• Arte luso-africana invade Paris

    8 Novembro 2019 >A Arte de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe estão representadas nesta 4ª edição da feira de arte contemporânea africana AKAA (Also Known as Africa) que decorre no Carreau du Temple, em Paris.>Nesta quarta edição estão presentes 45 galerias com mais de uma centena de artistas entre os quais 13 artistas luso-africanos.>O artista angolano Ricardo Kapuka apresenta trabalhos que têm como suporte panos coloridos; panos usados no dia-a-dia onde vemos retratados de jovens, mulheres, vendedores ou ainda mototaxis.>Está é a quarta vez que o Ela Espaço Luanda Arte está e Paris com os trabalhos de Van, Ricardo Kapuka, René Tavares e No Martins, apresenta o director do ELA, Dominick Tanner.>O são-tomense René Tavares junta-se ao fotógrafo moçambicano Mário Macilau e à angolana Lola Kayazua representados na galeria angolana Movart, como descreve Linda, colaboradora da galerista Janire Bilbao.>O artista plástico luso-angolano Pedro Pires apresenta um trabalho a solo, com uma obra central que salta à vista por estar envolvida por plantas artificiais. Um corpo central ou ainda um esqueleto que muda a narrativa do espaço da galeria.>A aposta da galeria This is Not a White Cube é a internacionalização da arte Angola, refere a directora da galeria Sónia Ribeiro>Na Feira de arte africana Akaa estão ainda presentes trabalhos dos moçambicanos Ernesto Shikhani e a ceramista Reinata Sadimba, os irmãos cabo-verdianos Tchalé Figueira e Manuel Figueira, o são tomense José Chambel, a guineense Manual Jardim pela galeria de Carlos Cabral Nunes, director da Perve Galeria.>O luso-angolano-cabo-verdiano Francisco Vidal é um dos artistas convidados. Teve carta branca para fazer uma exposição no evento. O pintor invadiu paredes e chão com 60 retratos dos artistas africanos presentes na feira.>  RFI »

  • Francisco Vidal em destaque na feira AKAA em Paris

    8 Novembro 2019 >O artista Francisco Vidal, português, angolano e cabo-verdiano, expõe pela primeira vez em Paris e teve carta branca para criar um espaço de pintura e pensamento na feira AKAA - Also Know As Africa - que abre ao público este sábado, em Paris. O pintor fez retratos de todos os artistas africanos presentes no evento e invadiu chão e paredes com o seu gesto coreográfico e cores expressionistas. >A feira internacional dedicada à arte contemporânea africana AKAA ["Also Known As Africa"] convidou o artista Francisco Vidal para desenvolver um projeto especial no espaço AKAA Underground, que tem como título “Paisagens Contemporâneas”, comissariado por Namalimba Coelho. >O pintor criou um espaço imersivo em que o espectador entra na sua obra, dos pés à cabeça. No chão, uma série de 'prints' de flores de algodão e nas paredes os retratos expressionistas de 60 artistas africanos contemporâneos que expõem na AKAA, incluindo um  auto-retrato de Francisco Vidal. >Oiça aqui um excerto da entrevista à RFI e aguarde, em breve, a longa conversa sobre o percurso deste artista admirador de Basquiat, Matisse e Picasso.>Filho de pais angolanos e cabo-verdianos, Vidal cresceu em Portugal, viveu em Berlim, Nova Iorque e Luanda, tendo-se fixado em Lisboa.  A sua obra aborda temas centrados em África e nas suas diásporas e sugere influências de Basquiat, Matisse e Picasso, entre muitos outros pintores, absorvendo também a cultura hip-hop dos anos 80, o graffiti e a arte urbana. As cores a óleo são expressionistas e vibram a partir de papel em grande formato e catanas transformadas em telas. >Os 60 retratos que Francisco Vidal criou para esta mostra formam uma vasta paisagem contemporânea, humana e urbana, que vai acolher um programa composto por conversas, debates e performances entre este sábado e a próxima segunda-feira.>Francisco Vidal é licenciado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, fez um curso avançado em Artes Visuais na Escola de Artes Visuais Maumaus, em Lisboa, e tem um mestrado na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Nascido em Lisboa em 1978, de pai angolano e mãe cabo-verdiana, foi selecionado para fazer parte do pavilhão de Angola na 56.ª edição da Bienal de Veneza. Realizou várias exposições individuais e colectivas em Lisboa e Luanda e está presente em várias colecções.>A feira AKAA decorre de 9 a 11 de novembro, no Carreau du Temple, em Paris, e junta 45 galerias com mais de 100 artistas de origem africana. Há quatro galerias lusófonas: o Espaço Luanda Arte, Mov’Art e THIS IS NOT A WHITE CUBE, sediadas em Luanda, e também a galeria portuguesa Perve, sediada em Lisboa.>Além de Francisco Vidal, há obras dos angolanos Ricardo Kapuka e Keyezua, dos moçambicanos Malangatana, Mario Macilau, Reinata Sadimba e Ernesto Shikhani, dos são-tomenses René Tavares e José Chambel, da guineense Manuela Figueira e do brasileiro No Martins.>  RFI »