• Angola: Polícia reprime vigília e "sequestra" activistas

    14 Novembro 2020 >A polícia angolana reprimiu, ontem à noite, uma vigília em memória de Inocêncio Matos, o jovem de 26 anos morto durante a manifestação de 11 de Novembro, em Luanda. O activisto Dago Nível acusou a polícia de ter sequestrado três activistas, que foram depois abandonados numa mata do Kwanza Norte. >A vigília em memória de Inocêncio Matos devia ter sido realizada, sexta-feira, no largo da Igreja Sagrada Família, em Luanda, mas foi reprimida pela polícia angolana. >O activisto Dago Nível, que esteve presente no local, denunciou que os agentes da polícia raptaram os activistas Rui dos Anjos, Songola Latino e Laurinda Gouveia, que foram depois abandonados, numa das matas do Kwanza Norte.>O actvista condenou ainda a acção dos agentes da polícia e denunciou o autoritarismo do governo. >“Não havia razões legais para que fôssemos impedidos de realizar nossa actividade e que acabasse com rapto de três activistas. Na verdade, essa aparente autoritarismo ou ditadura do governo de ser alérgico ao exercício de cidadania”, referiu. >O advogado Zola Bambi, coordenador do Movimento Observatório para Coesão Social, já veio anunciar que a família de Inocêncio Matos vai processar a polícia e governo angolano, >Sociedade está mobilizada>Dago Nível lembrou que decorre, actualmente, uma campanha de recolha de fundos para ajudar os familiares de Inocêncio Matos com as despesas do funeral. >“Nós estamos a fazer os possíveis partilhando o IBAN [dados bancários] e o número de telefone da irmã de Inocêncio, Paulina de Matos, irmã”, explicou. >O jovem vai a enterrar na segunda-feira, num dos cemitérios de Luanda. >A oposição angolana que já condenou a carga policial contra os jovens na manifestação de 11 de Novembro, exige um inquérito para os que os autores sejam responsabilizados.>A Organização Human Rigths Watch denunciou a postura da polícia angolana nas manifestações em Angola e defende que executivo liderado pelo Presidente João Lourenço “deve tomar medidas concretas contra aqueles que cometem abusos contra os manifestantes pacíficos". A analista sénior da ONG, Zenaida Machado, disse que as autoridades angolanas não se devem refugiar nas medidas contra a covid-19 para justificar o policiamento excessivo e a repressão violenta de protestos pacíficos. RFI »

  • Angola: ONG pede investigação à actuação da polícia

    14 Novembro 2020 >A Organização Human Rigths Watch denuncia a postura da polícia angolana nas manifestações em Angola e defende que executivo liderado pelo Presidente João Lourenço “deve tomar medidas concretas contra aqueles que cometem abusos contra os manifestantes pacíficos". >Em comunicado, a Human Rigths Watch critica a postura da polícia angolana nas manifestações para denunciam a pobreza no país, pedindo uma investigação aos alegados tiros da polícia contra os manifestantes.>A analista sénior da Human Rights Watch para África, Zenaida Machada considera que “os disparos da polícia contra os manifestantes pacíficos são vergonhosos e criminosos”. A analista defende que o executivo angolano “deve investigar minuciosamente o uso de força letal desnecessária pela polícia e responsabilizar os culpados”.>A Human Rigths Watch denuncia o usa de balas reais, gás lacrimogéneo e cães para dispersar os manifestantes e acusa a polícia de ter espancado dois activistas, Nito Alves e Laurinda Gouveia e deteve arbitrariamente Luaty Beirão.>No protesto pacífico contra o governo de João Lourenço uma pessoa perdeu a vida. A informação foi avançada pelo chefe da equipa do banco de urgência do Hospital Américo Boavida, Augusto Manuel. O jovem de 26 anos, estudante universitário, deu entrada na unidade hospitalar ao início da tarde de quarta-feira, depois de ter ficado ferido na tentativa de manifestação para exigir melhores condições de vida e a realização das primeiras eleições autárquicas.>O paciente, Inocêncio de Matos, foi levado pela polícia ao hospital. Em declarações à Televisão Pública de Angola, o médico disse que o jovem teria sido atingido "com um objecto contundente" que lhe provocou um trauma na cabeça, "com sangramento activo e exposição da massa cerebral". O jovem foi levado para o bloco operatório, em estado inconsciente, mas após quatro horas veio a morrer.>O advogado Zola Bambi afirmou que vai prestar apoio judiciário à família do jovem morto no protesto pacífico, admitindo avançar com processos criminal e cível contra o Estado e a polícia angolana.>O porta-voz do comando provincial de Luanda da polícia negou, esta sexta-feira, qualquer responsabilidade dos agentes na morte de um jovem durante a manifestação de quarta-feira passada na capital angolana, reiterando que a actuação policial foi "legal e legítima".>Zenaida Machado diz que as autoridades angolanas não se devem refugiar nas medidas contra a covid-19 para justificar o policiamento excessivo e a repressão violenta de protestos pacíficos.>A analista da Human Rigths Wacth defende que o governo liderado pelo Presidente João Lourenço deve responsabilizar aqueles que cometeram abusos contra os manifestantes.>  RFI »

  • Advogado vai processar Estado angolano e polícia por morte de jovem em Luanda

    13 Novembro 2020 /> O advogado Zola Bambi afirmou hoje que vai prestar apoio judiciário à família do jovem morto em Luanda numa manifestação, admitindo avançar com processos criminal e cível contra o Estado angolano e a polícia. RTP »

  • Polícia de Luanda nega responsabilidades sobre morte de jovem durante manifestação

    13 Novembro 2020 Autoridades afirmam que a vítima acabou por morrer na unidade hospitalar na sequência de uma intervenção cirúrgica. Correio da Manhã »

  • Polícia de Luanda nega responsabilidade na morte de manifestante

    13 Novembro 2020 /> O porta-voz do comando provincial de Luanda da polícia afastou hoje qualquer responsabilidade dos agentes na morte de um jovem durante a manifestação de quarta-feira passada na capital angolana, reiterando que a atuação policial foi "legal e legítima". RTP »

  • Polícia de Luanda nega responsabilidade na morte de manifestante

    13 Novembro 2020 Segundo a polícia, jovem que morreu não terá sido morto a tiro durante a manifestação, mas sim na sequência de uma intervenção cirúrgica./> TSF »

  • Médico da UNITA acusa polícia angolana de manipular corpo clínico sobre morte de manifestante

    13 Novembro 2020 /> O médico angolano e deputado da UNITA (oposição), Maurílio Luyele, disse hoje a polícia "manipulou o corpo clínico" do Hospital Américo Boavida sobre a morte de um ativista na manifestação de quarta-feira, em Luanda, o que classificou como "repugnante". RTP »

  • Luanda. Morreu manifestante ferido pela polícia

    12 Novembro 2020 /> Morreu um dos jovens que participou na manifestação de ontem, em Luanda. Sofreu ferimentos graves durante os confrontos com a polícia. O protesto tinha por objetivo reivindicar melhores condições de vida. RTP »

  • Angola: Médico confirma morte de manifestante

    12 Novembro 2020 >O chefe da equipa do banco de urgência do Hospital Américo Boavida, em Luanda, confirmou que o manifestante de 26 anos ferido no protesto desta quarta-feira acabou por morrer. Em declarações à Televisão Pública de Angola, o médico disse que o jovem foi atingido "com um objecto contundente", o que lhe provocou um trauma na cabeça, "com sangramento activo e exposição da massa cerebral". >A informação foi avançada pelo chefe da equipa do banco de urgência do Hospital Américo Boavida, Augusto Manuel. O jovem de 26 anos, estudante universitário, deu entrada na unidade hospitalar ao início da tarde de quarta-feira, depois de ter ficado ferido na tentativa de manifestação para exigir melhores condições de vida e a realização das primeiras eleições autárquicas.>O paciente, Inocêncio de Matos, foi levado pela polícia ao hospital. Em declarações à Televisão Pública de Angola, o médico disse que o jovem teria sido atingido "com um objecto contundente" que lhe provocou um trauma na cabeça, "com sangramento activo e exposição da massa cerebral". O jovem foi levado para o bloco operatório, em estado inconsciente, mas após quatro horas veio a morrer.>"O doente que já tinha um mau prognóstico, quer à entrada do banco de urgência, quer no bloco operatório, o prognóstico já era muito mau, acabou por falecer por paragem cardiorrespiratória irreversível e a gente só teve que confirmar o óbito quatro horas depois da cirurgia”, declarou.>O médico afastou a versão de ter sido atingido por um disparo de arma de fogo, como inicialmente foi avançado por companheiros manifestantes.>“Não, um objecto contundente, estamos a falar provavelmente de um pau, de um pedaço de metal, grosso, grande, um ferro, que causa aquele tipo de lesão, a gente isso pôde facilmente constatar pelo tipo de ferida que tinha, aquele tipo de fractura, além de que foi submetido a uma TAC cranioencefálica que não evidenciou corpo estranho nenhum”, declarou.>O comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, Eduardo Cerqueira, negou, em declarações à comunicação social, na quarta-feira, que tenha morrido uma pessoa, confirmando que estava ferido e a receber tratamento no Hospital Américo Boavida.>A morte do manifestante aconteceu no dia em que se celebraram os 45 anos de independência em Angola, durante uma tentativa de manifestação que foi proibida pelo Governo Provincial de Luanda alegando as restrições  sanitárias que impedem ajuntamentos de mais de cinco pessoas na via pública.>Manifestante fala em dois mortos>Dito Dali, um dos organizadores da marcha, disse à RFI que duas pessoas morreram. >ONG lamenta morte de manifestante e repressão>A organização não-governamental angolana Friends of Angola manifestou, esta quinta-feira, “preocupação e apreensão” com a repressão da manifestação e denunciou as detenções, espancamentos e morte de um dos manifestantes.>“A repressão brutal contra manifestantes pacíficos por parte da Polícia Nacional viola o conjunto de valores e princípios que se consubstanciam no espírito da independência nacional, alcançada com enorme sacrifício consentido por angolanos e angolanas de diversos estratos sociais”, escreveu, em comunicado, a Friends of Angola.>Segundo a ONG, várias pessoas foram detidas e espancadas em confrontos com a polícia durante a tentativa de manifestação.>A Friends of Angola considerou ainda que o Governo do Presidente João Lourenço tem estado “a revelar uma deriva totalitária” que remete para a “Era dos Santos”, “marcada por uma quantidade industrial de violações dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos”.>  RFI »