• PAIGC pede inquérito parlamentar a ataque a deputado da Guiné-Bissau

    27 Maio 2020 Marciano Indi, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) foi raptado e espancado na sexta-feira./> Público »

  • Guiné-Bissau: Líder do PUN denuncia ameaça de morte

    25 Maio 2020 >Na Guiné-Bissau o presidente do Partido da Unidade Nacional, Idriça Djaló, crítico em relação às novas autoridades, recebeu ameaças de morte. Djaló tinha tomado posição contra o rapto por agentes da autoridade do deputado Marciano Indi, da APU PDGB e acabou por receber mensagens aludindo ao facto de que com Sissoco Embaló acabou a "era de insultos ao presidente", nomeadamente. O líder do PUN denuncia a cultura de violência no seu país e o acto cobarde de que diz ter sido alvo. >O líder do PUN alega desconhecer a autoria das ameaças via áudio e remete o caso para a investigação pelas entidades policiais.>Idriça Djaló mantém-se em sua casa e descarta, mesmo, qualquer pedido de protecção alegando não querer por em risco outras vidas que não a sua.>Para este político guineense os assassínios, que ficaram por julgar, remontam a ainda antes da independência da Guiné-Bissau.>Assim ele alega ser urgente que a população se levante para exigir que tais actos cessem, por forma a evitar que o país seja um caos.>Djaló tinha denunciado "o carácter violento do governo de Nuno Gomes Nabiam" numa reacção ao rapto do deputado Marciano Indi da APU-PDGB, na semana passada, protagonizado por agentes policiais.>Este partido, a APU-PDGB, tem estado no centro das atenções por ter ora apoiado o governo cessante, do PAIGC, ora a coligação criada em torno do MADEM-G15 que poderiam fazer evoluir a maioria no parlamento.>A CEDEAO, Comunidade económica dos Estado da África ocidental, reconheceu a vitória de Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo MADEM-G15, nas eleições de Dezembro passado, não obstante o Supremo Tribunal, nas suas vestes de Tribunal Constitucional, não se ter pronunciado sobre um contencioso interposto pelo PAIGC.>A comunidade regional que dera até 22 de Maio para a formação de um novo governo, saído das eleições legislativas de Março de 2019 que tinham dado a maioria ao PAIGC. RFI »

  • Presidente da Guiné-Bissau deixa passar prazo da CEDEAO para nomear novo Governo

    23 Maio 2020 Apesar das duas rondas de audiências aos partidos com assento parlamentar, nomeadamente o PAIGC, políticos guineenses não conseguiram entender-se. Na segunda-feira haverá novas negociações, num clima de redobrada tensão./> Público »

  • Guiné-Bissau: o que aconteceu ao deputado da APU-PDGB Marciano Indi?

    22 Maio 2020 >O deputado e líder da bancada parlamentar da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Marciano Indi, foi raptado por homens desconhecidos no começo desta tarde quando estava a sair da sua residência em Safim, a cerca de 15 quilómetros da capital, o deputado tendo sido levado para o Ministério do Interior, antes de ser libertado horas mais tarde na sequência da intervenção de Cipriano Cassamá, Presidente da Assembleia Nacional Popular. >Pouco depois do seu rapto, fontes partidárias e da sociedade civil teceram alertas públicos sobre a situação deste deputado que tem tomado posições abertamente críticas perante o actual poder na Guiné-Bissau.>Em Safim, cidade onde o deputado reside, populares invadiram o posto de segurança local. Na sua página de Facebook, o secretário-geral da APU-PDGB e ex-ministro do Interior, Juliano Fernandes, exigiu a "devolução imediata, já e agora da liberdade ao deputado da nação e líder da bancada parlamentar da APU-PDGB.” Tal acabou por acontecer no final da tarde, Saliu Lamba, um dos vice-presidentes da APU-PDGB, confirmando à RFI que o deputado Marciano Indi tinha sido solto na sequência da intervenção do Presidente do Parlamento, este responsável não deixando contudo de manifestar estranheza pelo sucedido.>Batista Té, também vice-presidente da APU-PDGB, fez outras revelações à RFI. Alertado por uma das pessoas que acompanhava o deputado Marciano Indi na altura em que foi raptado, Batista Té alertou os meios de comunicação social locais e informou também os representantes da ONU e da CEDEAO no país. Ao contar que o deputado foi interceptado na estrada que liga Safim a Bissau por 5 homens armados circulando num veículo sem matrícula, Batista Té refere que o deputado Marciano Indi foi agredido e sofreu ferimentos na cabeça que o obrigaram a receber tratamento médico após a sua libertação. Ao dar conta da sua incompreensão perante esta situação, Batista Té considerou que se trata de "perseguição política", mas que isto "não pode continuar".>Este rapto ocorreu num contexto político tenso na Guiné-Bissau, no dia em que terminava o prazo estipulado há um mês pela CEDEAO para o Presidente guineense nomear um novo primeiro-ministro que tivesse em conta os resultados das eleições legislativas de Março do ano passado. Neste cenário, dois blocos reclamam ter a maioria à luz de dois diferentes acordos de incidência parlamentar, um favorável a uma maioria com o PAIGC, outro com o MADEM-G15 e o PRS, ambos rubricados pelo actual Primeiro-ministro e líder da APU-PDGB, Nuno Nabian.>O primeiro acordo assinado pela APU-PDGB juntamente com o PAIGC e outras formações logo após as legislativas do ano passado, permitiu juntar 54 dos 102 assentos parlamentares para dar sustentabilidade ao governo liderado por Aristides Gomes, cujo partido -por si só- não tinha conseguido a maioria absoluta. Contudo, Nuno Nabian incompatibilizou-se rapidamente com o PAIGC e acabou por unir forças com o MADEM-G15 e o PRS. Esta nova aliança materializou-se recentemente, num novo acordo de incidência parlamentar rubricado no passado dia 15 de Maio, já com ele no posto de Primeiro-Ministro desde finais de Fevereiro.>Apesar disto, quatro dos cinco deputados da APU-PDGB, nomeadamente Marciano Indi, defendem que se mantenha o acordo de incidência parlamentar assinado com o PAIGC. Ainda nesta quinta-feira, numa entrevista concedida a um canal televisivo, Marciano Indi colocou em causa a maioria formada por Nabian juntamente com o MADEM-G15 e o PRS e considerou que se o Presidente guineense concedesse o direito de governar "à pretensa nova maioria" ele estaria a cometer uma inconstitucionalidade.>Desde o começo do ano, a Guiné-Bissau tem vivenciado uma nova crise política subsequente às eleições presidenciais do passado mês de Dezembro. Umaro Sissoco Embaló foi dado vencedor pela Comissão Nacional de Eleições, mas o seu adversário, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, não aceitou os resultados e impugnou o processo.>Em finais de Fevereiro, Umaro Sissoco Embaló assumiu a presidência, demitiu o governo de Aristides Gomes e deu posse a um novo governo liderado por Nuno Nabian, sem que o Supremo Tribunal tivesse chegado a pronunciar-se sobre o contencioso eleitoral. Esta instituição remeteu para mais tarde um posicionamento sobre esta matéria, sendo que em Abril o conjunto da comunidade internacional reconheceu Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau.>  RFI »

  • População guineense de Safim invade posto de segurança após rapto de deputado Marciano India

    22 Maio 2020 /> A população de Safim, a cerca de 15 quilómetros da capital da Guiné-Bissau, invadiu hoje o posto de segurança daquela localidade, na sequência do rapto por desconhecidos do deputado guineense Marciano Indi. RTP »

  • Desconhecidos raptam deputado guineense da APU-PDGB, Marciano Indi

    22 Maio 2020 /> O deputado e líder da bancada parlamentar da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Marciano Indi, foi raptado por desconhecidos numa localidade próxima de Bissau, disseram hoje à Lusa fontes partidárias e da sociedade civil. RTP »