoje posse

    25 Setembro 2020 >Esta sexta-feira, no Mali, vão tomar posse o novo presidente de transição, o general na reserva Bah N’Daw, e o novo-vice-presidente, o coronel Assimi Goïta, chefe da junta que depôs o ex-chefe de Estado Ibrahim Boubacar Keïta a 18 de Agosto. A cerimónia acontece perante a expectativa do levantamento das sanções da CEDEAO. >É uma tomada de posse que abre uma nova etapa no Mali, depois do golpe de Estado de 18 de Agosto. O novo Presidente interino, o general na reserva Bah N’Daw, e o novo-vice-presidente, o coronel Assimi Goïta, chefe da junta militar que depôs o ex-chefe de Estado, iniciam um período de transição que deve durar 18 meses e culminar com novas eleições. Para já, vai permitir a nomeação do primeiro-ministro pelo novo chefe de Estado, algo que pode levar ao levantamento das sanções da CEDEAO, visto que a organização reclama um chefe do executivo civil.>A  nomeação pode acontecer ainda durante esta sexta-feira e assim permitir o levantamento do embargo, até porque o mediador da CEDEAO, Goodluck Jonathan, está há dois dias em Bamako e confirmou que vai participar na tomada de posse, antes de deixar o país esta tarde. Porém, na véspera, várias fontes não excluíam que sejam necessários ainda alguns dias para conhecer o nome do novo chefe do governo de transição.>Outro ponto sensível é a versão definitiva da carta de transição, já que a CEDEAO considerou, inicialmente, que esta conferia poderes presidenciais ao vice-presidente, o que significaria, na prática, manter o país nas mãos da junta militar. Por outro lado, o Presidente é um general na reserva, considerado legalmente como civil.>Esta quinta-feira, o mediador da CEDEAO e antigo Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, reuniu-se com o chefe da junta militar, o coronel Assimi Goïta, e com o novo presidente Bah Ndaw. Na semana passada, a CEDEAO voltou a exigir a nomeação imediata de um Presidente e de um primeiro-ministro de transição civis.>Bah Ndaw, de 70 anos, é um coronel na reserva, foi ministro da Defesa alguns meses em 2014 e vai ser ele a nomear o novo chefe de governo, de acordo com o plano de transição da junta militar. Com a nomeação de um antigo militar para a presidência e do chefe da junta para a vice-presidência, os militares asseguram um importante peso no período de transição, apesar de a CEDEAO insistir na necessidade de civis no poder.>A junta considera que com um coronel na reserva e com a nomeação de um primeiro-ministro-  que os observadores apontam como devendo ser civil - estão preenchidas as exigências da CEDEAO. Nesse sentido, pedem o levantamento das sanções, nomeadamente o fim do embargo sobre as trocas comerciais e financeiras que abalam uma economia frágil. A presença do mediador da CEDEAO na cerimónia da tomada de posse é vista como um sinal favorável.>A CEDEAO conseguiu que os militares deixassem o ex-Presidente deposto sair do país para seguir um tratamento hospitalar no estrangeiro, mas pede, também, a libertação de todos os governantes detidos pelos militares durante o golpe, como, por exemplo, o ex-primeiro-ministro Boubou Cissé.>O investigador moçambicano Régio Conrado considera que o presidente nomeado é a figura consensual porque "do ponto de vista legal, é de facto uma figura civil, mesmo que do ponto de trajectória profissional seja um coronel na reserva". O que se vê é que "o Mali está neste momento sob o controlo profundamente cerrado das Forças Armadas".>Volte a ouvir aqui o nosso CONVIDADO de terça-feira.>  >  RFI »

  • "O Mali está sob o controlo profundamente cerrado das Forças Armadas"

    22 Setembro 2020 >O Presidente de transição do Mali, nos próximos 18 meses, vai ser o coronel na reserva, Bah N’Daw, auxiliado pelo vice-presidente que é o chefe da junta militar que depôs Ibrahim Boubakar Keïta a 18 de Agosto, o coronel Assimi Goïta. O investigador moçambicano Régio Conrado considera que o presidente nomeado é a figura consensual porque "do ponto de vista legal, é de facto uma figura civil, mesmo que do ponto de trajectória profissional seja um coronel na reserva". O que se vê é que "o Mali está neste momento sob o controlo profundamente cerrado das Forças Armadas". >Nesta entrevista, Régio Conrado, investigador doutorando no Instituto de Estudos Políticos da Universidade de Bordéus, comenta a situação política no Mali, no dia da comemoração dos 60 anos da independência do país, e depois das nomeações de um presidente e vice-presidente de transição.>O antigo coronel Bah N’Daw, que chegou a ser ministro da Defesa alguns meses em 2014, foi nomeado Presidente de transição. A CEDEAO tinha pedido um Presidente civil, mas até que ponto um militar na reserva é visto como um civil? Régio Conrado explica que é "a figura consensual" com um lado civil, como pedia a CEDEAO, mas que não deixa de ser do exército.>"Do ponto de vista legal, de facto, é uma figura civil, mesmo que do ponto de trajectória profissional seja um coronel na reserva. Era a figura que podia ser aparentemente consensual ou menos conflituosa porque respondia aos dois epítetos : por um lado, é de trajectória militar e, por outro lado, de trajectória civil", explica Régio Conrado.>A vice-presidência fica a cargo do chefe da junta militar que depôs Ibrahim Boubakar Keïta a 18 de Agosto, o coronel Assimi Goïta. Nesse caso, este período de transição continua nas mãos da junta militar ? "Na substância sim, continua nas mãos da junta militar", começa por responder o investigador.>"O Mali, neste momento, está sob controlo profundamente cerrado das Forças Armadas, mas são Forças Armadas que estão profundamente conscientes de que não podem impor determinadas medidas que estejam em desacordo total seja com a comunidade internacional, assim como com a CEDEAO. Este junta militar está a ser profundamente inteligente ao articular as exigências da comunidade internacional e da CEDEAO, mas também tenta impor aquilo que são as suas prorrogativas", descreve.>Esta terça-feira, o chefe da junta militar e agora vice-presidente apelou à CEDEAO para levantar as sanções impostas ao Mali, justificando que foi nomeado um Presidente de transição que apresentou como civil. Estas nomeações merecem o levantamento das sançoes da CEDEAO ? Para Régio Conrado, "uma das exigências fundamentais da CEDEAO e da comunidade Iiternacional era que houvesse um civil" e "há um consenso que esta figura apesar de ter um percurso militar, é uma figura que, de facto, neste momento é considerada como civil e militar". "Agora, vai depender do que vai acontecer nos dias seguintes, como a questão da nomeação do primeiro-ministro e também dos ministros que veremos de onde é que virão.">Oiça a entrevista completa aqui.>  RFI »

  • Chefe da junta militar no poder exorta CEDEAO a levantar sanções

    22 Setembro 2020 /> O chefe da junta militar no poder no Mali exortou hoje a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a levantar as sanções impostas ao seu país, após a nomeação de um presidente de transição, que apresentou como civil. RTP »

  • Mali: Bah N’Daw nomeado presidente de transição

    21 Setembro 2020 >O ex-ministro da Defesa Bah N’Daw foi hoje nomeado oficialmente para o cargo de presidente de transição. A cerimónia de tomada de posse está marcada para esta sexta-feira, dia 25 de Setembro. > O ex-ministro da Defesa, Bah N’Daw foi nomeado presidente de transição do Mali pelo Comité Nacional para a Salvação do Povo do Mali, anunciou o chefe da Junta, o coronel Assimi Goïta à televisão nacional.>Nascido em 1950, Bah N’Daw fez carreira na Força Aérea. Em 2014, depois de se ter reformado, assumiu o cargo de ministro da defesa, em substituição de Soumeylou Boubèye Maïga.>O coronel na reforma vai conduzir a transição no país ao lado do chefe da Junta Militar -que organizou um golpe de Estado contra o Presidente Ibrahim Boubacar Keita- Assimi Goïta, que assume o cargo de vice-presidente.>Os dois homens têm a missão de governar o Mali durante os próximos 18 meses, período definido pela junta como necessário para se fazer uma transição política o menos disruptiva possível, antes do agendamento de novas eleições.>A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o Movimento 5 de Junho-União de Forças Patriótica (M5-RFP) – composto pelos partidos da oposição que lideraram a onda de protestos contra Ibrahim Boubacar Keita e que negociaram com a junta militar um roteiro de transição– exigiam que o presidente de transição fosse civil e não um militar.>A escolha de N’Daw, ex-coronel, pode ser vista como a solução intermédia apresentada pelo Comité Nacional, resta saber se a CEDEAO e o M5-RFP a vão aceitar.>A cerimónia de tomada de posse está marcada para esta sexta-feira, dia 25 de Setembro.> >    RFI »

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