• Angola: início do interrogatório ao general Zé Maria

    12 Setembro 2019 >Decorreu esta quinta-feira o início do interrogatório ao general “Zé Maria”. Aos juízes, o antigo chefe da secreta angolana explicou as razões que o levaram a não entregar os documentos ao general Miala. >Segundo ele o actual chefe do Serviço de Inteligência, Fernando Garcia Miala, não tinha em sua posse nenhuma ordem expressa do Presidente da Republica sobre a questão.>Os juízes perguntaram também porque é que o general Zé Maria se encontrou com o general Miala às portas de um restaurante e não nas instalações dos Serviços de Inteligência e de Segurança Militar (SISM). António José Maria referiu que teve receio de ser preso.>Quando questionado sobre o facto de ter guardado documentos de carácter militar em sua casa, o general Zé Maria respondeu que apesar do carácter militar dos documentos, estes não eram propriedade do SISM, mas das Forças Armadas Angolas.>O julgamento do antigo chefe do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar António José Maria começou ontem em Luanda, no comando do exército. O oficial é acusado de extravio de documentos de carácter militar e de insubordinação.>O despacho de pronúncia refere que em Novembro de 2017, o general António José Maria foi informado que seria exonerado das suas funções e consequentemente passaria à reforma. Após a exoneração o réu teria subtraído documentos relativos à batalha do Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango, que custaram aos cofres do Estado mais de dois milhões de dólares.>Para proceder à devolução da documentação em causa, o actual chefe do Serviço de Inteligência, Fernando Garcia Miala, contactou Zé Maria, que recusou cumprir com a orientação.>Sérgio Raimundo, advogado de defesa do general, refuta as acusações. Considera não terem sido cumpridos “os pressupostos relativos à instrução contraditória, presunção de inocência e direito a um julgamento justo”.>O general esteve à frente do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar de 2009 e a 2017. RFI »

  • General "Zé Maria" presta contas à justiça

    11 Setembro 2019 >Começou hoje em Angola o julgamento do general António José Maria, antigo chefe do serviço de inteligência e segurança militar. O antigo homem forte de José Eduardo dos Santos é acusado de extravio de documentos com informações militares confidenciais. >Em prisão domiciliária desde 17 de Junho, António José Maria é acusação de extravio de documentos com informações secretas militares, que o próprio afirma ter levado para casa para salvaguardar os interesses do antigo Presidente, e ainda de insubordinação.>As acusações são refutadas pelo advogado de defesa, Sérgio Raimundo, que alega que “não foi respeitado o princípio do contraditório”, uma vez que o tribunal recebeu a acusação do Ministério Público "sem antes ouvir a contraparte", e que “não colhe” o crime de extravio de documentos, porque os documentos não estão desaparecidos. Sérgio Raimundo pede, por isso, a absolvição do arguido "por não ter praticado os crimes de que vem acusado".>O general António José Maria é também considerado o arquitecto de todo o processo que culminou na detenção, em 2015, de 15 activistas do Movimento Revolucionário que ficou conhecido como o caso dos 15 + duas.>Os activistas foram acusados de actos preparatórios para a prática de rebelião e atentado contra o então Presidente José Eduardo dos Santos.>Em entrevista à RFI, Mbanza Hamza, um dos actvistas detidos, considera que este processo pode estar a ser “manietado por motivos políticos” para esconder a grave situação económica que Angola atravessa.>A segunda sessão do julgamento realiza-se amanhã com a audição do arguido António José Maria. RFI »

  • Angola: julgamento general "Zé Maria" antigo chefe da secreta militar

    11 Setembro 2019 >Começou esta quarta-feira (11/09) no Supremo Tribunal Militar de Luanda o julgamento do general António José Maria de 73 anos de idade, antigo chefe do serviço de inteligência e segurança militar e homem forte do regime de José Eduardo dos Santos.>Em prisão domiciliária desde 17 de junho sob acusação de extravio de documentos com informações secretas, que ele afirmou ter levado para casa para salvaguardar os interesses do antigo Presidente e ainda de insoburdinação militar>Esta mesma acusação foi proferida em 2005 pelos generais "Zé Maria" e Helder Veira Dias "Kopelipa" na altura chefe da casa militar do Presidente, contra o então chefe dos Serviços de Inteligência Externa de Angola general Fernando Garcia Miala, o que culminou na sua demissão e detenção, tendo sido em 2017 readmitido como director geral dos Serviços de Segurança Interna pelo Presidente João Lourenço.>O general "Zé Maria" é também considerado como sendo o arquitecto de todo o processo que culminou na detenção em 2015 de 15 activistas do Movimento Revolucionário, que ficou conhecido como o caso do 15 + 2, acusados de actos preparatórios para a prática de rebelião e atentado contra o então Presidente José Eduardo dos Santos.>O nosso convidado é um desses activistas, o engenheiro informático Afonso Matias, mais conhecido pela alcunha "Mbanza Hamza", para quem este julgamento, como outros, poderão ser manietados por motivos políticos RFI »