• A semana da transição para Angola

    16 Setembro 2018 >Esta semana ficou marcada pela transição no seio do partido no poder em Angola, o MPLA. Poucos dias depois de ser eleita a nova direcção desta formação, Álvaro Sobrinho, antigo dirigente do banco BES Angola, acusou certos antigos membros do Bureau político do MPLA de estar por detrás da falência do banco em 2014, declarações desmentidas pelos antigos accionistas da instituição. Também em destaque esta semana esteve a Guiné-Bissau cujos preparativos das legislativas de 18 de Novembro estão a conhecer atrasos e, por outro lado, também focamos o nosso olhar sobre o Sudão do Sul onde se encaminha um processo precário rumo à paz. RFI »

  • PGR angolana admite investigar denúncias de Álvaro Sobrinho

    14 Setembro 2018 O Procurador-Geral angolano admite a possibilidade de investigação das denúncias tornadas públicas pelo ex-presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA). Observador » RTP »

  • Banco central angolano diz que falência do ex-Banco Espírito Santo Angola foi “absolutamente transparente”

    13 Setembro 2018 O governador do Banco Nacional de Angola disse que o processo de declaração de falência do Banco Espírito Santo Angola foi "absolutamente transparente" e "visou salvaguardar" o sistema financeiro. Observador »

  • "Erros de Álvaro Sobrinho ditam falência do BESA"

    13 Setembro 2018 >Os antigos accionistas do BES Angola acusam Álvaro Sobrinho de ter mentido durante a entrevista que deu à TPA e na qual afirmou que a falência do banco foi uma decisão política e não por insolvência. Os accionistas declaram ainda que os erros de gestão de Sobrinho ditaram a falência da instituição bancária. >A posição dos accionistas foi divulgada através de um comunicado onde afirmam que: “O senhor Álvaro Sobrinho mentiu ao não apresentar os factos tal como eles ocorreram”. >Os accionistas “instam” as entidades competentes, Banco Nacional de Angola e Procuradoria Geral da República, a “pronunciarem-se” e manifestam toda a disponibilidade para “esclarecem a verdade”. >Na entrevista, de mais de uma hora, que deu à Televisão Pública de Angola, o antigo presidente do BESA declarou: "O banco faliu por decisão política, tendo em conta as pessoas nele envolvidas. Por isso, digo que era uma decisão política." >Álvaro Sobrinho afirmou que a situação de falência nem sequer foi declarada pelo Banco Nacional de Angola ou por uma auditoria independente. O empresário afirmou ainda que o banco sempre apresentou resultados líquidos positivos até à sua saída em 2012. O antigo dirigente precisou que, em 2010, o BESA ultrapassou pela primeira vez os 400 milhões de dólares (341,8 milhões de euros) de resultados líquidos positivos e que, quando foi afastado, era o banco com maior activo do mercado, com mais de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) de activos de fundo. >"Não houve qualquer decisão política para decretar a falência do BESA" >No comunicado, no qual são citados dois documentos, um do BNA e outro do Banco de Portugal, os acionistas referem que "não houve qualquer decisão política para decretar a falência do BESA", como foi sugerido pelo empresário luso-angolano e antigo dirigente do BESA. >Álvaro Sobrinho afirmou, ainda, ter sido alvo de ameaças por parte do antigo presidente da mesa da assembleia do BESA, Paulo Kassoma. “Disse-me claramente que se eu não aceitasse determinado tipo de condições poderia ter represálias”, como a prisão. >Afirmações desmentidas pelos accionistas que referem que Álvaro Sobrinho sabia que estava a mentir "o engenheiro Paulo Kassoma apenas ascendeu a esse cargo em 2016 na sequência do VII congresso ordinário do MPLA”. >“Conclui-se com isso que não houve qualquer decisão política para decretar a falência do BESA, como foi dito pelo senhor Álvaro Sobrinho. Decorrendo sim, dos erros da sua gestão e dos dinheiros que para si retirou, sendo esta uma questão de sua exclusiva responsabilidade”, termina o comunicado. >  RFI »

  • Álvaro Sobrinho diz que BESA “faliu por decisão política”

    12 Setembro 2018 >O ex-presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro Sobrinho, disse, em entrevista à Televisão Pública de Angola que "o banco faliu por decisão política” e não por insolvência. >No programa "Grande Entrevista" da TPA, o empresário luso-angolano e antigo dirigente do BESA declarou: "O banco faliu por decisão política, tendo em conta as pessoas nele envolvidas. Por isso, digo que era uma decisão política." >Álvaro Sobrinho afirmou que a situação de falência nem sequer foi declarada pelo Banco Nacional de Angola ou por uma auditoria independente. >O empresário disse que o banco sempre apresentou resultados líquidos positivos até à sua saída em 2012. O antigo dirigente precisou que, em 2010, o BESA ultrapassou pela primeira vez os 400 milhões de dólares (341,8 milhões de euros) de resultados líquidos positivos e que, quando foi afastado, era o banco com maior activo do mercado, com mais de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) de activos de fundo. >Sobrinho afirmou, ainda, ter sido alvo de ameaças por parte de altas figuras do regime do antigo presidente, José Eduardo dos Santos, se não acatasse a decisão. >O ex-presidente da Comissão Executiva do BESA também revelou ter recebido ordens dos accionistas para conceder créditos malparados no valor de 5.000 milhões de dólares a dirigentes do regime de Luanda que contribuíram para a suposta falência da instituição. >A falência do BESA foi oficialmente declarada a 14 de outubro de 2014. >Oiça aqui a crónica de Avelino Miguel. > RFI »