• Manifestação em Bissau de trabalhadores da central sindical UNTG contra o governo

    16 Janeiro 2021 >Na Guiné-Bissau os trabalhadores saíram à rua hoje numa manifestação contra a atuação do Governo. A manifestação, convocada pela central sindical União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), acabou por ser realizada em moldes diferentes porque a polícia nao permitiu que ocorresse como a UNTG quis. O secretário-geral da UNTG diz que o Governo usa da força para impedir aos trabalhadores um direito previsto na lei do país. >Na Guiné-Bissau os trabalhadores saíram à rua hoje numa manifestação contra a atuação do Governo.>A manifestação, convocada pela central sindical União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), acabou por ser realizada em moldes diferentes porque a polícia nao permitiu que ocorresse como a UNTG quis.>O secretário-geral da UNTG diz que o Governo usa da força para impedir aos trabalhadores um direito previsto na lei do país.>A manifestação, que deveria sair da localidade de Chapa de Bissau para a sede da UNTG, foi logo dispersa pela polícia.>Júlio Mendonça, o secretário-geral da UNTG, não desarmou, conduziu os manifestantes para diante da sede da UNTG e ali mesmo fez um pequeno comício.>Vestidos com os coletes verdes florescentes, talvez imitando os coletes amarelos franceses, os manifestantes empunhavam dísticos com dizeres como: “Tenham pena deste povo”, “Diga não à mais impostos” “abaixo luxo na miséria” “abaixo subsídios abusivos”, entre outras palavras de ordem.>As frases queriam demonstrar o repúdio dos trabalhadores contra os subsídios que o Governo pretende passar a atribuir aos titulares de órgãos de soberania e ainda contra a intenção do Governo em criar cinco novos impostos.>A polícia é que não esteve com meias medidas. Proibiu a manifestação.>Como resposta, Júlio Mendonça anunciou que de agora em diante, a UNTG convocará greves gerais na Função Pública, durante os dias normais de trabalho, de segunda à sexta, até que o Governo se sente à mesa das negociações com os sindicatos.>A próxima greve geral é já na segunda-feira.>De Bissau, o nosso correspondente, Mussá Baldé. RFI »

  • Líder do sindicato guineense UNTG denuncia ameaças à sua vida

    13 Janeiro 2021 >Júlio Mendonça, líder da maior central sindical da Guiné-Bissau, União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), disse hoje estar a ser alvo de ameaças contra a sua integridade física por parte de desconhecidos e anunciou a realização de uma marcha de protesto contra a política do governo marcada para o próximo sábado. >Definitivamente, a central sindical guineense UNTG e o Governo estão de costas voltadas, sendo que há muito que as relações entre sindicato e o executivo têm vindo a azedar.>Agora, Júlio Mendonça diz que está a ser alvo de ameaças à sua vida e que todos os dias há pessoas não identificadas a passar diante da sua residência em Bissau, em autênticos ralis com motos e carros.>Júlio Mendonça afirma que é tudo uma estratégia de o fazer calar perante as denúncias que tem feito às arbitrariedades por parte do Governo.>A UNTG tem estado a denunciar que o Governo, sem que tenha feito aumento de salários aos funcionários públicos, criou cinco novos impostos e ainda quer dar subsídios avultados aos titulares de órgãos de soberania.>"Ouvi alguém a dizer no parlamento que o presidente do parlamento e os deputados devem ganhar igual aos colegas dos países vizinhos, mas quero perguntar quanto ganha um professor ou um médico no Senegal ou na Gâmbia", diz o líder sindical.>No próximo Sábado, dia 16 de Janeiro, a UNTG projecta realizar uma manifestação de rua, que vai sair da localidade da chapa de Bissau até a sua sede no centro da capital guineense.>A manifestação, diz Mendonça, servirá para demonstrar o desagrado dos trabalhadores com a desorganização do Estado e ainda pedir ao Presidente Umaro Sissoco Embalo para que vete a proposta do Orçamento Geral do Estado no que diz respeito aos subsídios e novos impostos.> >  RFI »

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